domingo, 14 de agosto de 2016

Review: Grey Wolf – Glorious Death


Por Pedro Humangous

Pegue suas vestimentas de couro, spikes e seu machado, é hora da batalha! Fãs do verdadeiro Metal Tradicional, na linha do Manowar, podem levantar suas bandeiras, pois o Grey Wolf está de volta! Aquelas composições incríveis dos anos 80, bem simples, mas extremamente empolgantes, estão todas aqui. Dá pra notar que se trata de um disco novo, com uma gravação mais atual, mas a nostalgia e a sonoridade da época são claras e transbordam dos fones de ouvido – ou caixas de som. A banda, apesar de madura, tem apenas quatro anos de existência, mas se mantém ativa lançando disco após disco, um melhor que o outro. “Glorious Death” é o terceiro da carreira, sendo formado por Fabio Paulinelli (vocais e baixo), Chris Maia (guitarras) e Weslley Victor (bateria) – vale mencionar as participações especiais de Yuri Furlone nos teclados e de Arthur Migotto nos backing vocals (além de ter mixado e masterizado o trabalho). O disco tem uma energia incrível, com aquela essência dos melhores trabalhos do Grave Digger, Cirith Ungol, Manilla Road e Iron Maiden, com guitarras cortantes e um baixo pulsante. A produção ficou redondinha, tudo muito bem encaixado, dosando bem os instrumentos, entregando aquilo que o estilo, a proposta e a temática pedem. O álbum passa voando, tem pouco mais de meia hora de duração, contendo dez empolgantes e viciantes músicas - impossível apontar destaques, todas são muito boas. E o que dizer dessa estonteante arte que ilustra a capa? Lembrou os clássicos quadrinhos do Conan, méritos para o artista francês Nicolas Bournay. Um trabalho irrepreensível, épico e marcante! Não deixe de ouvir e de ter na sua coleção, indispensável! Nota: 9,5


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Review: Stratovarius - Best Of


Por Pedro Humangous

A história do Stratovarius é igualmente interessante e curiosa. Os caras praticamente inventaram um estilo dentro do Heavy Metal, ganharam notoriedade mundial, emplacaram diversos sucessos, tiveram muitas mudanças na formação, mas nunca pararam de criar boa música. A banda dispensa apresentações, não precisamos falar dos tempos gloriosos de álbuns como “Visions” e “Episode”. Tudo o que esses caras fizeram foi sempre de alto nível, sempre tudo fantástico. Claro, tiveram dificuldades no início da carreira e principalmente no momento conturbado da saída de Timo Tolki (guitarrista) e posteriormente de Jorg Michael (baterista) e Jari Kainulainen (baixista). O grupo viveu momentos de instabilidade, de criatividade duvidosa, mas jamais deixaram de continuar, firmes e fortes. “Eternal”, álbum mais recente de inéditas, trouxe uma banda reformulada, de volta aos holofotes, resgatando a essência de seus primórdios, trazendo de volta a esperança aos antigos fãs e conquistando novos. Agora, no meio desse ano, resolveram soltar um “Best Of”, coletânea contendo três discos, sendo dois deles com tudo de melhor que fizeram na carreira e o outro um ao vivo no Wacken de 2015. Temos de tudo aqui, e mesmo faltando uma ou outra música, certamente o set escolhido irá agradar a todos. Todas as fases estão muito bem representadas, trazendo todos seus clássicos absolutos como “Speed Of Light”, “S.O.S”, “Forever Free”, “Distant Skies”, “Black Diamond”, “Hunting High And Low” e até mesmo uma faixa nova, “Until The End Of Days”, muito boa por sinal! O pacote, lançado no Brasil pela Shinigami Records, através de uma parceria com a Ear Music, vem embalado em um lindíssimo digipack em formato de painel, que se desdobra em quatro partes, isso sem falar no maravilhoso encarte, repleto de fotos e letras das músicas. Faltou alguma coisa? Absolutamente nada meus amigos, um lançamento digno de uma grande banda que marcou definitivamente a história do Heavy Metal mundial, muito bem representada aqui através dessa coletânea. Indispensável para qualquer amante da música pesada! É nostálgico, é novo, é empolgante!  Nota: 10

Track List: 
CD1 
1. Until The End Of Days (brand new song) 
2. My Eternal Dream 
3. Eagleheart 
4. Speed Of Light 
5. S.O.S . 
6. Forever Free 
7. Wings Of Tomorrow 
8. No Turning Back 
9. Break The Ice 
10. Distant Skies 
11. Will The Sun Rise? 
12. A Million Light Years Away 
13. Under Flaming Skies 
14. Darkest Hours 
15. Winter Skies 
16. I Walk To My Own Song 
17. Maniac Dance 

CD2 
1. Halcyon Days 
2. Will My Soul Ever Rest In Peace? 
3. Destiny 
4. Paradise 
5. Deep Unknown 
6. Elysium 
7. Black Diamond 
8. If The Story Is Over 
9. Unbreakable 
10. Forever 
11. Shine In The Dark 
12. Hunting High And Low 

CD3 – Live At Wacken 2015 
1. Intro 
2. Black Diamond 
3. Eagleheart 
4. Against The Wind 
5. Dragons 
6. Legions Of The Twilight 
7. Paradise 
8. Shine In The Dark 
9. Speed Of Light 
10. Unbreakable 
11. Hunting High And Low 

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Review: Sabaton – Heroes On Tour


