quinta-feira, 30 de março de 2017

Review: Skinlepsy - Dissolved


Por Augusto Hunter

Os paulistanos do Skinlepsy retornam, depois de um hiato de 4 anos do lançamento de “Condemning The Empty Souls”, a banda nos presenteia com esse petardo que é “Dissolved”. Eles apostaram em um Thrash Metal completamente brutal, pesadíssimo, com passagens maravilhosas e melodias muito bem estruturadas. As músicas estão com uma agressividade incomparável. Os instrumentos do disco foram gravados, mixados e masterizados no Estúdio 44 em São Paulo e a gravação do vocal foi no Estúdio Dual Noise, também em São Paulo. Na parte técnica da gravação, mix e masterização, nada a reclamar, todos os instrumentos soam perfeitos em sua audição, conseguimos captar todos eles com tranquilidade, deixando as músicas ainda mais ricas e de fácil discernimento. Falando das músicas, o disco abre com “Perfect Plan”, um som no mínimo estúpido, uma porrada sem limites, o riff principal da música é grudenta, denota aquele Thrash clássicão que estamos acostumados a ouvir, mas ao começar a música, a brutalidade do vocal de André Grubber muda tudo, mostrando ainda mais violência e grosseria na banda, passagens cadenciadas nos refrãos e porrada comendo solta na música inteira, com direito a uma passagem de blast beat (“gravity style”) e tudo pelo baterista Evandro Junior, coisa linda, e as guitarras de André e Leonardo Melgaço destruindo tudo, muito bom! Essa música dá o tom do que você poderá ouvir durante todo o disco, pancadaria geral, tudo com um bom gosto incrível, o baixo foi gravado pelo próprio André Grubber e como ele tem essa escola de guitarra, temos um baixo cobrindo todo o som e deixando a cozinha muito mais bonita. Vale citar que as nove faixas inéditas do disco falam sobre temas bem atuais, como terrorismo, guerras, a insanidade humana e mesmo a deterioração do ser pelas drogas (esse tema abordado na faixa título do disco “Dissolved”). A décima faixa é uma regravação de “Murder”, música do Siegrid Ingrid, banda de Thrash Metal em que André Grubber (guitarra e vocal) e Evandro Junior (bateria) ainda faziam parte. No mais, o que eu tenho a dizer sobre esse disco é que ele mostra e prova que o Metal Nacional tem representantes incríveis correndo atrás e lançando material de qualidade, como sempre, sem deixar a dever em nada para qualquer grande banda de fora do país, então corram atrás e adquiram a sua cópia, pois vale a pena ter esse petardo em casa.


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Precisamos falar sobre o Fabio Lione


Já tive a oportunidade de comentar isso antes em outras matérias e resenhas, mas volto a dizer, o Melodic/Power Metal foi minha porta de entrada para o Heavy Metal - e acredito que tenha sido a de muita gente também. Ainda no fim da adolescência, eu pirava com as bandas do estilo - hoje são os verdadeiros medalhões, bandas consagradas (Blind Guardian, Hammerfall, Rhapsody, etc).

Sim, sabemos que o estilo teve seu ápice e acabou enjoando de tanta banda nova que surgia fazendo o mesmo som. E então houve a queda, a falta de credibilidade e por fim os fãs meio que deixaram o estilo de lado um pouco. Eu sempre gostei e nunca deixei de ouvir, sempre procurando bandas novas dentro do estilo. Eis que navegando pelo youtube, vendo vídeos aleatoriamente, fui clicando nos vídeos relacionados (aqueles sugeridos do canto direito) e percebi uma coisa incrível: o Fabio Lione está POR TODA PARTE! 

Pra não dizer que estou mentindo, separei "alguns" vídeos de bandas que contam com sua participação nos vocais. E tudo é recente, trabalhos lançados há no máximo 6 anos. Muita coisa boa, muita coisa ruim. Mas o que mais impressiona é a quantidade de trabalho que esse cara tem participado nos últimos anos! Seu talento é indiscutível. Só tenho medo de no meu aniversário, quando cantarmos o "parabéns", ele aparecer para uma participação especial. Já até visualizei o logotipo "Happy Birthday Of Fire".























