terça-feira, 7 de agosto de 2018

Review: Dying Kingdom – Solitude


Por: Victor Augusto

Engraçado como no mercado atual é tão difícil da gente se aprofundar em alguma banda ou em um determinado disco, porém em alguns casos, a qualidade do material acaba nos prendendo a atenção por proporcionar inúmeros detalhes criados em sua obra. Ao ouvir os brasilienses do Dying Kingdom, já foi possível perceber que o seu som é bem diferenciado e isso tem um pouco de ligação com a história da banda. Apesar de terem surgido somente em 2015, o seu embrião foi ainda nos anos 2000, quando se chamavam FixXeR, nome inspirado em uma música do Metallica. Após alguns hiatos e mudanças na formação, o seu disco de estreia surge bem completo e complexo, envolvendo músicas que imergiram dentro de inúmeros estilo.

Sintetizando a cara da banda, é como se tivéssemos o peso das guitarras do Metallica no início dos anos noventa, mas com uma certa técnica e melodia de bandas de Heavy Metal tradicional e sublimes partes até mesmo de Country ou Blues. A bateria é precisa, com várias alternâncias de ritmo e sem muitas firulas. O baixo não se perde em meio a toda essa parede sonora, tendo o seu destaque. Já o vocal é surpreendente por suas variações. Em certos momentos há um espírito Phil Anselmo de agressividade, em outros há uma pegada James Hetfield de empolgação. Claro que existe o lado melódico, onde a interpretação das emoções das letras é levada à tona, de uma forma muito bem feita. Não que soe cópia de ninguém, muito pelo contrário, afinal a experiência de seus integrantes acaba sendo o diferencial para dar uma boa identidade ao som e essas influências foram bem diluídas em meio a tudo isso.

O disco começa de uma forma bem direta com a faixa “Last Day On Earth” que exalta a raiz Thrash Metal da banda enquanto a melodia marcante do refrão de “Fear Of Fear” remete um pouco mais o lado sentimental da banda. Se a cadência interessante na bateria de “Until The End” abre espaço para um som mais arrastado com uma atmosfera mais densa, a balada “Same Old Song” já mostra que a banda sabe explorar várias vertentes sem se perder ou soar confusa. Ainda há o encerramento do álbum de uma forma calma, com uma linda passagem de piano, lembrando algo de linha Pink Floyd em seus últimos álbuns, na faixa ”Blue Dot”.


Temos um disco abrangente, com 12 músicas, mostrando que o Dying Kingdom sabe o que está fazendo, sem se perder nas inúmeras vertentes na qual explora. Aliando temas que retratam assuntos mais palpáveis como dilemas pessoais, a ótima produção que captou bem a proposta e a excelente parte gráfica, então o resultado não poderia ser menos do que uma bela obra de arte.  


Tracklist:
1. Last Day on Earth
2. Dead Man's Dance
3. Fear of Fear
4. Solitude
5. Same Old Song
6. Long Road
7. Like a Game
8. Sociopath
9. Paradise
10. Singularity
11. Until The End
12. Blue Dot

Formação:
Marcos V. - Voz
Marcus Valls - Guitarra
Pedro Assumpção - Bateria
Renato Miranda - Baixo
Diogo Caparelli - Guitarra

Site: http://www.dyingkingdom.com

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Resenha: Enslaved - E


Por Augusto Hunter


Dissecar um disco nunca é uma tarefa fácil. Ouvimos diversas vezes o mesmo lançamento até termos alguma coisa bruta e concreta a dizer, algumas vezes, em meu caso, ouvir duas vezes, ou mesmo três é o bastante para começar a resenha-lo, mas no caso do Enslaved, tudo é elevado meu caro, até mesmo porquê estamos falando de um dos ícones do Black Metal Mundial e hoje em dia, em meu ponto de vista, se tornando um ícone também no Prog Metal, já que os flertes e a principal diferenciação da banda estão ficando cada vez mais evidentes, com o passar dos anos e de seus lançamentos. Em seu novo lançamento, "E", o Enslaved continua surfando na onda Progressiva e completamente diferenciada, pois a adição do vocal rasgado de Grutel Kjelsson (baixo/vocal), contrastando com Håkon Vinje e seu belo vocal limpo e seus teclados, que nesse disco estão fazendo um trabalho fenomenal. A banda gravou o disco no Duper & Solslottet Studios, Conclave & Earshot, Peersonal Sound, Bergen, na Noruega, esse disco marca a estréia de Håkon nos teclados e ele veio fazendo um serviço incrível. A banda vem cada vez mais “amaciando” a música feita, com mais influências Progressivas do que o Black Metal geralmente esperado por eles, mesmo assim, o trabalho deles é sensacional. A arte da capa, assinada por Truls Espedal, nos trás a letra E, em formato rúnico, como lembrando um M, mas tem uma explicação, ligada à principal inspiração de suas letras, que são a Cultura Viking e ela quer dizer cavalo, o que liga diretamente a maravilhosa música "Sacred Horse". O disco abre com a belíssima "Storm Son", que possivelmente ainda possa carregar um pouco de agressividade, mas a ambientação e progressividade da música é maravilhosa. "The Rivers Mouth" é uma com riffs cativantes, sempre caminhando em uma ambientação maravilhosa e passagens de vocal do Grutle e Håkon em um lindo contraste. Vamos da faixa que pra mim é destaque do disco, Hiindsiight, essa que nos trás aquela ambientação e clima incríveis, que somente o Enslaved vem criando nos últimos anos, mas dessa vez com uma adição de um saxofone, esse gravado por Kjetil Møster. Esse sax nos entregou uma camada extra de clima incrível, tem até mesmo um tom mais caótico na música, dado por ele, que ficou absurdo. Bem, depois dessa maravilhosa faixa, "Djupet" tem ainda mais peso e clima, assim como "What Else Is There", fechando com maestria o petardo. Se você que lê aqui está achando que esse é um disco fácil de entender e digerir, não amiguinho, esse não é nada simples de ouvir, mas tenho certeza que o tempo que você investir ouvindo esse disco, ou mesmo qualquer um outro da banda, tenha certeza que você terá uma hora de qualidade, pois eles não deixam a desejar em nada em sua proposta.



