segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

10 discos para sair da mesmice


Hell Divine elege "10 discos para sair da mesmice"
Por Pedro Humangous

Tudo bem, eu sei que bandas como Metallica, Megadeth, Iron Maiden, AC/DC, Motorhead, entre tantas outras clássicas, são ótimas. Isso todo mundo já sabe. Também as ouço de vez em quando, sempre empolgam quando colocamos pra rodar em um churrasco ou no intervalo entre uma banda e outra nos shows. Mas, será que não tá na hora de deixa-las de lado um pouquinho e ouvir coisas novas? Que tal dar uma chance para que outras bandas incríveis também ganhem espaço na sua coleção e nos seus ouvidos? Fizemos então uma pequena lista de discos para que possam conhecer e sair da mesmice! Não são as melhores bandas, nem as mais inovadoras, são apenas dicas de gosto pessoal do redator. Esperamos que gostem e possam compartilhar com os amigos!

Não gostou da minha lista? Não tem problema, crie a sua própria lista e poste também! Tenho certeza de que muita gente irá gostar e assim estaremos todos conhecendo mais bandas!

Antes que perguntem: “Mas só tem gringa, onde estão as nacionais?” Calma, fique de olho em nossa página que em breve faremos as dicas das brasileiras ok? facebook.com/helldivine

1) Death Of An Era - Black
Sim, é moderno. Sim, é core. Mas, e daí? Acho que já deu pra amadurecer e admitir que existem bandas nesse estilo que podem ser muito boas, e esse é o caso. Um toque de Djent com Deathcore e muitos breakdowns, isso sem falar nas incríveis letras que falam da nossa realidade. Pra você se situar, a banda segue a linha do Chelsea Grin, Whitechapel e afins.



2) Gormathon - Following The Beast
A banda Gormathon surgiu na Suécia no ano de 2009 e de lá pra cá lançou apenas dois álbuns. O mais recente, “Following The Beast”, foi lançado no ano passado através da Napalm Records. O grupo pratica um Death Metal com bastante melodia, composições extremamente viciantes! Indicados para fãs de Amon Amarth e Tyr.


3) King 810 – Memoirs Of A Murder
Aclamado pela crítica mundial, essa é uma das grandes revelações de 2014. Um som moderno, agressivo e diversificado. O grande destaque fica para o estilo vocal utilizado, muitas vezes falado e sussurrado, com uma performance incrível. A banda está em turnê pela Europa com o Slipknot.


4) Bane Of Winterstorm – The Last Sons Of Perylin
Se você achava que o Power Metal pomposo e melódico, que fala de reis, espadas e dragões, era exclusividade dos italianos, se enganou. A Austrália apresenta sua versão do Rhapsody Of Fire, conheçam o excelente Bane Of Winterstorm! O grupo apresenta um Dark Symphonic Power Metal (como eles mesmo se intitulam) e misturam bem aquela fase clássica do Rhapsody com essa mais moderna (após a adição do “Of Fire” no nome). As músicas são todas bem longas, com uma orquestração de tirar o fôlego!


5) Barrier – Eventide
Os amantes do Hardcore não foram esquecidos! Pense em uma versão mais pesada do cruzamento entre o Hatebreed e o Killswitch Engage e terá uma leve noção do que esperar desses americanos do Barrier. O mais legal aqui é a ambientação criada com diversas camadas de distorção de guitarra e sintetizadores, misturada aos vocais insanos e um timbre brutal dos instrumentos. Para fãs de Norma Jean e Everytime I Die.


6) Engel – Blood Of Saints
Melodic Death Metal com Industrial e pitadas de eletrônico? Isso mesmo! O projeto capitaneado pelo vocalista Niclas Engelin é ousado e interessante! Há uma variedade incrível de linhas vocais (masculinas e femininas), além da criatividade sem limites. Seria algo como In Flames + Dubstep, com muito peso e melodias transbordando. Um álbum de extrema facilidade de assimilação, repleto de refrãos grudentos!


7) Damned Spirits Dance – Weird Constellations
Está de pé? Então, sente. É necessário calma e mente aberta para curtir essa loucura em forma de música. Custei a assimilar a proposta desses húngaros. Mas, após algumas audições, o álbum foi tomando forma e soando cada vez mais atrativo. O lance aqui é teatral, viajante e impossível de rotular. É preciso ouvir para crer.


8) Rise Of Avernus – L’Appel Du Vide
Quem aí gosta de um som arrastado, obscuro e pesado? A Austrália vem surpreendendo com a qualidade de suas bandas de Metal. O Rise Of Avernus resolveu tocar um Progressive Gothic/ Doom Metal, e essa “mistureba” ficou sensacional! Uma sonoridade ímpar, com uma construção instrumental belíssima, contrastando com os vocais cavernosos e guturais – sem falar nos vocais femininos. Epica meets Novembers Doom!