segunda-feira, 20 de março de 2017

Review: Kreator – Gods Of Violence


Por Pedro Humangous

É eu sei, o Thrash Metal divide tribos e opiniões mundo afora. Uns preferem o americano da Bay Area, outros gostam mais do estilo alemão. Sou suspeito pra falar do Kreator, pois é minha banda favorita de Thrash de todos os tempos, sou mais adepto à escola alemã. A revolução no som do Kreator nos últimos quatro discos – mais precisamente a partir do “Violent Revolution”, de 2011 – é simplesmente impressionante. Após um período estranho na década de 90, eles parecem ter se reencontrado, ou melhor, parecem que finalmente se descobriram e encontraram o equilíbrio, a sonoridade que realmente os definissem. Disco após disco eles iam adicionando doses maiores de melodia, fazendo um lindo contraponto à extrema violência que o estilo se propõe – devemos dar os devidos créditos ao talentoso guitarrista Sami Yli Sirnio. A versão brasileira de “Gods Of Violence” vem recheada com um luxuoso digipack contendo ainda um DVD bônus com uma apresentação animalesca ao vivo no Wacken de 2014. Voltando ao álbum, esse era um dos trabalhos mais esperados de 2017 e já vinha cheio de história pra contar. A versão norte americana do álbum contou com uma arte alternativa para a capa, feita pelo brasileiro Marcelo Vasco. Como mencionado anteriormente, as doses de melodia estão cada vez mais exacerbadas e o Kreator não tem mais vergonha de expor esse lado, assumindo de vez ser uma banda de Melodic Thrash Metal – obviamente sem esquecer seu som característico, suas assinaturas em cada riff, nos vocais cavernosos e potentes de Mille Petrozza, na metralhadora em forma de bateria tocada pelo experiente Ventor e nas linhas cascudas do baixo de Christian Giesler. A sequência de boas músicas nesse disco está assustadora, é uma melhor que a outra, sem falhas, nada fora do lugar, tudo perfeito! Não há momentos para respirar, os refrãos são grudentos e os solos matadores. Logo ao ouvir pela primeira vez, você já está viciado no álbum, querendo mais e mais! Todos os fatores que fizeram você gostar do Kreator estão ali, porém, repletos de elementos surpresa, o que deixa a audição ainda mais incrível. Existem faixas que praticamente arrancam sua cabeça do pescoço, como “Satan Is Real”, “Totalitarian Terror” e “Gods Of Violence”, mas é em “Army Of Storms” que a coisa fica séria e o queixo vai lá no chão – que obra de arte meus amigos! Achei que mesclaram bem a essência de trabalhos como “Enemy Of God”, “Hordes Of Chaos”e “Phantom Antichrist”, como se “Gods Of Violence” fosse o fio condutor, a fusão perfeita entre eles. Acharam espaço ainda para surpreender o ouvinte com coisas novas, coisas que jamais pensei ouvir em um disco do Kreator, como a faixa “Lion With Eagle Wings”, com uma intro super diferente e uma levada de Metal Tradicional, puxando pro Iron Maiden! Eu poderia ficar horas falando sobre esse disco, mas vou deixar que ouçam, tirem suas próprias conclusões e vejam se estou exagerando ou se concordam comigo. Sem meias palavras, arrisco dizer que pode ser o melhor disco da discografia do Kreator, um trabalho estupendo, digno de nota máxima!


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domingo, 12 de março de 2017

Review: Aversions Crown – Xenocide


Por Pedro Humangous

Quase caí, literalmente, da cadeira quando soube que o novo álbum da banda australiana Aversions Crown seria lançado no Brasil! Como sou grande amante do Deathcore, os acompanho desde 2011, quando lançaram o incrível “Servitude”, já demonstrando um enorme potencial no cenário mundial. A temática do grupo formado por Mark Poida (vocais), Chris Cougan (guitarras), Jayden Mason (bateria), Kevin Butler (guitarras) e Steve (baixo), sempre foi voltada para a ficção científica, mais precisamente para os alienígenas – assunto que sempre me fascinou particularmente. O que antes soava mais genérico e morno, agora toma novos rumos, ganhando uma nova roupagem, canalizando toda a fúria espacial em um Death Metal nervoso, cheio de blast beats, paradinhas mortais e uma atmosfera poucas vezes vista dentro do estilo. Sem brincadeiras, esse é um dos discos mais brutais e impactantes que já ouvi na vida! A construção das músicas está linda demais, aliando passagens viajantes com um peso absurdo das “milhares” de cordas que usam nas guitarras. A velocidade e técnica do baterista certamente não são desse mundo. O novo vocalista deu uma cara nova ao som, trazendo uma fúria descomunal, misturando vocais urrados, esgoelados, guturais, rasgados, enfim, uma soma dos melhores vocalistas extremos da atualidade. Pra quem não conhece o Aversions Crown, eu diria que fica entre o Born Of Osiris, Suicide Silence e Meshuggah, mas sem soar como nenhuma delas. A maravilhosa arte da capa já impressiona e agrega mais valor ao produto final, a temática ajuda bastante ao encantar o ouvinte e a qualidade sonora é a cereja do bolo que finaliza essa perfeita receita de sucesso. A única coisa que me incomodou no disco foi a forma com que as músicas começam e terminam, a transição das faixas ao longo da audição soam estranhas, acabam abruptamente, às vezes usando a péssima técnica de fade in e fade out. Todas as músicas são insanamente incríveis, mas destaco as cavalares “Ophiophagy” e “Cynical Entity”. Não interessa mais o que será lançado em 2017, já tenho o Aversions Crown garantido na minha lista de melhores da década. 


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Review: Lancer – Mastery


Por Pedro Humangous

Ouvir Power Metal, principalmente de bandas “desconhecidas”, sempre remete à minha adolescência, época em que estava descobrindo o Heavy Metal e suas incríveis vertentes. Como sempre fui um caçador de novas bandas, já tinha ouvido falar da banda sueca Lancer, inclusive possuo um disco deles na coleção, o “Second Storm”, de 2015. Pra quem não teve a oportunidade de conhecer, trata-se de uma banda relativamente nova, formada em 2009 e com apenas três discos em sua história. O som que praticam mistura a nova escola do Power Metal com uma forte pegada de NWOBHM e pitadas de progressivo - pense em um mix entre Iron Maiden, Hammerfall e Edguy. Confesso que a arte da capa não me empolgou nem um pouco, mas ao colocar o disco pra tocar, toda a desconfiança ficou para trás e o headbanging começou imediatamente! As guitarras aqui são as grandes estrelas do time, trazendo riffs velozes, dobrados e empolgantes, lembram muito o estilo alemão de compor (muitas vezes soando como Helloween, Accept, Primal Fear). Os vocais de Isak Stenvall se encaixam perfeitamente com o instrumental, sem vergonha de soar clichê com seus agudos potentes – em alguns momentos lembram Joacim Cans e Timo Kotipelto. A faixa de abertura, “Dead Raising Towers” já é uma voadora no peito, chegam com toda velocidade e potência, apresentando seu cartão de visitas através de um refrão marcante. A parte mais progressiva vem na quarta faixa, “Victims Of The Nile”, com seus mais de sete minutos de variações, passagens atmosféricas (com um baixo no estilão Steve Harris), partes mais rápidas e solos incríveis. As guitarras gêmeas dão as caras em “Iscariot”, acompanhadas de uma bateria inspiradíssima e vocais de tirarem o fôlego – uma das minhas favoritas do álbum! Outra faixa que me impressionou bastante foi “Freedom Eaters”, muito bem construída, lembra os tempos gloriosos do estilo, deve soar incrível ao vivo. A qualidade de gravação e produção estão simplesmente absurdas, tudo super cristalino e bem encaixado, sem perder a potência e impacto. A versão brasileira, lançada em parceria entre a Nuclear Blast e a Shinigami Records, ainda traz uma faixa bônus “The Wolf And The Kraken” (muito boa por sinal) e uma faixa secreta – pelo que entendi, trata-se de uma versão diferente e mais curta de “Follow Azrael”. “Mastery” se mostra um forte candidato nas listas de melhores desse ano e certamente coloca o Lancer como um dos destaques do Power Metal mundial! 