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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Review: Epica – The Solace System


Por Leandro Fernandes

Tendo em vista que o Metal Sinfônico teve seu ápice no final da década de 90 e início dos anos 2000, muita banda se perdeu, pouco se reinventou e outras acabaram mesmo no esquecimento, exceto o Epica que sempre investiu em criatividade e inovação a cada trabalho lançando e seguem firmes, longes de clichês e mesmice. A prova disso se chama “The Solace System”, último EP da banda que merece uma valiosa atenção. A belíssima Simone Simons e sua trupe nos mostra em seis faixas como é feito algo com bastante dedicação e honestidade. A banda nunca temeu na inovação que hoje os coloca como grandes no estilo e até mesmo com uma das bandas mais importantes no cenário mundial. “The Solace System” mescla os primórdios da banda com a inovação adquirida com anos de dedicação e garra. A pegada progressiva imposta por Mark Jansen em suas melodias mostram o quão rica e original é. Coen Janssen se mostra imponente no quesito piano e teclados, excelentes variações e também sem esquecer a linda cozinha composta por Rob Van der Loo (baixo) e Ariën van Weesenbeek (bateria), a sincronia aqui é de cair o queixo. As seis faixas são realmente bem trabalhadas, a começar por a que batiza o disco “The Solace System”, inicia com um lindo coro emendado pelo poderoso riff e claro, Simone dando todo o charme com sua voz suave e ao mesmo tempo potente. Seguindo para “Fight Your Demons” mostram realmente o que é um Metal Sinfônico bem trabalhado e com um grande destaque para a forte presença dos backings vocals. Já com uma pegada bem progressiva, “Architect Of Light” é imponente e de um refrão verdadeiramente lindo, excelentes escalas de baixo com muita técnica. Resgatando um pouco da fase inicial da banda “Wheel Of Destiny” é pura e direta, fizeram o básico e bem longe daquele “arroz com feijão”, música muito bem trabalhada. “Immortal Melancholy” surge para acalmar um pouco os ânimos com uma pegada acústica, sabemos que Simone se destaca de forma surpreende em músicas assim e com essa não foi diferente, voz limpa, bem imposta e marcante. Encerrando com “Decoded Poetry”, voltam com força máxima em uma mescla symphony prog de muito bom gosto, onde mais uma vez o baixo se mostra muito presente, destaque também para o belo trabalho das guitarras com excelentes riffs acompanhados do teclado. Podemos dizer que este EP simplesmente prova que o Epica é, e sempre será, o carro chefe do Metal Sinfônico dos tempos atuais. Vale cada segundo da audição!


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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Review: Angra - Ømni



Por Pedro Humangous

Passaram apenas três anos desde a terceira revolução que o Angra sofreu, mas pareceu uma eternidade esse tempo que tivemos que esperar para um novo álbum de inéditas da banda. Passado o “susto” com a entrada do Fabio Lione, agora temos um grupo muito mais entrosado e coeso, focado no objetivo de construir novas canções, que tragam a evolução da banda sem perder a personalidade adquirida ao longo da carreira. Toda banda precisa da sua base de fãs, mas infelizmente, quando se atinge um nível mundial como o Angra, essa mesma base às vezes atrapalha. Temos as viúvas do André, viúvas do Edu, tem o pessoal que sente saudade do Aquiles, que reclama da ausência do Kiko e os haters do Lione. Esse é o novo Angra, você goste ou não. Se curte a fase antiga, simples, basta ouvir os discos daquela época, não precisa ficar na internet comentando que a banda morreu, etc. “Secret Garden” foi realmente bem diferente do que estávamos acostumados, mesmo assim foi um dos discos do ano pra mim. Um dos fatores que notei e gostei bastante é que a banda se atualizou e entendeu o momento que vivemos hoje, saindo daquele pedestal de artista famoso e descendo para falar com seus fãs. A melhor decisão que tiveram foi de documentar todo o processo de criação das músicas, do dia a dia na Suécia para a gravação com o Jens Bogren. Acertaram em cheio ao trazer as pessoas para perto da banda, respondendo os comentários nas redes sociais, fazendo piadas consigo mesmo – humanizaram o Angra! Acompanhei cada vídeo que era postado, me sentia envolvido no processo criativo e no fim ficava a sensação de que éramos amigos dos membros da banda. Tudo isso gerou uma expectativa enorme nos fãs. Quando o “Ømni” saiu, já estávamos familiarizados com os riffs, solos, alguns trechos vocais, etc. Foi muito mais fácil digerir as novas músicas quando foram lançadas. O Rafael Bittencourt falou que esse seria um elo entre todos os álbuns lançados pela banda anteriormente e, realmente, ele o faz, de forma sutil, porém perceptível. Dá pra sentir uns toques do “Holy Land”, “Rebirth”, “Temple Of Shadows”, “Secret Garden”. A faixa de abertura, “Light Of Trancendence” já começa remetendo à “Nova Era” (até levei um susto na primeira vez que ouvi), e é, sem dúvidas, uma das melhores músicas já feitas pelo Angra, simplesmente perfeita de ponta a ponta. Na sequência temos “Travelers Of Time” (que gerou muita polêmica quando o Lyric Video foi lançado), trazendo temperos de brasilidade na levada de bateria do Bruno Valverde, um toque bem progressivo nos riffs e inserções de teclado – me lembrou um pouco do que o Iron Maiden vem fazendo nos discos mais recentes. “Black Widow´s Web” também traz seu toque de polêmica por conta da presença da Sandy nos vocais limpos e sutis contrastando com o gutural (isso mesmo, Angra com vocal gutural!) da Alissa White-Gluz (Arch Enemy) – achei a ousadia sensacional e a música ficou ótima! “Insania” me trouxe de volta à álbuns como “Aqua” e “Aurora Consurgens”, um Melodic Metal mais “diretão”, com refrão pegajoso. “The Bottom Of My Soul” é toda cantada pelo Rafa e é uma bela semi-balada, transbordando bom gosto e muito feeling – podia muito bem estar em um novo disco de sua carreira solo. “War Horns” vem na sequência esbanjando técnica e velocidade, com destaque para as linhas de bateria e principalmente para o solo insano do Kiko Loureiro - isso sem falar no mini breakdown que fizeram na metade pro fim, lembrando o Sepultura atual. “Caveman” se mostra inusitada e diversificada, trazendo aquela energia do “Temple Of Shadows”, com uma quebra no ritmo dando espaço para lindas inserções de baixo e percussões. É preciso dizer que o Marcelo Barbosa é um monstro nas guitarras, trouxe mais peso e mais técnica aos solos, realmente um substituto/complemento à altura da banda. “Magic Mirror” traz mais experimentalismos, mudanças de vocais e passagens viajantes, mas tudo sem perder o jeito Angra de ser. A balada “Always More”, apesar de simples, é belíssima, mostrando todo o poder e versatilidade do Fabio. O real desafio vem em “Silence Inside”, com mais de oito minutos de duração, é uma verdadeira jornada, uma montanha russa de sensações, alternâncias de tempos, ritmos, vocais, você simplesmente não sabe o que esperar do minuto seguinte – simplesmente brilhante! E fechando o disco, temos a maravilhosa “Infinite Nothing”, toda instrumental em forma de orquestra, trazendo de volta os temas de “Ømni”. Se tivesse que resumir esse álbum, diria que é um trabalho empolgante do começo ao fim, com toques de loucura e genialidade, mostrando um Angra maduro e rejuvenescido ao mesmo tempo. Um dos melhores álbuns na discografia da banda, resumindo toda sua história em um novo capítulo. Fico feliz com o que nos apresentaram e ansioso pelo que ainda está por vir!



Acompanhe a banda no Youtube: https://www.youtube.com/user/AngraChannel
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domingo, 18 de março de 2018

Review: Destruction - Thrash Anthems II



Por Pedro Humangous
Como o tempo passa voando e não percebemos... Não acredito que tivemos que esperar por 10 anos para ver a parte dois desse “Best Of Old School” contendo as regravações de grandes clássicos da banda! “Thrash Anthems II” acaba de ser lançado no mercado nacional através da parceria entre a Nuclear Blast e a Shinigami Records, trazendo 11 regravações e uma faixa bônus para o cover de “Holiday In Cambodia” do Dead Kennedys. Sei que muitos fãs das antigas irão torcer o nariz, pois “não se mexe em clássico”, certo? Discordo. Acho importante existir o registro oficial da época, mas acho super válido dar uma repaginada no som e mostrar todo o poder das composições em uma nova roupagem, abusando de toda a tecnologia que temos à disposição atualmente. Muita gente reclama da produção dos últimos álbuns do Destruction, dizendo que não tem alma, que estão muito polidos e com uma mixagem estranha. Sinceramente acho um exagero, não vejo tanto problema na sonoridade dos caras, apenas não seguiram o estilão old school de se fazer o Thrash. Nessa regravação senti que eles tentaram soar mais orgânicos, com um som mais “na cara” como dizem, com um baixo mais presente, guitarras com um timbre cortante e a bateria mais “seca”, deixando o bumbo bater no peito e os pratos quase rasgarem nossos tímpanos. O vocal do Schmier é inconfundível e é a essência desse grupo, atualmente completo com a presença de Mike nas guitarras e Vaaver na bateria. Aliás, o Destruction podia ver o exemplo dos conterrâneos do Sodom e adicionar mais um guitarrista na banda, faria uma diferença incrível no som – principalmente ao vivo. A arte da capa é maravilhosa, com vários detalhes e elementos das capas dos discos anteriores de sua discografia, muito legal! Aqui temos músicas da fase dos trabalhos como “Eternal Devastation”, “Sentence Of Death”, “Infernal Overkill”, “Release From Agony” e a parte mais interessante, “Cracked Brain”, época em que o Schmier não cantava na banda, então é bem legal poder ouvi-lo interpretando essas faixas. Em resumo, esse é um registro fantástico, que merece estar em toda coleção que se preze, um item indispensável para quem é fã do Destruction e principalmente do melhor que o Thrash Metal mundial pode oferecer!


Track List:
01. Confused Mind
02. Black Mass
03. Frontbeast
04. Dissatisfied Existence
05. United By Hatred
06. The Ritual
07. Black Death
08. The Antichrist
09. Confound Games
10. Ripping You Off Blind
11. Satan's Vengeance
12. Holiday in Cambodia

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Contato: https://www.facebook.com/destruction/

Review: Gamma Ray – Alive ‘95


Por Pedro Humangous

Estamos de volta com mais uma resenha “Anniversary Edition” do Gamma Ray! Se não me engano, essa é a sexta crítica que faço da série que comemora os 25 anos de existência da banda e dessa vez lhes trago “Alive ‘95”. Após 5 discos lançados e um nome estabilizado no cenário mundial, era hora do primeiro registro ao vivo do grupo formado por Kai Hansen (vocais e guitarras), Dirk Schlachter (guitarras), Jan Rubach (bixo) e Thomas Nack (bateria). Nesse relançamento temos um disco ao vivo e um bônus, tudo remasterizado, contando com uma arte nova para a capa – a que menos gostei até agora. O CD principal conta com um showzaço gravado em 1995 durante a “Land Of The Free Tour”, contendo registros de Milano, Paris, Madri, Pamplona e Erlangen. Temos aqui um set list matador que resgata o melhor do início da carreira do Gamma Ray, além de alguns covers, com destaque para “Ride The Sky” e “Future World” do Helloween. Como Kai havia assumido recentemente os vocais, esse show foi todo em sua voz, e ele não fez feio, uma performance incrível e histórica! O CD bônus conta com 6 faixas também gravadas ao vivo em um show de 1993 na voz de Ralf Scheepers e que até então só haviam sido lançadas na versão americana e agora finalmente estão disponíveis para todos. Em ambos os registros a gravação está bastante condizente com a época, sem overdubs, captando a verdadeira essência do Gamma Ray ao vivo, seja com a formação com o Ralf, seja com o Kai. Temos aqui um set list bastante variado, deixando a audição bem interessante e divertida, relembrando os tempos de glória do estilo. Um material de altíssima qualidade, repleto de peso e muita história! Mais um belo item para completar essa série comemorativa, recomendo!

(Capa original lançada na época)

Track List: 

Disco 1:
1. Land of the Free
2. Man on a Mission
3. Rebellion in Dreamland
4. Space Eater 5. Fairytale
6. Tribute to the Past
7. Heal Me
8. The Saviour
9. Abyss of the Void
10. Ride the Sky (Helloween cover)
11. Future World (Helloween cover)
12. Heavy Metal Mania (Holocaust cover)
13. Lust for Live

Disco 2:
1. No Return
2. Changes
3. Insanity and Genius
4. Last before the Storm
5. Future Madhouse
6. Heading for Tomorrow

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Contato: http://www.gammaray.org/

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Review: Panzer – Fatal Command


Por Pedro Humangous

O inquieto Schmier (Destruction) retomou seu projeto – agora como uma banda oficial – chamado Panzer, lançando o segundo álbum de sua discografia. O primeiro disco, “Send Them All To Hell” já soava bem legal, um Thrash mais ameno, com pegadas de Metal Tradicional. Agora a NWOBHM assumiu o posto de vez, ganhando aquele toque inconfundível do Metal alemão, ganhando uma roupagem ainda mais melódica e tradicional. Com a saída do guitarrista Herman Frank (ex-Accept), Schmier convidou outros dois guitarristas, V.O. Pulver e Pontus Norgren (Hammerfall), dupla que já entrou super entrosada, compondo verdadeiros hinos – aliás, a “briga” entre os solos e as guitarras gêmeas é uma coisa linda de ouvir. O Thrash permanece vivo aqui, apesar de mais contido, soa como uma versão mais moderna e contemporânea do estilo. A produção está impecável, as guitarras estão cortantes e com um timbre maravilhoso, o baixo bem destacado na mixagem, a bateria bem seca e orgânica, além dos excelentes vocais. Tá tudo muito bem encaixadinho, bem composto e empolgante, é uma faixa melhor que a outra, montando uma sequência matadora no setlist. E a capa? Simplesmente sensacional, definitivamente uma das melhores do ano, sendo bem humorada e politizada, esteticamente é muito bonita. Estou espantado com a beleza de cada música, o bom gosto em cada riff despejado, tudo soa épico e marcante. Apesar de não ser um som inovador, mesmo assim eles trouxeram um frescor ao som, misturando de tudo um pouco e acertando em praticamente tudo. Muito difícil apontar destaques nesse trabalho, gostei de tudo o que foi apresentado em “Fatal Command”, as influências claras de bandas consagradas, o jeitão alemão (com pitadas de Primal Fear e Accept), a agressividade andando de mãos dadas com lindas melodias. Quase perdi meu pescoço nas faixas “Satan’s Hollow”, “Scorn And Hate” e “Afflicted”, isso sem falar no insano cover de “Wheels Of Steel” do Saxon. Talvez o único ponto fraco do disco sejam as faixas mais cadenciadas como “Skullbreaker” e “The Decline (...And The Downfall)"; não que sejam ruins, mas deixam um pouco a desejar. Um álbum fantástico, repleto de grandes refrões e músicas viciantes, altamente recomendado a todos! Que venham mais discos do Panzer no futuro, se firmando de uma vez por todas como um grande nome mundial!


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domingo, 28 de janeiro de 2018

Review: Gamma Ray – Land Of The Free



Por Pedro Humangous

É muito interessante quando analisamos os passos dados pelas bandas e as consequências de cada ato. Kai Hansen saiu do Helloween e formou o Gamma Ray com o Ralf Scheepers nos vocais. Lançaram grandes trabalhos juntos, mas com a saída de Ralf – para formar o Primal Fear – é que Kai assumiu os vocais do Gamma Ray e a banda tomou outro rumo, ganhando ainda mais sucesso mundo afora. “Land Of The Free” é o quarto álbum da banda e traz uma banda renovada, tanto na formação quanto em sua sonoridade. Muito mais Power Metal do que antes, com músicas inspiradíssimas e velozes, um verdadeiro clássico do estilo. As composições estão em alto nível, dá pra ver que foram trabalhadas exaustivamente para alcançar a perfeição. Logo na abertura temos a excelente “Rebellion In Dreamland” com seus mais de oito minutos de duração, emendando na maravilhosa “Man On A Mission”, que encaixa perfeitamente em “Fairytale”, isso mesmo, sem descanso para respirar. “All Of The Damned” não fica para trás e mantém o nível de excelência e empolgação, com um refrão matador! Como qualquer bom disco melódico deve ter, “Farewell” é a balada da vez, com uma linda levada, serve para acalmar os nervos e dar uma respirada – ótima opção no set list - destaque para a participação de Hansi Kursch (Blind Guardian). O ritmo volta a pegar fogo em “Salvation’s Calling” e “Land Of The Free”. Outra que merece destaque é “Time To Break Free” que conta com a participação especial de Michael Kiske. Nessa versão de aniversário temos ainda um disco bônus contendo material nunca lançado, versões inéditas e faixas ao vivo. Mais um pacotaço relançado pelo Gamma Ray em comemoração aos seus 25 anos de vida. Mesmo que você tenha a versão original, esse lançamento merece estar em sua coleção. Clássico absoluto e indispensável!


CD1 
1. Rebellion In Dreamland 
2. Man On A Mission 
3. Fairytale 
4. All Of The Damned 
5. Rising Of The Damned 
6. Gods Of Deliverance 
7. Farewell 
8. Salvation’s Calling 
9. Land Of The Free 
10. The Saviour 
11. Abyss Of The Void 
12. Time To Break Free 
13. Afterlife 

CD2  
1. Heavy Metal Mania (Holocaust Cover) 
2. As Time Goes By (Pre-Production Version) 
3. The Silence ’95 
4. Dream Healer (Instrumental – Live At Chameleon Studios 2017) 
5. Tribute To The Past (Instrumental – Live At Chameleon Studios 2017) 
6. Heaven Can Wait (Instrumental – Live At Chameleon Studios 2016) 
7. Valley Of The King (Instrumental – Live At Chameleon Studios 2016)

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Review: Wild Witch – The Offering


Por Pedro Humangous

Formado em Curitiba, “The Offering” é o primeiro álbum da banda Wild Witch. Formada por Felipe Rippervert (vocais e baixo), Mariano Burich (guitarras) e Weiberlan Garcia (bateria), o trio apresenta um Metal tradicionalíssimo, totalmente calcado no NWOBHM, ou seja, sonoridade calcada nos anos 80, baseada em bandas como Judas Priest, Iron Maiden, um pouco de Motorhead e Accept. Antes de colocar o disco pra rodar, analisamos a parte estética dando uma folheada no encarte, achei o logotipo e a arte da capa bastante simplórios, bem como o interior do booklet, nada que chamasse a atenção. O som, por sua vez, está redondinho, trazendo de volta o espírito oitentista nas composições, um ar analógico proposital que casou bem com a proposta da banda. O baixo está bem presente na mixagem, ditando o ritmo das músicas juntamente com a bateria mais seca e reta. Os vocais lembram bastante o Blind Guardian no começo da carreira e os primeiros discos do Iron Maiden. Não são ruins, mas merecem mais atenção daqui pra frente, com mais presença, mais punch – um pouco mais de atenção na pronúncia do inglês também se faz necessária.  O grande destaque da banda são as guitarras, seus riffs são viciantes e os solos avassaladores. Destaque também para as faixas “Heavy Meta Inferno”, “Night Rulers” e “Exiles In Hell”, pelo ritmo mais acelerado e pelos refrãos que colam no cérebro. O álbum tem pouco mais de quarenta minutos e passa rapidamente, de forma natural, sem cansar, mostrando ser um disco bem balanceado e empolgante. É o tipo de som que deve soar fantástico ao vivo, espero um dia poder vê-los nos palcos. Ajustando pequenos detalhes nos vocais e apostando em uma direção de arte caprichada, certamente vão chegar ainda mais longe e saciar a sede dos fãs por esse tipo de som, cada vez mais apreciado nos dias atuais. 


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domingo, 21 de janeiro de 2018

Review: Accept – The Rise Of Chaos


Por Pedro Humangous

Fiquem tranquilos, não usarei a analogia do vinho para descrever o trabalho do Accept. A verdade é que a cada novo laçamento eles estão ficando melhores, é inegável a maturidade e experiência sendo aplicadas na prática a favor da boa música. Os caras encontraram um balaço, uma forma “fácil” de compor grandes canções. Tudo soa bem encaixado, grandioso, empolgante na medida certa. O timbre das guitarras tá lindo demais, o baixo e a bateria andam de mãos dadas encorpando ainda mais o som e os vocais de Mark Tornillo estão soberbos. “The Rise Of Chaos” foi lançado no final de 2017 e é o décimo quinto disco na carreira dos alemães, foi produzido pelo ultra experiente e renomado Andy Sneap. Aqui temos a estreia de dois novos integrantes, Uwe Lulis na guitarra e Christopher Williams na bateria, completando o time formado por Tornillo nos vocais, Peter Baltes no baixo e Wolf Hoffmann nas guitarras. Composto por dez faixas, o álbum segue como uma evolução do seu antecessor, “Blind Rage”, trilhando o caminho do Heavy Metal Tradicional, com músicas mais diretas, riffs simples (mas marcantes), muita melodia e refrãos monumentais. Dá pra sentir a energia de uma banda veterana, cheia de energia, que lota estádios e faz shows incríveis. Destaque para a faixa de abertura, “Die By The Sword”, “Koolaid”, cadenciada com uma pegada mais Hard Rock e “Analog Man” que remete imediatamente à “Balls To The Wall”. A maravilhosa arte da capa foi feita por um dos melhores artistas da atualidade, o húngaro Gyula Havancsák. Muito legal ver a banda se reerguendo e mantendo firme sua posição como uma das grandes bandas do Rock/Metal do mundo! 


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Review: Miss May I – Shadows Inside


Por Pedro Humangous

O leão está de volta! Dois anos após o lançamento de “Deathless”, a banda americana Miss May I retorna com seu sexto álbum de estúdio, trazendo de volta o característico leão nas artes que ilustram as capas. O grupo ganhou notoriedade em 2010, quando o movimento Metalcore estava em alta e soltaram o excelente “Monuments”. De lá pra cá, tanto o estilo quanto sua a popularidade foram esfriando; sua música, apesar de interessante, foi perdendo o encanto. Os fãs que me perdoem, mas “At Heart”, “Rise Of The Lion” e “Deathless”, mesmo sendo bons discos, não ganharam a devida exposição na mídia e nem tiveram muita repercussão. Até tentei ouvi-los, mas algo não me prendia, cansavam após a primeira audição. E o que podemos esperar desse novo álbum? Bem, felizmente pra uns e infelizmente pra outros, nada muito diferente. A qualidade de gravação e produção está infinitamente melhor, houve um balanço entre os instrumentos que deixou tudo mais agradável de ouvir – antigamente eles focavam muito nas guitarras e deixavam a bateria alta demais. Os riffs das guitarras continuam sendo o maior destaque das composições, sempre variados, inteligentes e criativos, ditam o ritmo das músicas. Os vocais também mantiveram o padrão, rasgados/desesperados no começo, seguidos do refrão cantado de forma limpa. Não ficaria ruim se variassem só um pouquinho, daria mais dinâmica à audição e acho que essa é a maior falha da banda, acabam soando repetitivos. “Never Let Me Stay”, repleta de teclados e vozes mais leves, remete a um Linkin Park atual, buscando uma base maior de ouvintes por ser mais acessível. “Casualties” é mais o que eu esperava do Miss May I, riffs interessantes, vocais nervosos, inserções de sintetizadores e uma pequena dose de melodia. Aqui soam como uma mistura de Killswitch Engage com o novo In Flames. Com pouco menos de 35 minutos de duração, o disco passa voando e te convida para uma nova e aprofundada audição. A cada nova rodada as músicas ganham força e vão crescendo. A forma como produziram e mixaram esse álbum me faz pensar que estão querendo ser agressivos, mas ao mesmo tempo acessíveis. Todo o poder do Metalcore aqui soa aguado, diluído para que possa ser engolido sem fazer careta. “Shadows Inside” é como um bom whisky cheio de gelo e energético. Vai do gosto de cada um. 


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domingo, 7 de janeiro de 2018

Review: Cradle Of Filth - Cryptoriana – The Seductiveness Of Decay


Por Pedro Humangous

Se tem um disco que ouvi exaustivamente em 2017, esse foi o “Cryptoriana – The Seductiveness Of Decay”. Aliás, ele está na minha lista dos dez melhores lançamentos do ano passado! O Cradle Of Filth vem em um processo lento de transição na sua sonoridade, se afastando cada vez mais do Black Metal do início da carreira e se transformando em algo mais dark, sinfônico e principalmente melódico – mais ou menos o que aconteceu com o Therion e com o Dimmu Borgir, por exemplo. Essa mudança não foi do dia para a noite, foi feita com calma, de forma pensada e transitória ao longo dos anos. Com isso, acredito que não tenham perdido sua base de fãs e ainda conquistaram novos adeptos – afinal o som ficou bem mais acessível. Nesse mais recente trabalho, a banda soa rejuvenescida, mesclando bem alguns itens dos primeiros álbuns e abusando da melodia, orquestrações e camadas de vozes. As guitarras estão estupendamente lindas, duplicadas de forma incrível na mixagem, você ouve com extrema clareza o que cada uma faz (principalmente com bons fones de ouvido, cada uma delas está separada em um ouvido, muito legal!). O clima soturno e teatral em cada música deixa tudo ainda mais majestoso e grandioso. Os vocais esdrúxulos de Dani Filth estão ainda melhores, acho que ele encontrou o balanço perfeito entre sua voz limpa e seus urros característicos, trabalhando sempre a favor da composição. A bateria e o baixo estão na medida certa, sem brigar muito com os demais instrumentos e funcionam super bem quando acompanhados dos lindos teclados e das vozes femininas. Após uma bela intro, o bixo pega em “Heartbreak And Seance”, extremamente viciante, e emenda com a fantástica “Achingly Beautiful”, uma trinca de tirar o fôlego. “Wester Vespertine”, mesmo com seus mais de sete minutos, não cansa, pelo contrário, encanta conforme prossegue, se utilizando de algumas coisas de Metal Tradicional e até Death Melódico – definitivamente um dos pontos altos do álbum. E o que dizer de “The Seductiveness Of Decay” que insere umas guitarras gêmeas no melhor estilo Iron Maiden e do nada encaixa um Thrash Metal no meio? Não vou nem falar do solo pra não perder a graça! Surpreendente demais! O disco segue de forma homogênea, entregando uma faixa mais matadora que a outra. Só achei a duração no geral longa demais, com apenas dez faixas, o álbum passa de uma hora – isso se contarmos as duas faixas bônus, a última inclusive, um cover insano de “Alison Hell” do Annihilator. A arte da capa, apesar de ser meio “manjada”, é muito bonita e segue a linha que a banda vem seguindo em seus discos. Sério, essa obra está bonita demais, muito bom gosto em cada detalhe, a cada nova faixa que surge o sorriso aumenta e ao fim da audição do trabalho, lá está você, embasbacado e pronto para apertar o play novamente!