9) Aspherium – The Fall Of Therenia
Um dos discos que quase arrancou minha cabeça do pescoço! Um dos melhores trabalhos do ano passado e que pouquíssimas pessoas ouviram falar. Graças à internet e as milhares de horas “gastas” procurando coisa nova pra ouvir, me deparei com “The Fall Of Thereria” completo para audição. As músicas são atmosféricas e ultra técnicas, feitas para bater cabeça enquanto arregala os olhos, assustados com tamanha perfeição. Estruturas complexas e ritmos quebrados do Prog Metal, vocais extremos e uma atmosfera sci-fi de cair o queixo. Com pouco mais de uma hora de duração, eis uma obra de arte que deve ser, obrigatoriamente, conferida!


10) Empires Of Eden – Chanelling The Infinite
Gosta de projetos com vocalistas famosos? Então você precisa conhecer o Empires Of Eden, do guitarrista Stu Marshal (Dungeon). O cara chamou simplesmente Udo Dirkschneider (U.D.O., ex-Accept), Rob Rock (Impelliteri, Avantasia), Steve Grimmet (Grim Reaper, Onslaught), Sean Peck (Cage), Ronny Munroe (Metal Church), Mike Dimeo (ex-Riot, ex-Masterplan), Carlos Zema (Immortal Guardia, ex-Vougan, ex-Outworld), entre outros. Temos aqui um Power Metal de primeira, obviamente voltado para as guitarras e seus talentosos vocalistas. Não chega a ser um álbum fantástico, mas é bem legal para curtir as vozes de cada um emprestadas em músicas energéticas e grudentas!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Review: Angra – Secret Garden


Por Pedro Humangous


Finalmente a espera acabou! Após as várias mudanças na formação (e a mais traumática nos vocais com a saída do Edu Falaschi), o Angra finalmente se estabiliza (será?). Confesso que não gostei muito da performance de Fabio Lione ao cantar as músicas antigas e estava com um pé atrás em relação a esse novo disco. Na minha primeira audição, simplesmente não gostei das músicas, achei diferente demais, não soava como o Angra que acompanho há tantos anos. Mas após ouvir com mais calma e por mais algumas vezes, comecei a assimilar melhor a mensagem que quiseram passar e pude ver “Secret Garden” com outros olhos (nesse caso, ouvidos). Lione está mais solto, se sentindo mais em casa e a banda soube compor encaixando sua voz ao instrumental. Falando em instrumental, quanta diferença! Sim, ainda temos o Angra de sempre como na faixa “Black Hearted Soul”, que poderia facilmente estar em “Temple Of Shadows”. Porém, temos um Angra totalmente renovado e surpreendente como na faixa “Violet Sky” – que timbre de guitarra é esse? Soa como uma mistura de Moonspell com The Ocean. Rafael Bittencourt resolveu soltar a voz e cantou em vários momentos do disco e se mostrou bastante competente na função. Temos ainda a participação especial de Simone Simmons, cantando sozinha na faixa-título, e Doro Pesch em “Crushing Room” – ambas fantásticas. Esse álbum mostra que deixou seu passado para trás e se mostra imprevisível no futuro. Uma renovada necessária e muito bem-vinda. Nota: 9,0


Tracklist:
1 - Newborn Me
2 - Black Hearted Soul
3 - Final Light
4 = Storm of Emotions
5 - Violet Sky
6 - Secret Garden
7 - Upper Levels
8 - Crushing Room
9 - Perfect Symmetry
10 - Silent Call




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nova edição da 13 Metal Compilation já disponível!


Acaba de ser lançada mais uma edição da coletânea da 13 Metal Compilation. A Hell Divine tem orgulho em apoiar oficialmente esta excelente iniciativa, como media partner.

Como é descrita na página oficial, "a 13 Portuguese Metal Compilation é uma coletânea dedicada ao Metal Nacional. Este projeto surge da necessidade de mostrar o que é feito em Portugal em termos de Metal, numa tentativa de chegar a um público mais vasto dentro e fora das nossas fronteiras, com o objetivo de ser uma amostra atualizada do Undeground Metálico Português."

Confiram o tracklist:


Para fazer o download, acesse: https://13metalcomp.bandcamp.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

LINDEMANN: Membros do RAMMSTEIN e HYPOCRISY juntos em novo projeto


Till Lindemann, vocalista da banda Rammstein, se juntou com o multi-instrumentista Peter Tagtgren (Hipocrisy, Pain) para formarem um novo projeto, intitulado de Lindemann. Ainda não há registros disponíveis para audição, porém, o que vem pela frente já promete muito! 

Já foi criada a página oficial no Facebook e pode ser conferida aqui: https://www.facebook.com/Lindemann

Ficaremos de olho nesses caras!