Por Pedro Humangous

É incrível ver a ascensão meteórica do Sabaton. Os caras passaram de “apenas mais uma banda de Power Metal" para se tornar uma das principais do estilo, com reconhecimento mundial. Com uma discografia sólida e lançamentos cada vez mais incríveis, o grupo é uma das grandes apostas da Nuclear Blast, lotando shows mundo afora. “Heroes On Tour” mostra exatamente esse status de grande banda, dando um panorama geral do poder de fogo desses suecos. Esse lindo pacote, lançado no Brasil através da parceria com a Shinigami Recors, traz dois DVDS e um CD, embalado em uma maravilhosa arte, encarte com fotos e um repertório de tirar o fôlego. No DVD 1 temos a apresentação completa no Wacken de 2015, com belas imagens durante o dia/fim de tarde, uma fantástica produção de palco (com direito a um tanque de guerra!), boa iluminação e principalmente um competente trabalho de câmeras. O registro em vídeo está muito bem feito, bem produzido, com uma imagem animal – pena que não saiu em blu-ray aqui no nosso país. Tive a oportunidade de ver o Sabaton ao vivo em Porto Alegre e uma coisa que gosto neles é a simpatia e felicidade com que todos os integrantes tocam, é contagiante!  A mesma vibração pôde ser sentida nesse DVD, estava nítida a alegria no rosto de cada um deles e consequentemente no público também. O set list está matador, englobando todas as fases da banda, incluindo seus maiores sucessos – uma pena não terem incluído “Smoking Snakes”, a preferida de muitos brasileiros. No DVD 2, temos a apresentação no Sabaton Open Air, também em 2015, com um set list ligeiramente diferente,  mas não menos empolgante! O trabalho de câmeras é bem diferente do primeiro DVD, o aspecto visual também tem outra pegada, ou seja, você tem dois grandes shows nesse pacote! O CD traz o mesmo set da apresentação no Wacken, tudo muito bem mixado, cristalino e empolgante! Resumindo, esse é um produto incrível, indispensável em qualquer coleção! Adquira sem medo! “Heroes On Tour” é o resumo da melhor fase do Sabaton, imperdível! Nota: 9,5



Contato: https://www.facebook.com/sabaton

domingo, 10 de julho de 2016

Review: Death Angel – The Evil Divide


Por Pedro Humangous

O Death Angel sempre soube sua posição dentro do Thrash Metal mundial. Apesar de ser uma excelente banda, sempre foi “time da segunda divisão” se comparada aos grandes nomes. Nem por isso deixam de lançar grandes trabalhos ou de ser uma banda relevante, carregando uma legião de fãs por onde passa. Após o longo silêncio que precedeu o lançamento de “The Art Of Dying”, o grupo voltou a campo com ótimos discos. Agora, em maio de 2016, colocam no mercado mais um disco de inéditas, intitulado “The Evil Divide”. A capa, e todo o encarte, são muito sem graça, com uma arte simplória e sem sal, além da monotonia do preto e branco. Felizmente essa frieza não afetou a qualidade sonora desse álbum, que está devastador, empolgante, intenso, puro Thrash Metal! Temos que bater palmas de pé para a incrível produção e qualidade de gravação, mixagem e masterização – está tudo redondinho aqui, polido na medida certa, sem perder o ‘punch’ que o estilo requer. Dosaram muito bem sua sonoridade oitentista com uma roupagem mais moderna, misturando o Thrash tradicional com bastante melodia e groove. Senti uma mistura de tudo o que já ouvi em bandas do estilo, uma pegada alemã puxando pro Destruction, sem deixar de lado o estilo americanizado como Testament e Annihilator. Os solos estão de cair o queixo, inspirados e muito bem compostos, encaixando perfeitamente em cada momento das músicas. Impossível não destacar os solos de Jason Suecof (que também produziu o álbum) em “Cause For Alarm” e de Andreas Kisser em “Hatred United/United Hate”, ambos fenomenais. Falando nas composições, gostei da variação que buscaram, sendo rápidos e agressivos e em certos momentos mais cadenciados e ultra melódicos. “The Evil Divide” está simplesmente sensacional, um dos melhores discos de Thrash dos últimos tempos e definitivamente o ponto alto na carreira do Death Angel! Nota: 9,0


Review: Grand Magus – Sword Songs

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

É, demorei pra criar coragem para ouvir algo do Grand Magus. Claro, já tinha ouvido falar da banda antes, já havia escutado umas músicas aqui e ali, mas nunca realmente dei muita bola e a merecida atenção. Resolvi começar pelo mais recente trabalho, “Sword Songs”. A primeira coisa que me veio à mente foi: esse seria um disco que o Manowar lançaria se estivesse surgindo em 2016. Todo o estilão, a forma de compor, a sonoridade, a temática, tudo aqui exala o “verdadeiro True Metal” – desculpem a redundância. “Sword Songs” escancara suas influências, não esconde o clichê espalhado em cada canto, afinal, onde águia e espada é novidade pra alguém? Esse é o oitavo disco na carreira dos suecos, que passaram por uma fase de transição, começando com um Stoner/Doom e terminando agora com um Metal Tradicional de primeira linha. Obviamente é possível sentir resquícios da fase antiga, o que é um belo tempero e um diferencial. Não tem como negar, as faixas são viciantes e grudentas, todas elas! Os caras são muito bons no que fazem, JB nos incríveis vocais e guitarras, Fox no baixo e Ludwig em uma das melhores baterias que ouvi nos últimos anos! O disco passa voando, sinal de que a audição do trabalho por completo é muito boa. São nove faixas no total, sendo uma delas instrumental, além de mais duas faixas bônus, “In For The Kill” e o cover para “Stormbringer” do Deep Purple. Grand Magus é uma banda que certamente agradará a todos, principalmente fãs de Manowar, Cirith Ungol e Manilla Road. Um som simples, honesto, calcado no tradicional sem deixar de ser épico ao extremo! Nota: 8,5


domingo, 3 de julho de 2016

Review: The Resistance – Coup De Grâce

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Um novo nome no cenário mundial surge apresentando um disco com nome pra lá de esquisito. A arte da capa e seu conceito visual pouco dizem sobre o estilo praticado e sinceramente não chama muito a atenção – se comparada às grandes artes que temos visto ultimamente. Mas, como o velho ditado já diz, nunca julgue um livro pela capa. Pesquisando sobre a banda, temos a gratificante surpresa ao saber dos integrantes que formam o The Resistance, saca só: Marco Aro (The Haunted) nos vocais, Jesper Strömblad e Glenn Ljungström (ex-In Flames) nas guitarras, Chris Barkensjö (Grave) na bateria e Rob Hakemo (ex-M.A.N.) no baixo. Posteriormente Glenn deixou a banda, dando o lugar para o guitarrista Daniel Antonsson (ex-Soilwork, Dark Tranquillity). Fiquei ainda mais assustado em saber que a banda já havia lançado dois EPs e um álbum, portanto, esse é seu segundo disco na carreira. E o que temos aqui em termos de sonoridade? Death Metal old school, puro, seco e agressivo! Talvez um pouco do The Haunted, mas praticamente nada do In Flames, como era de se esperar. Temos aquelas guitarras sujas e distorcidas no melhor estilo sueco de se fazer o Metal da Morte, bem na linha de bandas como Entombed e Dismember. O disco não tem altos e baixos, segue na mesma linha durante as treze faixas que compõem o trabalho. Os riffs estão insanos, viciantes e prontos para dilacerar pescoços. Os vocais de Marco também estão incríveis aqui, combinando perfeitamente com a proposta instrumental. Minha única ressalva fica por conta da mixagem que deixou a bateria um pouco abafada, principalmente os pratos que ficaram sem brilho. As músicas passam seu recado em pouco tempo, a maioria nem passa dos três minutos de duração, portanto, já sabe que a pancada é forte e certeira né? Em alguns momentos a banda experimenta inserindo elementos de Thrash e Hardcore (como na faixa “Smallest Creep”), dando mais dinâmica à audição. A parceria entre a Ear Music e a Shinigami Records tem rendido ótimos frutos para o mercado nacional, o banger brasileiro não tem do que reclamar. Esse é um belo disco, repleto de músicas extremas e de bom gosto, formada por grandes nomes do Metal mundial. Uma pena que tenham encerrado suas atividades recentemente, mas o legado deixado jamais pode ser apagado. Aproveite! Nota: 7,5


Review: Gamma Ray - Lust For Live (25th Anniversary Edition)

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

O sorriso de orelha a orelha brilha ao colocar as mãos nesse grande lançamento dessa lendária banda. Para comemorar os 25 anos de carreira, o Gamma Ray está lançando uma série de discos remasterizados e “Lust For Live” é um deles. Esse trabalho marca o fim de uma era, época em que Ralf Scheepers ainda assumia os vocais (e ainda tinha cabelo), com Kai Hansen e Dirk Schlachter nas guitarras, Jan Rubach no baixo e Thomas Nack na bateria. E que fase meus amigos! O álbum foi gravado originalmente em 1993, na Alemanha, e agora em 2016 temos pela primeira vez lançado em áudio – anteriormente fora lançado somente em VHS e DVD. Esse foi o último registro com Ralf nos vocais, que, posteriormente, saiu para formar o Primal Fear. A banda estava em alto nível, vivendo seu auge e, na época, lançava o ótimo “Insanity And Genius”, portanto, grande parte do set list foi focado nesse disco. Porém, não deixaram de fora outros hinos da banda como “Heading For Tomorrow”, “Space Eater” e “Changes”. Obviamente não deixaram de fora os clássicos do Helloween como “I Want Out”, “Future World” e “Ride The Sky” – gravadas no estilo medley. O áudio foi todo remasterizado por Eike Freese e realmente ficou incrível, deu a real sensação de estar lá, ao vivo, no show com os caras, tudo bem orgânico e natural. Ralf canta demais e, ao lado de Kai, é o grande destaque do disco, seu potente agudo abrilhantava ainda mais cada canção tocada. O encarte é muito legal, contendo várias fotos, histórias e notas interessantes. Outra coisa que gostei muito foi a arte da capa, muito bonita! Essa série de relançamentos está muito legal e tem muita coisa por vir ainda, vale a pena ter todos na coleção! Nota: 9,0

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Review: Hatebreed - The Concrete Confessional

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Holy shit, eles voltaram! Se o álbum anterior, “The Divinity Of Purpose”, eles já se mostravam no auge, em “The Concrete Confessional” eles se superaram! O nível de agressividade ultrapassou o limite e devasta tudo por onde passa. Esqueça seus tímpanos, coloque esse disco no máximo quando for ouvi-lo e tenha a certeza de que será literalmente atropelado por uma coleção de riffs insanos, viciantes e cortantes como uma navalha afiada! Os caras mesclam, com maestria e extrema facilidade, uma porção de estilos dentro de um só, criando e mantendo seu som característico, intacto e empolgante como sempre. A sonoridade Hatebreed de ser não mudou, mas é possível notar certa evolução e maturidade nas composições. Temos aqui a clássica fusão entre o Hardcore e o Thrash, com certas doses de Death, Punk, Crossover e bastante Groove. As faixas estão rápidas, sempre com o pé atolado no acelerador, descendo faixa após faixa como uma avalanche. As músicas são curtas, todas (com exceção de apenas uma) têm menos de três minutos de duração, portanto, o recado é dado sem rodeios e firulas. A trinca de abertura, “A.D.”, “Looking Down The Barrel Of Today” e “Seven Enemies” são matadoras e já ditam o ritmo do álbum, um tapa impiedoso na orelha do ouvinte. “In The Walls” e “From Grace We’ve Fallen” são as melhores representantes do Thrash com pegada Death, soando como uma mutação genética entre Soulfly, Slayer e Mastodon. É tanta música boa que fica difícil e injusto apontar destaques, o trabalho todo está fantástico. Vale mencionar a linda arte que ilustra a capa, créditos para o brasileiro Marcelo Vasco (que trabalhou recentemente com as bandas Slayer, Machine Head, Borknagar, entre outros grandes nomes mundiais). Que disco meus amigos! Forte candidato nas listas de melhores desse ano! Simplesmente imperdível! Nota: 9,0


Review: Nervosa – Agony


Por Pedro Humangous

A inveja e o machismo sempre atormentaram a carreira da banda Nervosa. O fato de ser formada por três talentosas mulheres parece incomodar, e muito, o cenário do Metal – no Brasil e no mundo. A resposta dada por Fernanda Lira (vocais e baixo), Prika Amaral (guitarras) e Pitchu Ferraz (bateria) é traduzido em boa música, deixando boquiaberto e embasbacado qualquer um que ousou duvidar de suas habilidades e capacidade. Temos sim que bater palmas para elas por terem conquistado um enorme espaço em tão pouco tempo. Fincaram os dois pés, bem fundo, no terreno dos grandes nomes do metal mundial, tocando mundo afora ao lado de bandas consagradas e nos mais variados e renomados festivais. O nível de profissionalismo que buscam é louvável, sempre com qualidade sonora e visual indiscutíveis. Você pode não gostar da música do Nervosa, mas precisa respeitar. “Victim Of Yourself” já foi um excelente cartão de visitas como álbum de estreia, agora em “Agony” se mostram ainda mais superiores. O som não é nada inovador, é o bom e velho Thrash Metal, tradicionalíssimo, seguindo a escola de nomes como Destruction, Kreator, Slayer e Exodus. Em termos de composição, também seguem a receita à risca, acertando em cheio no resultado final. Músicas empolgantes, velozes e muito bem executadas. Os riffs estão insanos, sempre acompanhados de perto pelo pulsante baixo e uma bateria violenta! Os vocais da Fernanda são muito bons, puxando para as linhas do Schmier (Destruction), porém, em alguns momentos cansam pelos gritos/urros incessantes no final de praticamente todas as frases. A produção ficou nas mãos do experiente Brendan Duffey, a mixagem e masterização feitas pelo talentoso e consagrado Andy Classen (já trabalhou com bandas como Violator, Krisiun, Tankard, Belphegor, Legion Of The Damned, etc). Os destaques vão para a faixa “Guerra Santa”, cantada em português, para a surpreendente “Wayfarer” com belos vocais limpos de Fernanda, puxando para o Blues, e para a escolha certeira de Godmachine para a arte da capa, um dos meus artistas favoritos atualmente. O álbum acaba de ser lançado no mercado nacional pela Shinigami Records, possui doze faixas e vem em uma linda embalagem digipack. “Agony” é uma bela evolução na carreira do Nervosa, se continuarem firme no caminho, chegarão muito mais longe ainda! Nota: 8,0


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Review: Rhapsody Of Fire – Into The Legend

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Confesso que às vezes fico meio perdido. É Rhapsody Of Fire pra lá, Luca’s Turilli Rhapsody pra lá. É a voz do Fabio Lione no Angra e por mais uma porção de outras bandas espalhadas pelo mundo. Apesar de a maioria torcer o nariz para todas as bandas citadas acima, felizmente gosto de todas elas e consigo curtir o som que cada uma faz. Quando bati o olho nessa capa de “Into The Legend” (feita mais uma vez por Felipe Machado Franco) fiquei receoso. Uma arte moderna demais, destoando completamente da proposta do antigo Rhapsody, se distanciando cada vez mais de suas raízes. Porém, ao colocar o disco pra rodar, notei que estava completamente errado. Apesar de trazer novidades à sua sonoridade, o time formado por Fabio Lione (vocais), Alex Staropoli (teclados), Alessandro Sala (baixo), Alex Holzwarth (bateria) e Roberto Di Micheli (guitarras), traz de volta a essência de seus tempos de ouro, seu brilhante início de carreira. A faixa que leva o título do álbum, por exemplo, (apesar de parecer muito com o Angra atual) é a cara do bom e velho Rhapsody. Com a saída de Luca Turilli, guitarrista, mentor e principal compositor, o cargo deixado foi ocupado pelo também experiente e talentoso tecladista Alex Staropoli. O cara é um gênio e soube criar verdadeiros hinos, digno da carreira da banda, produzindo, compondo e montando toda a orquestração do disco. Fabio tá cantando demais, a cada ano que passa ele se torna mais maduro e sabe encaixar bem seus vocais, com fluidez e notória paixão pelo que faz. O trabalho todo está espetacular, repleto de coros grandiosos, mudanças de andamentos, instrumentos inusitados. O álbum começou muito bem, em um ritmo veloz, mas achei que desaceleraram muito rápido (na quarta faixa) com “Winter’s Rain”, uma música cadenciada, semi-balada com mais de sete minutos de duração – apesar de bonita, não empolga. Na sequência eles trazem a maravilhosa “A Voice In The Cold Wind”, (idêntica à “The Village Of Dwarves”), com sua pegada folk, típico som do Rhapsody. O Power retoma toda sua força em “Valley Of Shadows”, com um belos vocais femininos e masculinos, sem contar o refrão matador! Voltam a pisar no freio em “Shining Star”, bonita, mas nada demais. O disco segue com mais duas faixas velozes bem legais e fecha com “The Kiss Of Life”, com mais de dezesseis minutos, épica, fantástica e variada. Uma verdadeira trilha sonora para filmes de ação (no estilo Senhor Dos Anéis) ou jogos de videogame (como Diablo). “Into The Legend” mostra um Rhapsody vivo, autêntico e com muito fôlego pra continuar por muitos anos. Tirando as desnecessárias baladas e trazendo os traços das artes das capas do início da carreira, quem sabe a coisa volte a ser perfeita e resgate seus saudosos fãs. De qualquer forma, um belíssimo registro! Nota: 9,0


Track-list:
01. In Principio 
02. Distant Sky 
03. Into the Legend 
04. Winter’s Rain 
05. A Voice in the Cold Wind 
06. Valley of Shadows 
07. Shining Star 
08. Realms of Light 
09. Rage of Darkness 
10. The Kiss of Life 

Review: Van Canto – Voices Of Fire

(Gravadora: Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Uma coisa é certa, no meio de tanta mesmice, a banda Van Canto conseguiu inovar. Quem diria que seria possível fazer Heavy Metal apenas com as vozes? Quando lançaram seu primeiro trabalho, “A Storm To Come” em 2006, todos ficaram abismados com seu talento. Além dos vocais tradicionais, todos os instrumentos (com exceção da bateria) eram reproduzidos por vocalistas. Algo realmente inovador e bem legal. Já deram diversos nomes para esse estilo, Vocal Metal, Hero Metal A Capella, etc. E de lá pra cá, o que aconteceu de relevante para o grupo? Honestamente, nada muito incrível. Lançaram cinco álbuns, permanecendo relevantes para seus fãs e se estabilizando no cenário mundial, participando inclusive de discos de bandas como Blind Guardian, Grave Digger e Tarja. Acontece que ficam presos no estilo que inventaram. Não há mais nada que possam trazer de diferente, perdendo um pouco do seu brilho. Apesar de bem legal a proposta, sentimos falta do peso dos instrumentos de verdade. Em “Voices Of Fire”, seu sexto álbum, trazem um novo conceito, uma Metal Opera Vocal, um trabalho conceitual. E a escolha foi novamente acertada. Ao invés de ficarem na mesmice, emulando o som da guitarra (tan dan dan rakkatakka), criaram camadas diversificadas de vozes, dando um clima legal às composições, deixando tudo mais natural. Entre uma faixa e outra, existem narrações bem legais, feitas por ninguém menos do que John Rhys-Davies (o anão do filme O Senhor Dos Anéis). Sly possui um vocal potente e assume o papel principal, ao lado das vozes doces de Inga. Destaque também para o competente baterista Bastian. O encarte é bem legal, repleto de desenhos interessantes e obviamente contando toda a história do álbum. Minha favorita foi a animada “Battleday’s Dawn” com uma letra divertida e empolgante. “Voices Of Fire” é um trabalho bem legal, diversificado, épico e muito bem construído, com boas músicas. A ausência dos instrumentos tradicionais faz falta, principalmente no quesito peso. Mas aos poucos você se acostuma, passa a bater cabeça e cantar junto com esse coro de vozes! Nota: 7,0


Track-list: 
1. "Prologue"
2. "Clashings on Armour Plates"
3. "Dragonwake"
4. "Time and Time Again"
5. "All My Life"
6. "Battleday's Dawn"
7. "Firevows (Join the Journey)"
8. "The Oracle"
9. "The Betrayal"
10. "We Are One"
11. "The Bardcall"
12. "To Catharsis"
13. "Epilogue"
14. "Hymn" (faixa bônus)

Contato: www.vancanto.de

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Review: A Sorrowful Dream – Passion


Por Pedro Humangous

Ouvi, ouvi, ouvi. Tentei achar palavras para descrever “Passion” do A Sorrowful Dream. Pensei, pensei, pensei. Comecei e recomecei esse texto por diversas vezes. O trabalho aqui é profundo, hipnotiza, rouba seu fôlego. É denso, obscuro, arrastado. Contrasta com a beleza e paz que suas dez composições trazem ao ouvinte. Não sei nem explicar ao certo o tipo de som que praticam. Não é inovador, porém não é nada comum. Pelo menos em terras tupiniquins, não. Talvez, injustamente, possa rotula-los de Dark Metal. Temos os adocicados vocais femininos, os cavernosos guturais masculinos, teclados decorando o ambiente, guitarras arrastadas e pesadíssimas, baixo e bateria em uma união perfeita. A essência do Doom pega uma carona nesse passeio e traz consigo uma bagagem extra de melancolia ao disco. Confesso que a faixa de abertura, após a intro, me incomodou um pouco com essa mistura de português e inglês, com um refrão chatinho, mas que logo consegue te conquistar. O terreno está pronto e você se vê apaixonado pela banda logo na sequência com “Entwined”, faixa com mais de sete minutos de uma viagem sem destino. “Silent Words” já traz um lado mais romântico, quase balada, com um final épico. Aliás, que monstro nos vocais esse Éder, sua paixão e ódio são sentidos em cada palavra cantada. Tento não comparar as bandas, mas não podia deixar de mencionar o Moonspell, impossível não lembrar dos portugueses ao ouvir esse álbum. “A Lullaby For Lunatics”, com seus lindos violinos e sua diversidade musical, com passagens variadas, tornou-se minha favorita do disco. A mistura do Death Metal com o Gothic deixou o trabalho muito interessante, variado e de fácil compreensão, apesar da quantidade enorme de informação que temos que assimilar em cada faixa. Talvez seja esse o grande trunfo da banda. A arte da capa, apesar de não ser espetacular, é bem bonita, embalando o belo digipack. “Passion” foi lançado de forma independente e, independentemente do seu gosto musical, recomendo fortemente sua audição. Trabalho ousado, preciso e maravilhoso. Nota: 9,0



Review: Rhestus – Games At War (DVD)

(Gravadora: Independente)

Por Pedro Humangous

Comemorar vinte anos de carreira não é pra qualquer um, muito menos tarefa fácil quando se trata do underground brasileiro. Devemos aplaudir de pé e respeitar suas conquistas, afinal é uma luta manter uma banda de Metal, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo. Já resenhei discos anteriores da banda e sempre gostei da proposta dos caras, um Thrash visceral, direto e honesto. E tudo isso transparece com facilidade nesse registro em DVD. Uma captação simples de imagens e de áudio, mas que mostra a essência mais pura do Rhestus no que melhor sabem fazer: tocar ao vivo. A apresentação no River Rock Festival trouxe 15 faixas da carreira do grupo formado por Alex Leber (vocal e guitarra), Richard Schmidt (baixo), Andrei Uller (guitarras) e Gabriel Carvalho (bateria), onde simplesmente detonaram tudo no palco, precisos e energéticos, movimentou bem o público presente – em bom número, diga-se de passagem. O mais legal aqui é sentir o som puro, sem overdubs, parece que você está ao lado da caixa de som, no olho do furacão, dentro do show com eles! O baixo estalado está bem audível, as guitarras cortantes na medida certa, o vocal incrível e a bateria também. Aliás, com fone de ouvidos você ouve bem a mixagem em cada ouvido, uma guitarra de cada lado, bem interessante! Pros desavisados (e vacilões) que ainda não conhecem o som da banda, ouvir o Rhestus é como ouvir o Kreator nos bons tempos da década de 80, incrível a semelhança! Ponto positivo para a edição, que abusou das trocas de câmera e das “vinhetas” com depoimentos do público e amigos – é isso que gostamos de ver, bastidores, o “dia a dia” das bandas. Um registro histórico que transborda feeling, sangue e suor! Parabéns e vida longa ao Rhestus! Nota: 8,0


P.S.: Agradecemos e nos sentimos honrados por estarmos nos agradecimentos desse DVD!


Track List:
12º River Rock Festival – Indaial/SC (2010) 
01. Um Dia de Fúria (intro) 
02. Games of Joy... Games of War! 
03. Scars 
04. Die Like a Dog 
05. Bullet in Point 
06. Rage is My Food, Hate is My Guide! 
07. How to Explain? 
08. Trivial Pieces of Meat 
09. Cowardly Terror 
10. Fuck Off! 
11. War and Children (intro) 
12. Insane War 
13. Hate! Is What I Feel - 

Backstage - Games of Joy… Games of War (Vídeo Clipe) 
- Programa Rocktime 
- Iceberg Rock Festival 
- Discografia e Biografia 

Época de ouro do Metal nacional

Saudades desse tempo...

Época em que as bandas estavam pipocando por todos os cantos do país. As prateleiras das lojas (sim, elas ainda existiam) estavam abarrotadas de lançamentos - a maioria deles lançados pela Megahard ou Hellion. As pessoas ainda compravam discos, os shows lotavam. Creio que ali, entre 2000 e 2005 tenha sido o período mais fértil do Metal brasileiro, obviamente estamos dando ênfase aqui para o Melodic/Power/Prog, bandas que se destacaram muito no cenário nacional - muitas delas inclusive fazendo parte do Brasil Metal Union (BMU). E ai, bateu a nostalgia? Alguém lembra de mais nomes dessa época?












segunda-feira, 30 de maio de 2016

Indicação da semana: North


Inovação, altruísmo, criatividade e disposição qualificam o grupo formado por Lucas Dodsworth Magnavita (Mithra - vocais e baixo), Brunno Salvatti (Baal - guitarra e backings), Marcelo França (Svarog - bateria) e Henrique Versiani (Versiani - guitarras). O nome North vem de uma lenda finlandesa em que a Aurora Boreal é a cauda de uma raposa que corre no céu. Uma banda nacional da cidade de Belo Horizonte que compõe músicas em inglês no gênero de Heavy Metal Experimental.


O grupo lançou recentemente seu primeiro EP, intitulado “Hermeneutics” A história do álbum fala sobre um apocalipse fictício que ao longo das seis músicas são satirizadas as formações e agrupamentos sociais e a devoração do homem ao divino.


CONTATOS
E-mail: northband2014@gmail.com 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lançamentos de 2016: o que vem por ai?

Vejam o que está previsto para ser lançado ainda esse ano!


Maio
Assassin – Combat Cathedral (SPV)
Brutus – Wandering Blind (Svart)
Buffalo Summer – Second Sun (UDR)
Death – Scream Bloody Gore Reissue (Relapse)
Edu Falaschi – Moonlight (Test Your Metal)
First Fragment – Dasein (Unique Leader)
Flotsam and Jetsam – Flotsam and Jetsam (AFM)
Green Death – Manufacturing Evil (EMP)
Gruesome – Dimensions Of Horror EP (Relapse)
In Mourning – Afterglow (Agonia)
Iron Savior – Titancraft (AFM)
Katatonia – The Fall Of Hearts (Peaceville)
Mars Red Sky – Apex III (Praise For The Burning Soul) (Listenable)
Pennywise – Nineteen Eighty Eight (Theologian)
Sanzu – Heavy Over The Home (Listenable)
Saosin – Along The Shadow (Epitaph)
Satyricon – Nemesis Divina 20th Anniversary Edition (Napalm)
Scar Of The Sun – In Flood (Scarlet)
Suidakra – Realms Of Odoric (AFM)
Terrorway – The Second (Bakerteam)
Vardis – Red Eye (SPV)
Virgin Steele – The House Of Atreus Act I & Act II Reissue (SPV)
Weekend Nachos – Apology (Relapse)
Wo Fat – Midnight Cometh (Ripple)
Architects UK – All Our Gods Have Abandoned Us (Epitaph)
Dead Till Dark – Dead Till Dark (Pavement)
Death Angel – The Evil Divide (Nuclear Blast)
Earthless / Harsh Toke – Acid Crusher / Mount Swan Split EP(Tee Pee)
Farflung – 5 (Heavy Psych Sounds)
Frost – Falling Satellites (Inside Out)
Gutter Instinct – Age Of The Fanatics (Prosthetic)
Honky – Corduroy (Housecore)
The Jelly Jam – Profit (Music Theories / Mascot)
Jim Breuer and the Loud & Rowdy – Songs From The Garage (Metal Blade)
Katalepsy – Gravenous Hour (Unique Leader)
Lacuna Coil – Delirium (Century Media)
Mortillery – Shapeshifter (Napalm)
Motorhead – Clean Your Clock CD/DVD (UDR)
Of Mice & Men – Live At Brixton CD/DVD (Rise)
The Order Of Israfel – Red Robes (Napalm)
Paul Gilbert – I Can Destroy (The Orchard)
Perish Lane – Breaking The Metaphor (Pavement)
Pro-Pain – Foul Taste Of Freedom Reissue (SPV)
Pro-Pain – The Truth Hurts Reissue (SPV)
Six Feet Under – Graveyard Classics IV: The Number Of The Priest (Metal Blade)
Suns Of Thyme – Cascades (Napalm)
Thrice – To Be Everywhere Is To Be Nowhere (Vagrant)
Withered – Grief Relic (Season Of Mist)

Junho
Attala – Attala (Shadow Kingdom)
Beartooth – Aggressive (Red Bull)
Candlemass – Death Thy Lover EP (Napalm)
Combichrist – This Is Where Death Begins (Out Of Line)
Cough – Still They Pray (Relapse)
Dark Funeral – Where Shadows Forever Reign (Century Media)
Dark Suns – Everchild (Prophecy)
Diamond Head – Diamond Head (Dissonance)
Die Krupps – Live Im Schatten der Ringe CD/DVD (AFM)
Four By Fate – Relentless (The End)
Heaven’s Cry – Outcast (Prosthetic)
Hellyeah – Unden!able (Eleven Seven)
If These Trees Could Talk – The Bones Of A Dying World (Metal Blade)
Jorn – Heavy Rock Radio (Frontiers)
The Melvins – Basses Loaded (Ipecac)
Nervosa – Agony (Napalm)
Poison Headache – Poison Headache (Metal Blade)
Poverty’s No Crime – Spiral Of Fear (Metalville)
Pro-Pain – Foul Taste Of Freedom (SPV)
The Schoenberg Automaton – Apus (Lifeblood / eOne)
Sleep Of Monsters – Sleep Of Monsters II: Poison Garden (Svart)
Sunn O))) – Nolife: Alive In Moscow 11 August 2015 (Southern Lord)
The Vision Bleak – Timeline: An Introduction To The Vision Bleak (Prophecy)
The Vision Bleak – The Unknown (Prophecy)
Volbeat – Seal the Deal & Let’s Boogie (Republic)
White Zombie – White Zombie: It Came From N.Y.C. Box Set (Numero Group)
Whitford / St. Holmes – Reunion (Mailboat)
Withem – The Unforgiving Road (Frontiers)
Yuth Forever – Skeleton Youth Forever (Prosthetic)
Zombie Ritual / Termination Force – Zombie Termination Split (HPGD)
Astronoid – Air (Blood)
Bat – Wings Of Chains (Hells Headbangers)
Deceased – Fearless Undead Machines Reissue (Transcending Obscurity)
Gozu – Revival (Ripple)
Jaded Heart – Guilty By Design (Massacre)
Letlive – If I’m The Devil… (Epitaph)
Rival Sons – Hollow Bones (Earache)
Saliva – Love, Lies & Therapy (Universal)
Scorpion Child – Acid Roulette (Nuclear Blast)
Sumac – What One Becomes (Thrill Jockey)
Vale Of Pnath – II (Willowtip)
Ayreon – The Theater Equation DVD/CD (Inside Out)
Blut Aus Nord / Aevangelist – Codex Obscura Nomina Split (Debemur Morti)
Converge – You Fail Me: Redux (Epitaph)
Gojira – Magma (Roadrunner)
Hammercult – Legends Never Die EP (SPV)
I See Stars – Treehouse (Sumerian)
Nails – You Will Never Be One Of Us (Nuclear Blast)
Pentagram – First Daze Here Reissue (Relapse)
Pentagram – First Daze Here Too Reissue (Relapse)
Red Hot Chili Peppers – The Getaway (Warner Brothers)
Stitched Up Heart – Never Alone (Another Century)
Swans – The Glowing Man (Young God / Mute)
Unlocking The Truth – Chaos (Tunecore)
Wayfarer – Old Souls (Prosthetic)
Wolves In The Throne – Diadem of 12 Stars Reissue (Artemisia)
Anderson / Stolt – Invention Of Knowledge (Inside Out)
Be’lakor – Vessels (Napalm)
The Browning – Isolation (Spinefarm)
Comet Control – Center Of The Maze (Tee Pee)
Dark Avenger – Tales Of Avalon: The Lament (Scarlet)
Dawn Of Disease – Worship The Grave (Napalm)
Denner / Shermann – Masters Of Evil (Metal Blade)
Earth Ship – Hollowed (Napalm)
Faithsedge – Restoration (Scarlet)
Kayo Dot – Plastic House On Base Of Sky (The Flenser)
Paradox – Pangea (AFM)
Secret Rule – Machination (Scarlet)
Shed The Skin – Harrowing Faith (Hells Headbangers)
Whitechapel – Mark Of The Blade (Metal Blade)

Julho
Chelsea Grin – Self Inflicted (Rise)
Fates Warning – Theories Of Flight (Inside Out)
Pain Of Salvation – Remedy Lane Re:visited (Re:mixced & Re:lived) (Inside Out)
Wolf Hoffmann – Headbangers Symphony (Nuclear Blast)
Asphalt Graves – The New Primitive (Vitriol)
Boris – Pink 10th Anniversary Deluxe Edition (Sargent House)
Defiled – Towards Inevitable Ruin (Season Of Mist)
Frameworks – Smother (Deathwish)
Gone Is Gone – Gone Is Gone (Rise)
Illdisposed – Grey Sky Over Black Town (Massacre)
Inter Arma – Paradise Gallows (Relapse)
Lord Of War – Suffer (Unique Leader)
Mephistopheles – In Reverence Of Forever (Willowtip)
Nonpoint – The Poison Red (Spinefarm)
Semblant – Lunar Manifesto (eOne)
Spellcaster – Night Hides The World (Prosthetic)
Switchfoot – Where The Light Shines Through (Vanguard)
Trick Or Treat – Rabbits’ Hill Pt. 2 (Frontiers)
Wolverine – Machina Viva (Sensory)
9Electric – The Damaged Ones (Another Century)
Blood Red Throne – Union Of Flesh And Machine (Candlelight/Spinefarm)
Castle – Welcome To The Graveyard (Van)
Mos Generator – Abyssinia (Listenable)
One Less Memory – The Memories Univited (Tattooed Millionaire)
Psalm Zero – Stranger To Violence (Profound Lore)
Scour – Scour (Housecore)
The Temperance Movement – White Bear (Fantasy)
Apocalyptica – Plays Metallica By Four Cellos Reissue (Harmageddon)
Black Crown Initiate – Selves We Cannot Forgive (eOne)
Defeated Sanity – Disposal Of The Dead / Dharmata (Willowtip)
Despised Icon – Beast (Nuclear Blast)
Despite – Synergi (Eclipse)
Karmakanic – DOT (Inside Out)
Killing The Messenger – Fuel To The Fire (EMP)
Numenorean – Home (Season Of Mist)
Periphery – Periphery III: Select Difficulty (Sumerian)
Revocation – Great Is Our Sin (Metal Blade)
Witherscape – The Northern Sanctuary (Century Media)
Ringworm- (Relapse)

Agosto
Bloody Hammers – Lovely Sort Of Death (Napalm)
Blues Pills – Lady In Gold (Nuclear Blast)
Carnifex – Slow Death (Nuclear Blast)
Tarja – The Shadow Self (earMusic)
The Pineapple Thief – Your Wilderness (Kscope)
Bayside – Vacancy (Hopeless)
Sabaton – The Last Stand (Nuclear Blast)
Imperium Dekadenz – Dis Manibvs (Season Of Mist)
Inquisition – Bloodshed Across The Empyrean Altar Beyond The Celestial Zenith (Season Of Mist)

Fonte: Loudwire.com

terça-feira, 17 de maio de 2016

Clipes animados

Por Pedro Humangous

É, eu sei. Os bons e velhos tempos de MTV se foram. Na era do Youtube, as bandas continuam apostando - e muito - na divulgação de seus vídeos profissionais. O videoclipe é a melhor forma de apresentarem seus trabalhos, tanto musicalmente quanto visualmente. Separei alguns que resolveram trabalhar seus vídeos em forma de desenho/animação, o que deixou tudo ainda mais interessante! E você, gosta desse estilo? Lembra de algum que deixei de fora? Divirtam-se!





















Mercado nacional: O que poderia ser lançado?

Por Pedro Humangous

Assim como eu, os grandes colecionadores de material físico ficam de olho em tudo que é lançado mundo afora, torcendo para que seja lançada a versão nacional. Afinal, com o valor alto do dólar, taxas de importação e a longa espera acabam desanimando quem pensa em importar. Entendo o esforço das gravadoras de trazerem o possível e principalmente aquilo que é rentável, mas infelizmente muita coisa fica de fora. Não irei listar os importantes lançamentos que jamais chegarão em terras brasileiras, pois a lista seria enorme. Gostaria de focar em três produtos que estão fazendo enorme sucesso lá fora e serve como apelo às gravadoras brasileiras para que pelo menos vejam a possibilidade de trazer esse material pra cá. 

Deathgasm - O Filme


Esse é um filme de 2015 onde dois adolescentes sem querer convocam uma antiga entidade do mal, aprofundando-se em magia negra, ao mesmo tempo em que tentam escapar de suas vidas mundanas. Fã de heavy metal, o garoto problema Brodie forma uma banda chamada DEATHGASM com seus amigos Zakk, Dion e Giles. Quando os rapazes da banda invadem uma casa, descobrem que um de seus ídolos, o músico recluso Rikki Daggers, vive lá. Daggers entrega a eles uma partitura mágica, a qual a banda toca e acaba invocando um poderoso demônio. A banda agora deve achar uma forma de derrotá-lo e retornar a paz à comunidade. Se liga no trailer:


Metalocalypse


Esse a maioria já conhece. Metalocalypse é um desenho animado exibido no Adult Swim criado por Brendon Small e Tommy Blacha. Conta a história da banda fictícia de Death Metal, Dethklok. Dethklok é uma banda que possui um nível de popularidade nunca atingida na realidade, ocupando a sétima colocação no ranking das maiores economias do mundo. Os membros fictícios são Nathan Explosion, Skwisgaar Skwigelf, Pickles The Drummer, William Murderface, e Toki Wartooth. Já estão na quarta temporada nos desenhos e já lançaram 4 álbuns musicais, além de excursionarem com grandes bandas pelos Estados Unidos. Vale mencionar que Gene Hoglan é o baterista nesse projeto.


Olha a intro animal!


Trecho de um episódio:


Vejam o nível de profissionalismo no som dos caras:


Brendon Small, o gênio por trás disso tudo, ainda criou um projeto paralelo chamado Galaktikon, vale a pena ouvir. Pra quem se interessar, a história completa se encontra aqui.


Ainda nesse tema, recomendo por último a Rock Opera chamada Dethklok A Doomstar Requiem - A Klok Opera. Simplesmente fantástico!


Assista completo aqui: 
https://www.youtube.com/watch?v=IgeYpcwq0U8&list=PL6exmqIoGiBxdsq5i_tnZoJIV-LzRAshi


Mr. Pickles


Mr. Pickles é uma série de tv animada, criada por Will Carsola & Dave Stewart para o canal Adult Swim. A série gira em torno da família Goodman e seu cachorro demoníaco, Mr. Pickles. Tommy Goodman, um garoto de 6 anos, e Mr. Pickles passam o dia fazendo travessuras em torno de Old Town em aventuras clássicas. Enquanto isso, sem o conhecimento da família (exceto do avô), Mr. Pickles guarda um segredo pra lá de sombrio. Apesar de não ter saído em DVD/Blu Ray ainda, já estão na segunda temporada. Acho válido negociar e trazer essa pérola para o Brasil. Lá fora já vendem camisetas, brinquedos, patches, etc.

Assista ao primeiro episódio legendado em português:


Se você também curte esse tipo de material, ajude-nos a chegar mais longe e torcer para que esse recado chegue aos responsáveis por lançamentos de material físico no Brasil. Agora é torcer!