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Review: Belphegor – Totenritual


Por Pedro Humangous

Acompanho o trabalho dos austríacos do Belphegor desde “Walpurgis Rites” – lembro que a fase mais antiga deles era “Black Metal demais” pra mim e esse “Walpurgis” estava mais acessível, mais melódico. Depois viciei no “Blood Magick Necromance”, apesar do som caótico, as composições eram fantásticas. “Conjuring The Dead” veio na sequência, mesclando muito bem o Black e o Death Metal, mas ainda as músicas soavam confusas. Agora, em “Totenritual”, finalmente acertaram a mão na mixagem e na escolha dos timbres (méritos para o excelente Jason Suecof). Aparentemente desceram o tom das guitarras, ficando mais graves, mais modernas e mais soturnas. Os vocais estão mais fechados, mais cavernosos e combinam mais com a proposta sonora atual da banda. Após onze discos lançados, parece que enfim encontraram o equilíbrio e a perfeição no som que tanto buscavam. Talvez aqui suas raízes Black estejam mais presentes e a melodia de outrora menos evidente. Houve um balanço maior também entre os momentos mais cadenciados e a velocidade da luz trazendo os ventos gélidos da atmosfera do Metal Negro. Em alguns momentos as músicas soam como um mix entre o Nile e o Behemoth, com pinceladas de Deicide. O disco começa bem, bastante agressivo e vai crescendo ao longo da audição, cada música tem seu diferencial, soando como um grande quebra cabeças onde as peças vão se encaixando para formar o “Totenritual”. A banda escolheu mais uma vez o artista gráfico Seth Siro Anton para ilustrar a capa e todo o conceito visual desse álbum e, convenhamos, ficou fantástico! É legal ver que o Belphegor não descansa, não se acomoda e está sempre em busca de se inovar, experimentar coisas novas. Gostei muito da produção mais balanceada e mais moderna, das guitarras em baixa afinação e dos novos estilos vocais. Senti falta das grandes e marcantes melodias usadas nos discos anteriores. De um modo geral, a banda da um passo firme a frente e se solidifica como um dos expoentes quando o assunto é Blackened Death Metal.


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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Review: Grey Wolf - The Beginning – Early Years Anthology


Por Pedro Humangous


Formado em Contagem/MG no ano de 2012, a banda Grey Wolf é capitaneada pelo multi-instrumentista Fabio Paulinelli. De lá pra cá, o grupo se manteve firme na ativa, lançando material novo todos os anos. Resenhei o ótimo “Glorious Death” aqui mesmo na Hell Divine no ano passado (você pode conferir aqui). Agora em 2017 lançaram uma antologia resgatando as demos do inicio da carreira, além de duas faixas novas e cinco gravadas ao vivo. A parte gráfica já impressiona bastante, com uma belíssima arte para a capa, o encarte acompanha em ordem cronológica mostrando cada Demo lançada e suas respectivas músicas aqui presentes. Uma coisa que notei foi uma incrível variação entre capas toscas e capas lindíssimas. Outra variação bastante nítida é na qualidade das gravações – mas é claro, por se tratarem de versões demo, esse é o charme da coisa. Essa espécie de coletânea está muito bem organizada, fazendo a alegria dos antigos fãs e principalmente aos saudosistas do som oitentista, a vibe aqui é inegável. A faixa de abertura, “The Beginning”, é maravilhosa, com guitarras gêmeas e um baixo marcante, bem no estilão Iron Maiden! Os gritos de guerra lembram um pouco Manowar e Grave Digger, mas com muita personalidade, sem parecer uma cópia de nenhum deles. As músicas demo são muito boas, extremamente viciantes e mereciam ser regravadas. As faixas ao vivo infelizmente não ficaram boas, a captação deixou as guitarras altas demais e os vocais abafados – nota-se que não são gravações profissionais. Mesmo assim valem como registro. “Defenders Of Steel”, a última no track list, ficou deslocada no final do disco, deveria ter sido colocada no início. Talvez quisessem fechar o álbum com uma música marcante e de alto nível – e conseguiram! De qualquer forma esse é um material riquíssimo e divertido de ouvir, recomendo aos amantes do bom e velho Metal Tradicional com aquela pegada dos anos 80!


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