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Review: Agressor – Demise Of Life

(Gravadora: Eternal Hatred Records)

Por Pedro Humangous

Quando a banda Agressor surgiu, em Macaé/RJ no ano de 1982, eu ainda nem havia chegado ao mundo. Porém, isso não me impediu de poder acompanhar, depois de mais velho, todo esse incrível cenário que acontecia na época, tanto nos Estados Unidos (com Slayer, Metallica, Exodus, etc) quanto na Alemanha (com Kreator, Destruction, Sodom, etc). Aqui no Brasil não foi diferente, o Thrash invadiu nossas terras com a mesma força, apresentando bandas como Sepultura, Korzus, Chakal, entre tantos outros. O Agressor estava presente nessa época de ouro e, após lançarem seu primeiro registro, deram uma sumida, retornando no ano passado com esse “Demise Of Life”. E o que temos aqui nesse disco? Um belo Thrash Metal com toda aquela energia dos anos 80, misturando tudo o que de melhor essa época pôde oferecer! É possível sentir uma pegada de Destruction em “Save The Forest” e “Accidental Murder”, algo de de Slayer em “The Origin”, e assim por diante. As influências são latentes, porém, jamais soando como mera cópia, tudo aqui é feito com paixão e identidade própria. A gravação está ótima, sem muita parafernália modernosa, captando a essência old school do estilo, dando nitidez a cada instrumento, gerando uma energia muito legal. As músicas são extremamente empolgantes, com riffs pegajosos, ritmo frenético e alucinante do baixo e bateria, e um vocal nervoso! A sequência das faixas é matadora, impossível pular uma sequer. Legal que mesclaram letras em inglês e outras em português, provando mais uma vez que nosso idioma é perfeito para o Heavy Metal, basta fazer bem feito. A arte da capa é bem legal, e quando você abre o encarte (em formato de pôster) pode ver a arte completa, que é animalesca! Com pouco mais de 40 minutos de duração, “Demise Of Life” passa voando e o jeito é apertar o play novamente, sem dó! Um discaço, espero que a banda se mantenha na ativa e compondo mais álbuns como esse, de tirar o fôlego! Nota: 9,0


Contatos:

domingo, 28 de dezembro de 2014

Moonspell: Banda libera a arte do novo álbum


"Extinct" é o título do novo álbum do Moonspell, previsto para sair em março de 2015 pela Napalm Records.

Track List: 

"Until We Are No More (Breathe)"
"Medusalem"
"Funeral Bloom"
"Domina"
"La Baphomette"
"The Last Of Us"
"A Dying Breed"
"Malignia"
"Extinct"
"The Future Is Dark"


Hail Metal Friends!


Fazia tempo que não escrevia algo pessoal para o blog e para os que nos acompanham! O ano foi extremamente corrido e tentamos manter todo o trabalho rolando para que a publicação em forma de revista digital continuasse. Com isso ficou cada vez mais difícil dedicar à publicação de notícias ou mesmo de postagens mais pessoais. Nesse fim de ano resolvi dar uma leve pausa e curtir meus discos e minhas cervejas artesanais, com isso tive esse tempo de escrever alguma besteira por aqui. Nesse momento, véspera de mais uma troca de ano, estou tomando uma Eisenbahn, Joinville Porter, uma premiada cerveja brasileira.


Ao mesmo tempo, passei aqui para recomendar a audição de uma das bandas que mais tenho curtido nos últimos anos, SYLOSIS! O grupo está em processo de mutação e, após lançar um dos melhores discos de Thrash de todos os tempos (na minha humilde opinião), passou a compor algo mais denso e diversificado. Seguem abaixo dois vídeos "Behind The Scenes" da gravação de "Monolith", de 2012:





Agora, se quer pirar mesmo com o som dos caras, procure ouvir primeiro o "Conclusion Of An Age"



Em 2015 a banda irá lançar mais um trabalho, o disco "Dormant Heart", mais uma vez experimentando novos direcionamentos. A música "Mercy" foi liberada para audição, confiram: 



Obrigado a todos pelo enorme apoio dado em 2014, foi um grande ano! Nos vemos em 2015!
GO TO HELL!!