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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Review: Axel Rudi Pell – Game Of Sins


Por Pedro Humangous


Acho que nunca resenhei um disco do Axel Rudi Pell. A banda é uma verdeira incógnita, leva o nome do guitarrista, mas não é um projeto de guitarras e sim uma banda completa mesmo. Apesar de uma carreira estável e sólida, nunca desfrutaram do sucesso absoluto. Possuem uma discografia impecável, com poucas variações ao longo dos 28 anos de história desde sua concepção. O fato é que o grupo alemão nunca errou a mão, lançando excelentes trabalhos como “Shadow Zone”, “Mystica” e “Kings And Queens”. Nos últimos anos a banda veio lançando discos mornos, soando basicamente como “mais do mesmo”, perdendo um pouco de impacto no cenário mundial e muito provavelmente perdendo a confiança e interesse de seus fãs. “Game Of Sins”, lançado em 2016, traz de volta o som impactante e grudento do auge da carreira de Axel Rudi Pell, com refrões fantásticos, solos absurdos, riffs marcantes e um vocal insano – Johnny Gioeli é um dos melhores vocalistas da atualidade. O álbum flui com naturalidade, cativando o ouvinte música após música com seu Hard/Heavy de altíssima qualidade. A produção do próprio Axel com auxílio do experiente Charlie Bauerfeind deixou o disco potente, cristalino e “redondinho” – gostei muito do timbre oitentista da bateria (aliás, Mike Terrana foi aqui substituído por Bobby Rondinelli), das linhas “cascudas” do baixo de Volker Krawczak e principalmente dos teclados de Ferdy Doernberg, que fazem total diferença no resultado final das composições. Os já mencionados Axel e Johnny estão monstruosamente inspirados nesse disco, com performances acima da média, dando o brilho que faltava nos últimos álbuns da banda. Difícil apontar destaques, pois as faixas estão todas bastante homogêneas, igualmente empolgantes e viciantes, com refrões matadores! Talvez o único momento mais fraco seja a balada Scorpiniana “Lost In Love”, que não é ruim, mas um pouco desnecessária no set list. Esse lançamento nacional saiu graças a uma parceria entre a SPV/Steamhammer e a gravadora brasileira Shinigami Records, contendo ainda uma faixa bônus “All Along The Watchtower”, muito boa por sinal. A parte gráfica, apesar de simples, é bem eficiente e deixa tanto a arte da capa quanto o encarte bem legais. Se você estava desacreditado na banda, é hora de dar mais uma chance pros caras, pois eles voltaram com tudo!


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Review: Arkona – Vozrozhdenie


Por Pedro Humangous


Originalmente gravado em 2004, “Vozrozhdenie” foi o primeiro disco da carreira dos russos do Arkona. Em 2016 resolveram regravar esse clássico e felizmente está agora disponível no mercado brasileiro em uma linda versão em digipack. Revisitando suas raízes o grupo formado por Masha (vocais), Sergei (guitarras), Rusian (baixo), Vladimir (instrumentos de sopro) e Andrei (bateria), traz um Pagan/Folk Metal bastante interessante, cantado em sua língua natal, e com diversos elementos da cultura nórdico-escandinava. Aliás, analisando as fotos da banda e do belíssimo encarte, torna-se impossível não pensar na série de sucesso Vikings. O encarte não possui as letras (sinceramente não fazem falta, pois dificilmente alguém aqui entenderia o russo, a não ser que viessem traduzidas para o inglês), em seu lugar resolveram colocar verdadeiras obras de arte que representam cada música – muito legal. As composições são densas, cheias de alternâncias, vocais limpos, vocais guturais, flautas e camadas de teclados – tudo muito bem encaixado, deixando as músicas superinteressantes. É incrível como conseguem mesclar tão bem as partes mais leves e belas com as partes mais velozes e violentas, fazendo um som único e viciante. Você realmente se sente em um vilarejo da época medieval, tomando uma boa cerveja em alguma taverna, festejando, quando de repente entram os inimigos e uma batalha caótica começa ali mesmo. As canções ganharam uma nova roupagem e soam atuais (principalmente quando você compara com as versões originais), soam épicas e grandiosas – pontos extras para os inteligentes teclados que criam toda uma atmosfera. As músicas tem algo de New Age, um toque progressivo, inserções de Black Metal, além de sua essência Pagan/Folk já mencionada. Certamente ouvir um disco do Arkona de cabo a rabo é uma experiência desafiadora, demanda ouvidos atentos e calejados, são necessárias várias audições para realmente apreciar toda obra. No entanto, quando assimilado, o álbum se torna prazeroso e magistral. Garanta logo o seu, pois sua tiragem foi ultralimitada a 500 cópias!


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domingo, 29 de janeiro de 2017

Review: Freedom Call – Master Of Light


Por Pedro Humangous


Os criadores do Happy Metal (se é que esse termo um dia existiu) estão de volta com seu nono álbum de estúdio, intitulado “Master Of Light”. Bem, não queria ter que mencionar isso, mas ficou bem óbvio né? Que escolha foi essa para a arte da capa? Séria candidata a pior capa de todos os tempos. Eu adoro o início da carreira do Freedom Call, com álbuns fantásticos como “Stairway To Fairyland”, “Crystal Empire” e “Eternity”, todos clássicos do Melodic/Power Metal. Em “Legend Of The Shadowking”, de 2010, os alemães começaram a mudar sua sonoridade, fazendo músicas pouco inspiradas e mais genéricas, presos em sua própria fórmula. O som morno continuou em “Land Of The Crimson Dawn” e “Beyond”, fazendo com que a banda, apesar de sempre ativa, desse uma sumida no cenário mundial. E quase perdendo as esperanças com a banda, eis que surge “Master Of Light”, lançado no final do ano passado e chegando agora ao mercado brasileiro através da Shinigami Records. E não é que as coisas melhoraram aqui? Sim, eles resgataram um pouco da essência de seus primeiros discos, trazendo novamente os riffs inspirados, o bumbo duplo a toda velocidade e os refrãos grudentos com letras ultra clichês – mas que funcionam! Com pitadas de Hard “farofa” oitentista (ouça “Hammer Of The Gods”, por exemplo), a banda agregou o melhor de bandas como Gamma Ray, Blind Guardian, Hammerfall e Helloween, porém, ainda soando como o bom e velho Freedom Call. As guitarras gêmeas estão fantásticas, trazendo de volta o sorriso no rosto dos amantes do Power Metal – confira a faixa “Kings Rise And Fall”. A música de abertura, “Metal Is For Everyone”, apesar de bobinha, é um belo pontapé inicial e começa bem o álbum com um refrão poderoso e viciante, lembrando os melhores momentos de “Eternity”. Gostei que a banda resgatou seu lado mais épico, retomando suas letras fantasiosas, deixando um pouco de lado o modernismo que assolou seus discos mais recentes e, apesar de continuarem fazendo seu Metal “feliz”, estão mais sérios nestas composições. Existem alguns escorregões e alguns flertes com essa fase estranha que viveram como a fraca “Ghost Ballet” e seus teclados/sintetizadores super equivocados e um refrão vergonhoso. “Rock The Nation” também parece composição para encher linguiça, chata, sem graça e juvenil. Felizmente consertam as coisas nas duas últimas, retomando o lado brilhante que fez com que a banda ganhasse destaque mundial. Não é um disco sensacional, mas certamente é um trabalho que coloca o Freedom Call de volta aos trilhos, trazendo de volta o interesse dos antigos fãs pela banda, dando um passo importante para subir o nível previamente conquistado e há longo tempo estagnado. Eles estão felizes e nós também!


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Review: Stratovarius – Destiny


Por Pedro Humangous

Tá sentindo o cheiro de clássico no ar? Sim meus amigos, os finlandeses do Stratovarius já se tornaram um jovem ancião, que passou dos trinta anos de existência. E para comemorar, que tal o relançamento de “Destiny”? Originalmente lançado em 98, esse trabalho representava o auge do grupo e o melhor momento que o Power Metal vivia. Essa formação talvez tenha sido uma dos maiores sucessos mundiais, com uma carreira brilhante até então, contava com a voz potente de Timo Kotipelto, as incríveis guitarras de Timo Tolkki (quando ele ainda não tinha surtado), o baixo criativo de Jari Kainulainen, das linhas imprescindíveis de teclado de Jens Johansson (pra quem não sabe ele é irmão do ex-baterista do Hammerfall, Anders Johansson) e do monstruoso baterista Jorg Michael. E o que tem de especial nesse relançamento? Antes de tudo, o pacote ganhou uma arte renovada para a capa, muito mais bonita por sinal. No primeiro disco temos o “Destiny” remasterizado e com três faixas bônus – “Cold Winter Nights” (que saiu na época somente na Europa), “Dream With Me” (saiu somente no Japão) e “Blackout” (saiu somente nos Estados Unidos). Ainda sobre esse CD 1, temos os clássicos absolutos como a épica e grandiosa “Destiny” e seus mais de dez minutos de duração, temos a incrível “S.O.S.” e seus teclados característicos, as maravilhosas “No Turning Back”, “Rebel” e “Playing With Fire”. No segundo disco, temos um disco ao vivo, gravado em 99 na Finlândia, contendo o melhor que o Stratovarius possuía em seu repertório na época, estamos falando de “Speed Of Light”, “Forever Free”, “Black Diamond”, entre tantos outros hinos. Não há muito que dizer sobre um álbum desses, repleto de boas memórias, de composições memoráveis, de uma banda em sem ápice criativo. Mesmo pra quem já tem a versão original na coleção, recomendo a aquisição desse relançamento, pela arte, pelos bônus e pelo disco extra. Pra quem ainda não tinha, tá aí sua oportunidade de ouro para ter essa obra de arte musical! Esse álbum é um pedaço da história do Heavy Metal, atemporal e indispensável!

Track List:

CD 1:
1. Destiny
2. S.O.S.
3. No Turning Back
. 4000 Rainy Nights
5. Rebel
6. Years Go By
7. Playing With Fire
8. Venus in the Morning
9. Anthem of the World
Bonus Tracks:
10. Cold Winter Nights
11. Dream With Me
12. Blackout

CD 2:
1. Destiny
2. Paradise
3. Speed of Light
4. S.O.S.
5. Anthem of the World
6. Forever
7. Black Diamond
8. The Kiss of Judas
9. Distant Skies

10. Forever

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Obs.: Existem duas versões disponíveis, digipack ou jewel case.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Review: In Flames – Battles

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Essa geração chata e exigente deixou as bandas confusas. Pode reparar como os grandes nomes, com uma carreira estabilizada, se perderam após o “boom” da internet. As pessoas querem sempre inovação, com isso os músicos tentam se reinventar a cada novo álbum e acabam perdendo o rumo. Isso aconteceu com o Hammerfall, Sonata Arctica, Trivium, Opeth, até o Iron Maiden. Claro, as próprias bandas se dizem cansadas de tocar as mesmas coisas, que amadureceram. Mas no fundo, a gente quer mesmo é ouvir aquele som que fez com que gostássemos de tal banda desde o princípio. E com o In Flames não foi diferente. A cada novo disco eles foram se distanciando do clássico Melodic Death Metal que fez tanto sucesso na década de 90 com discos como “Clayman”, “The Jester Race”, “Whoracle” e “Colony”. Em “Sounds Of A Playground Fading” a coisa começou a tomar novos, e questionáveis, caminhos, passando pelo pouco inspirado “Siren Charms”, de 2014. Eu li essa frase em algum lugar e confesso que se aplicou bem ao In Flames: “se tocasse Metal nos elevadores, “Battles” seria um disco perfeito”. A verdade é que esse novo trabalho é um verdadeiro sobe e desce mesmo. Algumas músicas bem legais, com riffs interessantes que remetem aos bons discos dos anos dois mil, como “A Sense Of Purpose” e “Come Clarity”. Em compensação, temos outras composições juvenis, simplórias, com refrãos bonitinhos (beirando a sonoridade Emo), programados para grudar no seu cérebro. Uma coisa é certa, a agressividade se foi, o som ficou cada vez mais mecânico, no piloto automático, seguindo uma fórmula de “sucesso”(?). Para curtir esse álbum é preciso entender que a banda definitivamente mudou, não podemos fazer comparações com seu passado e procurar entender seu novo direcionamento, tentar absorver o que há de bom nessas composições. De fato as músicas estão mais sensíveis, mais acessíveis e em busca de renovação – tanto em sua roupagem musical quanto, provavelmente, em sua base de fãs. As duas primeiras faixas, “Drained” e “The End” são realmente boas e empolgantes, infelizmente “Like Sand”, que vem na sequência, funciona como um balde de gelo, “bobinha” e arrastada, é skip na certa. Outro destaque positivo vai para “Underneath My Skin”, com uma construção interessante e um trabalho de vocais muito bom. A versão nacional conta com quatorze músicas, sendo as duas últimas como bonus tracks. No geral, após ouvir o “Battle” por diversas vezes, posso dizer que é um ótimo disco de Alternative Rock. 


Contato: http://www.facebook.com/inflames
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Review: Vader – The Empire

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

O Vader já está na “pista” há mais de 30 anos. Os caras não se cansam e entregam discos cada vez mais insanos, seguindo sua fórmula infalível, deixando sua estrutura inabalável – pouca coisa mudou na sonoridade dos poloneses durante sua carreira. Cada álbum lançado é um tijolo, formando um verdadeiro paredão de Metal. “The Empire” é o décimo primeiro álbum de estúdio e foi lançado no final do ano passado, contendo 10 faixas do mais puro Death Metal, avassalador, veloz, cavalar. Suas pequenas doses de Thrash dão um charme a mais nas composições que, desta vez, estão soando ainda mais old school. A capa foi desenvolvida pelo famoso Joe Petagno, que já trabalhou com bandas como Motorhead, Krisiun, Sodom, Nervochaos, dessa vez deu uma pequena deslizada, achei a capa simplória demais e muito escura, tornando difícil identificar os elementos da arte. A produção está ótima, deixou as músicas bastante impactantes e potentes. A mixagem também dá um show, é possível ouvir todos os instrumentos com clareza – com bons fones de ouvido você pode acompanhar as linhas do baixo, o pedal duplo da bateria e os riffs secos das guitarras. Sobre os vocais de Peter, não é preciso tecer elogios nem comentários extras, continua cavernoso e implacável. Destaque passa os solos absurdos que estão presentes em todas as faixas. De bônus temos o EP “Iron Times”, contendo quatro faixas extras – com direito ao cover de “Overkill” do Motorhead. Por mais que não tenhamos nada de inovador aqui e a estrutura das músicas seja a mesma ao longo de todo disco, temos em mãos um trabalho digno da frutífera e relevante carreira que é a do Vader. 


Contato: https://www.facebook.com/vader/
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domingo, 15 de janeiro de 2017

Review: Meshuggah – The Violent Sleep Of Reason

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Já me pediram uma vez para descrever o som que o Meshuggah faz e simplesmente não encontrei as palavras corretas que fizessem sentido. É algo único, distinto, irrotulável. “The Violent Sleep Of Reason” é o oitavo álbum dos suecos que conquistaram o mundo com seu som tétrico, absurdamente técnico e de dificílima digestão. Logo na primeira faixa, “Clockworks”, já fiquei de queixo caído com tamanha potência sonora, guitarras e baixo ultra encorpados, afinações baixas em "milhares" de cordas, uma bateria completamente quebrada e um vocal insano. Tudo aqui parece um quebra-cabeça onde cada peça desempenha seu importante papel para que a obra seja revelada no final. “Bater cabeça” ao som do Meshuggah parece tarefa impossível, pois os ritmos são imprevisíveis, fora do tempo “comum” – aliás, nada aqui é dentro dos padrões. Ainda estou impressionado com o timbre das guitarras, estão perfeitos, conseguem ser agressivos e pesados, mas ao mesmo tempo pode-se dizer que soa cristalino. A produção e mixagem estão impecáveis, você sente a pressão como uma verdadeira barreira de som impactando seu peito e ouvidos. Apesar de não trazer nada exatamente novo, a fórmula criada por eles se mantém firme e eficaz. Se comparado aos dois álbuns que precedem este, “Obzen” de 2008 e “Koloss” de 2012, nota-se uma evolução constante na parte técnica, na precisão, na forma brilhante com que deixam tudo ainda mais extremo e mais belo. Os solos estão maravilhosos, trazendo certo respiro às composições, gerando aquela atmosfera tão estranha e familiar. Muitos dão o crédito ao Meshuggah por terem criado o chamado “Djent”, fórmula que se espalhou pelo mundo feito um vírus letal, estilo adotado por nove entre dez bandas da atualidade. Mesmo com essa enxurrada de bandas seguindo por esse caminho, eles ainda ditam as regras e reinam soberanos. A maioria das faixas tem longa duração, passando dos seis minutos, fator que em alguns casos acaba sendo negativo, pois os riffs se repetem demasiadamente, fadigando a audição do meio para o fim. Os pontos interessantes são as guitarras dissonantes, o Groove intenso, a complexa e inteligente bateria e o fator surpresa, sempre presente. Aqui todas as músicas são igualmente insanas, mas destaco as viciantes “MonstroCity” e “Ivory Tower”. Apesar de não ser um disco de fácil compreensão e necessitar de várias audições, esse foi um dos álbuns do Meshuggah que mais me identifiquei, onde as músicas se tornaram mais marcantes com rapidez. Carreira e discografia impecáveis, um álbum melhor que o outro. 



Review: Sabaton – The Last Stand

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Como é impressionante o crescimento do Sabaton nos últimos anos! Um maior investimento financeiro por parte da gravadora, uma melhor produção de palco, preocupação com a parte gráfica (capas cada vez mais lindas) e voilà, o sucesso mundial lhe espera! Se reparar bem, o som do Sabaton não mudou praticamente em nada, apenas sua atitude e a qualidade que entregam em tudo o que resolvem fazer. “The Last Stand” é o oitavo álbum de estúdio da banda e foi produzido por Peter Tägtgren (Hypocrisy) no Abyss Studios, sendo lançado no final do ano passado. A primorosa arte da capa, desenvolvida por Peter Sallai, lembra os jogos de videogame atuais, retrata diversos momentos históricos de batalha, passando por espartanos, samurais e soldados. O disco não é conceitual, mas é uma verdadeira aula de história, abrangendo as mais gloriosas batalhas – tudo isso muito bem ilustrado no encarte, com letras bem legais. A banda conseguiu atingir seu ápice criativo, estão extremamente afiados e sabem criar verdadeiros hinos com facilidade, todas as músicas simplesmente grudam no seu cérebro logo na primeira audição. Seu Power Metal é leve, simples e viciante, souberam bem encaixar os teclados, riffs interessantes e solos memoráveis. Os vocais ganham ainda mais força quando acompanhados dos coros, tudo muito bem composto, bem construído – chega a ser invejável. As faixas estão um pouco mais curtas e diretas, retiraram um pouco o foco das guitarras e apostaram mais nas atmosferas criadas para ambientar o ouvinte em cada história contada. Com a difícil tarefa de suceder o incrível “Heroes” e superar o clássico “Carolous Rex”, eu diria que o trabalho aqui foi muito bem feito, situando-se entre os dois citados acima – não supera, mas também não fica atrás. Os refrãos estão fantásticos, daqueles que enchemos os pulmões para cantarmos juntos – fico imaginando essas canções ao vivo nos shows da banda! Todas as músicas são verdadeiramente boas, se tivesse que indicar alguns destaques, diria que ficam por conta de “Sparta”, “The Lost Battalion”, “Rorke’s Drift” e “Shiroyama”. Para abrilhantar ainda mais esse pacote, o lançamento no Brasil vem acompanhado de um DVD bônus, com um show na França contendo 19 faixas, mostrando todo o poder de fogo desses suecos (para quem preferir, existe ainda a versão simples, sem o DVD)! Indiscutivelmente fantástico e de obrigatória aquisição para sua coleção!



CD
1. Sparta
2. Last Dying Breath
3. Blood of Bannockburn
4. Diary of an Unknown Soldier
5. The Lost Battalion
6. Rorke's Drift
7. The Last Stand
8. Hill 3234
9. Shiroyama
10. Winged Hussars
11. The Last Battle
12. All Guns Blazing (JUDAS PRIEST cover)
13. Camouflage (Stan Ridgway cover)

DVD – Live In Nantes, France 2016
1. The March to War
2. Ghost Division
3. Far from the Fame
4. Uprising
5. Midway
6. Gott Mit Uns
7. Resist and Bite
8. Wolfpack
9. Dominium Maris Baltici
10. Carolus Rex
11. Swedish Pagans
12. Soldier of 3 Armies
13. Attero Dominatus
14. The Art of War
15. Wind of Change
16. To Hell and Back
17. Night Witches
18. Primo Victoria
19. Metal Crüe

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

10 discos pra sair da mesmice - Parte 2

Há exatos 2 anos, fiz uma lista com 10 indicações de álbuns para você sair da zona de conforto - você pode conferir a matéria AQUI.

Nesses últimos 730 dias que se passaram, muita coisa boa foi lançada. Discos dos grandes medalhões e discos do mais puro enterrado underground. Fiz uma seleção de mais 10 discos fora do ponto comum, coisas que, provavelmente, você ainda não tenha ouvido.

Vou colocar o bom e velho disclaimer, só pra garantir:

"Não são as melhores bandas, nem as mais inovadoras, são apenas dicas de gosto pessoal do redator. Esperamos que gostem e possam compartilhar com os amigos! Não gostou da minha lista? Não tem problema, crie a sua própria lista e divulgue também! Tenho certeza de que muita gente irá gostar e assim estaremos todos conhecendo mais bandas!"

1) Rats - Por Terra, Céu e Mar

Oh yeah! Já começamos com uma indicação de banda brasileira! Homem ao mar! Os marujos do Rats tocam um Irish Punk Folk Hardcore Bucaneiro, segundo informação na página da própria banda. As letras são em português e muito divertidas! Destaque para o banjo e sanfona, sempre presentes! Mesmo estando gratuito em todos os lugares, fiz questão de comprar minha cópia física.



2) Space Unicorn of Fire - Gallop Through the Stars

Conhece alguma banda da Eslovênia? Pra ser sincero não conheço absolutamente nada desse país. Porém, temos uma bela banda de Power Metal vinda de lá! Se tem "Of Fire" ou "On Fire" só pode ser coisa boa, certo? É uma mistura de tudo o que já ouvimos antes, juntos em um caldeirão: Gloryhammer, Stratovarius, Dragonforce. Nada inovador, genérico, mas muito bom!



3) Khemmis - Hunted

Disco numero 1 da lista de melhores do ano do renomado site Metal Injection, revelação do ano para este que vos escreve. A banda Khemmis já encanta por sua belíssima arte que ilustra a capa e ao colocar a bolacha pra tocar, somos surpreendidos por um Stonerzão sujo regado ao melhor que o Doom pode oferecer. Vocais limpos, melancólicos e ora guturais. Simplesmente perfeito! Cuidado, altamente viciante.



4) A Sense of Gravity - Atrament

Inacreditável como existem tantas bandas maravilhosas escondidas por ai. A capacidade de se reinventarem a cada dia também precisa ser estudada. Fiquei boquiaberto ao ouvir esse trabalho. Intricado, diferente, inesperado. Você não sabe o que vem nos próximos segundos e isso é o que mais engrandece esse álbum. Tem Jazz, tem Death Metal, tem voz bonitinha acompanhada de teclado, tem guitarras Djent, ou seja, animalesco!



5) Monolith - Nexus

Não há muito o que dizer aqui. Épico, moderno, grandioso. Inteligência e ousadia a favor da música pesada. Vou deixar só esse trecho aqui, inserido no meio da música, pra vocês terem uma ideia:

29:20
The Simpsons theme
Jurassic Park theme
Pocahontas - Colors of the wind
Frozen - Let it Go
Lion King - Can you feel the love tonight
Disney theme
The Little Mermaid - Under the sea
Aladdin - A whole new world



6) Them - Sweet Hollow

Gosta de King Diamond? Eu diria que essa é a melhor banda de tributo ao rei. Eles inclusive substituíram a Melissa pela Miranda. É uma cópia descarada travestida de homenagem. Independente disso, é maravilhoso!



7) Painted In Exile - The Ordeal

Caótico, complexo e belo. Uma boa alternativa pra quem curte Between The Buried And Me. É extremo e progressivo, possui milhares de variações ao longo da mesma música. As bandas estão mesclando tanto os estilos que a gente se perde na hora de tentar classifica-las. Pensando bem, pra que né? Apenas ouça:



8) Amendfoil - Empyrean & Ophidian

Preparados para um Mastodon mais modernoso? Stoner/Sludge ultra técnico, transitando com maestria entre partes mais acessíveis e belas, com vocais mais limpos e cantados, contrastando partes mais sujas, velozes e agressivas. E as guitarras... que guitarras meus amigos!




9) Noveria - Forsaken

Temos fãs de Prog Metal aí? Sente o peso dessas guitarras, olha o alcance desse vocalista! Impossível não abrir um sorriso logo de cara! É um mix entre Vision Divine, Labyrinth e Symphony X. Os solos são absurdamente insanos, as composições são encorpadas e atmosféricas. Certamente um dos destaques do estilo no ano passado.



10) RXYZYXR - LMNTS

O desafio já começa antes de ouvir o álbum: como pronunciar essa caceta de nome? Bem, independente disso, o álbum"LMNTS" é incrível, variado, denso como o ar quente. À primeira vista, soam como um Meshuggah, mas o som do RXYZYXR vai muito, mas muito, além disso. Rola umas viagens loucas no meio das músicas, passagens atmosféricas, vocais limpos. Lembra uma mutação genética entre o Tool e o Meshuggah. 



Bonus track:

Não é bem Metal, mas é muito legal esse projeto chamado Anamanaguchi. É um Punk/Rock 8 Bits, baseado nos games dos anos 80. Ultra melódico e cheio de energia, consegue soar como uma perfeita junção entre a modernidade digital e o saudosismo de uma era analógica. Genial!




domingo, 8 de janeiro de 2017

Review: Opeth – Sorceress


Por Pedro Humangous

Complicada a tarefa de resenhar um disco de sua banda favorita. Principalmente por se tratar do Opeth, banda que dividiu opiniões nos últimos anos, mudando sua sonoridade completamente nos três álbuns mais recentes de sua discografia. Uma grande parte dos fãs adorou a mudança, outra grande parcela simplesmente não suportou. Há uma parcela significativa, e eu me enquadro nesse grupo, que conseguiu curtir e assimilar as duas fases da banda. Obviamente o que me fez curtir essa incrível banda sueca foi a perfeita transição que faziam entre seu lado mais obscuro, extremo e a beleza dos violões e vocais limpos, a calmaria e a tempestade caminhando juntas. É importante dizer que para essa resenha, não li nenhum comentário ou críticas sobre o álbum, nem ouvi as músicas em outro lugar até que tivesse o CD em minhas mãos. Portanto, com olhos e ouvidos virgens, transcrevo minha percepção desse que é o décimo segundo trabalho do Opeth. Se você está curioso para saber se trouxeram de volta os guturais, não, infelizmente não foi dessa vez. Se fizeram falta? Pela primeira vez, nessa nova fase, não senti falta dos vocais, pois compensaram o peso nos instrumentos. As guitarras estão muito mais carregadas, com um timbre mais sujo, abusando de passagens mais técnicas e de um Prog mais atual – sem deixar de lado o ar setentista, já característico. Acredito que tenham encontrado em "Sorceres" seu equilíbrio, um mix entre “Heritage” e “Pale Communion”. Dá pra notar que o grupo está mais coeso, se sente mais confortável em suas composições. Incrível como exploram bem o “vazio”, momentos de pura introspecção, onde quase não há instrumentos, mas há muito conteúdo, tudo tem um propósito no som do Opeth, e quanto mais você ouve, mais você percebe os pequenos detalhes. Parece que finalmente a estranheza passou e com conforto aos ouvidos podemos curtir um disco do Opeth, sem julgamentos, sem questionamentos. A linda introdução, “Persephone”, com uma pegada Folk, eleva o espírito e nos prepara para “Sorceress”, a primeira faixa liberada antes do lançamento oficial do disco. Nela temos um baixo bastante presente e criativo, seguido na cola pelas guitarras, numa levada Jazz/Prog, tudo acompanhado por linhas vocais assertivas, bem diferente do que estamos acostumados a ouvir – um belo cartão de visitas. “The Wilde Flowers” logo me encantou na primeira audição, as partes mais aceleradas seguida de um solo de tirar o fôlego e a parte mais calma no meio, com o fim impactante, deixou tudo muito bem diversificado, imprevisível. “Will O The Wisp”, acústica no estilo balada, é "legalzinha", mas enjoa rapidamente. É bem construída, mas definitivamente é minha menos favorita no álbum. Para compensar, emendam com uma paulada certeira em “Chrysalis”, psicodélica, veloz e repleta de teclados insanos, isso sem falar nas linhas absurdas de bateria, certamente uma das melhores até aqui. “Sorceress 2” segue a linha calma e acústica, com voz, violão e teclados – belíssima faixa, mas pouco marcante se comparada às demais. “The Seventh Sojourn” é bem diferente, com tambores e percussões, parecem músicas árabes e egípcias (me lembrou a trilha sonora do jogo Diablo II), bem atmosférica e rica em detalhes. “Strange Brew” incorpora de vez o espírito de bandas dos anos 70 e sua inegável influência, latente e pertencente ao Opeth agora. As demais, que fecham o álbum, “A Fleeting Glance”, “Era” e “Persephone (Slight Return) seguem na mesma linha, com começo mais lento e seco, culminando em algo mais robusto e pesado. A versão brasileira, lançada em parceria entre a Nuclear Blast e Shinigami Records, vem num digipack duplo, lindão, com destaque para as maravilhosas artes que embalam o pacote (Travis Smith se superou dessa vez, a capa foi minha favorita do ano). O disco bônus traz ainda duas fantásticas composições, “The Ward” e “Spring MCMLXXIV”, além de mais três registros ao vivo, “Cusp Of Eternity”, “The Drappery Falls” e “Voice Of Treason”, ou seja, barba, cabelo e bigode! O melhor álbum do Opeth dessa nova fase e um dos destaques de 2016! E o que podemos esperar daqui pra frente? Felizmente e infelizmente, impossível prever!


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Review: Sodom – Decision Day

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Os caras simplesmente não se cansam! O bom e velho tanque de guerra alemão está de volta com mais um álbum, “Decision Day”! A impactante e colorida arte da capa (ilustrada pelo famoso Joe Petagno) já denuncia o conteúdo: de um lado temos a bandeira americana, do outro temos a russa, e no centro a figura de um soldado deformado empunhando sua arma de fogo, ou seja, it’s fucking war! O Sodom resistiu ao tempo e sempre se manteve fiel ao seu estilo, sem nunca decepcionar. Inovam pouco, eu sei, mas o que queremos deles mesmo é o Thrash, direto e sem frescuras. Podemos perceber um leve toque de Black nos vocais de Tom Angelripper (remetendo aos primeiros discos), umas passagens acústicas aqui e ali, mas de modo geral, a sonoridade da banda continua intacta. Bernemann é simplesmente uma máquina de criar riffs, um melhor que o outro, fazendo com que o pescoço balance involuntariamente. Os solos também estão incríveis, empolgantes e criativos. As três primeiras faixas são primorosas, viciantes e energéticas (com destaque para faixa-título), misturando um pouco do estilo do Slayer com o do Exodus. “Caligula” é animalesca, parece um trem desgovernado, pronto para passar por cima de você, isso sem falar no refrão pegajoso e interessante, diferente do esperado – lembrou um pouco do Soulfly atual. “Who Is God?” também abusa da velocidade e de um refrão levemente diferente, flertando com o som do Overkill. Achei legal que misturaram bem o Thrash alemão característico, com o Thrash americano, dando uma cara diferente ao som do Sodom. Conseguiram trazer as referências dos primórdios do estilo, com uma roupagem mais atual. É preciso reverenciar a qualidade de gravação e produção desse disco, está impressionante o som que sai dos fones, tudo muito bem mixado. É um clássico do estilo? Não, não é. Mas garante bons momentos de diversão e de headbanging! Uma ótima adição em sua discografia e na coleção dos amantes do Thrash Metal!


Contato: https://www.facebook.com/sodomized
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