Review: Hazy – Eternal Rise

(Gravadora: MS Metal Records)

Por Pedro Humangous

A julgar pela arte capa e logotipo, pensei que se tratava de uma banda de Prog ou Melodic Metal. Eu estava completamente enganado. O que a banda Hazy nos apresenta é um Death Metal repleto de outras influências interessantes como um moderno Thrash Metal (com bastante Groove) e um leve toque de Black Metal (insinuado por algumas passagens vocais mais rasgadas e agudas) – me lembrou um pouco da sonoridade da banda brasileira Drowned. “Eternal Rise” foi gravado, mixado e masterizado pelos excelentes Marcelo Pompeu e Heros Trench, no consagrado Mr. Som Studio em São Paulo. O resultado não podia ser outro a não ser um som de primeira qualidade, bem timbrado e equalizado, expondo o que a banda tem de melhor. Minha única queixa fica para o som demasiadamente estalado do baixo, que apesar de legal poder ouvir os dedos batendo nas cordas, acabam incomodando um pouco ao longo da audição. O EP conta com quatro músicas nervosas, energéticas e cheias de raça e personalidade. Os riffs são grudentos, muito bem construídos para empolgar logo de primeira, altamente convidativos para o mosh! As paradinhas mortais e cheias de groove também hipnotizam, trazendo movimentos involuntários ao pescoço, que não para de mexer. A pesadíssima e atmosférica “Frail” é uma das minhas preferidas, souberam dosar bem os ritmos. A faixa que fecha o disco, “Eternal Coma”, é um pouco arrastada e repetitiva, mostrando que o grupo ainda pode melhorar em alguns quesitos na composição. Com esse EP, mostraram que tem muito potencial e podem crescer bastante ainda. De qualquer forma, esse foi um belo cartão de visitas, ficarei de olho nessa banda! Nota: 7,5


Track List:
01 - Deception
02 - Fall And Rise
03 - Frail
04 - Eternal Coma

Formação:
Diego Sachi - Vocais
Eduardo Gochi - Baixo
Marcio Lucca - Bateria
Vinicius Marcel - Guitarras

Contatos: 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Review: Joe Bonamassa - Different Shades Of Blue

Gravadora: Voice Music

Por Pedro Humangous

E lá vamos nós às confissões constrangedoras... Fui começar a ouvir Rock/Metal já tarde, aos 20 anos de idade, portanto, deixei muita coisa importante para trás. Perdi alguns dos principais trabalhos lançados e aos poucos estou recuperando essa perda. Sobre Joe Bonamassa, conhecia apenas de nome, porém nunca tinha parado para ouvir seu som. Portanto, talvez minha percepção com esse primeiro contato possa ser um pouco distorcida e diferente da maioria já acostumada à sua sonoridade típica – pra mim são caminhos ainda não percorridos, o que, em minha opinião, deixa a coisa mais divertida. Pois bem, coloco pra rodar seu mais recente álbum, “Different Shades Of Blue” e sou tomado por uma energia super positiva, algo que agrada os ouvidos logo na primeira audição. Me veio à mente tanta coisa ao mesmo tempo, que não consegui achar os corretos adjetivos para descrever o som que vinha dos meus fones. Senti algo de Santana, Cream e Steve Ray Voughan – principalmente esse último. Estudando um pouco mais sobre sua carreira, descobri que ele fez parte do projeto Black Country Communion, além de um passado brilhante na música, recebendo diversas premiações. Com apenas 37 anos de idade, pode-se dizer que Joe é um garoto prodígio, começou cedo na música por influência do pai e desde então não parou mais. Sua veia no Blues é notória, porém, não se limita somente ao estilo, abusando de diversas outras influências para compor suas músicas. Suas habilidades na guitarra são de cair o queixo, não somente pela técnica apurada, mas principalmente pelo feeling, que transborda. Nesse disco, o cara usou simplesmente dezenove guitarras diferentes, sendo em sua maioria Gibsons e Fenders. Amplificadores foram nada mais, nada menos, do que treze! Contou ainda com onze músicos para a execução das onze faixas que compõem o álbum. Este é o primeiro álbum a ter todas as músicas escritas pelo próprio Joe, sendo produzido pelo experiente Kevin Shirley (que já trabalhou com bandas como Black Crowes, Aerosmith, Led Zepelin). Um belíssimo trabalho, que merece todos os destaques. Um álbum divertido e fácil de ouvir, recomendado para ouvir tanto no conforto de casa, como em uma boa viagem pela estrada! Nota: 8,5



Formação:
Joe Bonamassa – Guitarras, vocais
Michael Rhodes – Baixo
Carmine Rojas – Baixo
Anton Fig – Bateria, percussão
Lenny Castro – Percussão
Reese Wynans – Órgão, piano
Doug Henthorn – Backing Vocals
Melanie Willians – Backing Vocals
Lee Thornburg – Saxofone, trombone, arranjos de sopros
Ron Dziubla – Saxofone
Orquestra Bovaland – Cordas
Jeff Bova – Arranjos de cordas

Track List:
1.       Hey Baby (New Rising Sun)
2.       Oh Beautiful!
3.       Love Ain’t a Love Song
4.       Living on the Moon
5.       Heartache Follows Wherever I Go
6.       Never Give All Your Heart
7.       I Gave Up Everything for You, ‘Cept the Blues
8.       Different Shades of Blue
9.       Get Back My Tomorrow
10.   Trouble Town
11.   So, What Would I Do

Contato: