segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Igorrr: Uma banda que merece ser ouvida!


Uma das bandas mais bizarras, divertidas, estranhas e talentosas do mundo! Se você ainda não conhece esse grupo francês, pode correr atrás de toda a discografia! É uma audição desafiadora!
Seu mais recente trabalho, "Savage Sinusoid", já está na minha lista de melhores do ano!
Confiram abaixo o making of do disco, dividido em 3 partes:



domingo, 30 de julho de 2017

Review: Havok – Conformicide


Por Pedro Humangous

Engraçado... um dia desses estávamos falando exatamente sobre bandas que praticam Thrash Metal hoje em dia e da dificuldade que elas tem de se reinventar – resenha da banda Warbringer publicada aqui no blog. Chega então ao mercado brasileiro o mais novo trabalho da banda americana Havok, “Conformicide”, o quinto disco na carreira. E não é que os caras deram um “up” no seu som? Parece que colocaram tudo o que existe de melhor no estilo, colocaram em um caldeirão e deixaram o caldo engrossar! Aqui você irá ouvir um pouco de Exodus, Megadeth, Testament, Revocation, Annihilator, além de inserções de Groove Metal, umas pitadas de Prog, enfim, modernidades e inovações inesperadas para o estilo. Muita gente acha que “Time is Up”, de 2011, é o melhor deles, mas após ouvir o novo álbum fica difícil decidir, acredito que este seja o “masterpiece” da banda! As letras estão mais ácidas, mais diretas ao ponto e não poupam quando o assunto é alfinetar e enfiar a faca na ferida. As letras falam sobre a realidade do mundo atual, política, guerras e religião. A arte da capa é simples, porém, tem muito a dizer, mostrando claramente que é necessário que as pessoas abram suas mentes, se livrem de pensamentos pré-determinados, que fujam do controle imposto pelos governantes e pela mídia. Ainda falando da arte, o encarte está simplesmente incrível, repleto de desenhos insanos que acompanham as letras. Com a entrada do baixista Nick Schendzielos (que também toca no Cephalic Carnage e Job For ACowboy), as músicas ganharam mais dinâmica, ficou com mais groove, mais técnica e mais divertido de ouvir. A mixagem deu um espaço extra e deixou as linhas do baixo bastante audível, fazendo toda a diferença nas composições e consequentemente no resultado final. Os vocais de David Sanchez também merecem destaque, estão raivosos, ensandecidos, rasgados na medida certa, misturando aquele Thrash com um toque de Black Metal – lembrando um pouco do Skeletonwitch. Gostei muito da criatividade do baterista Pete Webber e dos solos do guitarrista Reece Scruggs, ambos trouxeram bastante dinamismo às composições. O disco todo está incrível, com uma produção animal, destaque para as faixas “Hang ‘Em High”, “Intention To Deceive” e “Peace Is In Pieces”. Um álbum bem acima da média, altamente recomendado para os amantes do estilo em busca de novidades sem abrir mão da essência!


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Review: Tankard – One Foot In The Grave


Por Pedro Humangous

É isso mesmo, podem acreditar, a banda alemã Tankard está fazendo trinta e cinco anos de carreira e “One Foot In The Grave” é o décimo sétimo álbum na invejável discografia desses beberrões! Convenhamos, quem toca com paixão, exaltando o Thrash Metal e a cerveja, já merece nossos aplausos e admiração eterna! Como o próprio nome do disco já diz, estão com um pé na cova, parece que a banda está prestes a jogar a toalha – impossível pensar isso quando se ouve as novas músicas, repletas de energia, velozes e com fôlego de sobra – como conhecemos o bom humor dos caras, sabemos que trata-se apenas uma piada, trocadilho, blefe. A arte das capas deles nunca foi o ponto forte (mas, tem gente que gosta né...) e essa não foge à regra, bem tosquinha e pode até afastar alguns jovens apreciadores do Metal que por ventura ainda não conhecem esse tanque de guerra. Falando das músicas, esse é um dos discos mais agressivos, pesados e técnicos do Tankard, os riffs estão insanos, as músicas estão divertidas, os refrões estão ainda mais grudentos. A bateria usa da inteligência para misturar os momentos mais “metralhadora”, muitas viradas, abuso nos pratos e principalmente do bumbo duplo! Gostei muito das linhas vocais do Gerre, soam agressivos, porem saem com facilidade e leveza, um contraponto interessante. Estou boquiaberto com o estupendo trabalho de guitarras do Andi, seus riffs estão incrivelmente viciantes, os solos de arrancar a cabeça do pescoço – “One Foot In The Grave”, “Syrian Nightmare” e “Northern Crown” não me deixam mentir. Esse lindo lançamento ainda nos traz mais surpresas, o novo álbum é acompanhado de um disco bônus contendo doze faixas gravadas ao vivo no Rock Hard Festival 2016, trazendo um apanhado geral de sua brilhante carreira! Um registro histórico e imperdível, vale a pena ter na coleção! Vida longa aos mestres cervejeiros do Metal! 


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domingo, 16 de julho de 2017

Review: Dragonforce – Reaching Into Infinity


Por Pedro Humangous

O Dragonforce vem com uma dura tarefa nas costas, superar o grande momento que foi o auge com “Through The Fire And Flames”. Após a enorme repercussão mundial a banda ficou pressionada a sempre compor algo mais técnico, mais veloz e mais empolgante. O fato é que após a saída do seu vocalista ZP Threat, a banda se sentiu um pouco sem rumo, tentando se reencontrar. Demoraram a decolar novamente, foi esquentando com “The Power Within” e ganhou mais força em “Maximum Overload” (lançamento que na época marcou a saída do baterista Dave Mackintosh para a entrada de Gee Anzalone). “Reaching Into Infinity” traz mais uma vez a arte do brasileiro Caio Caldas ilustrando a capa, dando um toque de modernidade e aquele clima high tech que se apropriaram desde “Ultra Beatdown”. O novo trabalho está realmente mais empolgante e muito bem trabalhado, abusando de todos os ingredientes que os fizeram famosos, bateria ultra veloz, riffs absurdamente incríveis, teclados e mais teclados, refrãos pegajosos e de fácil assimilação. A fórmula se repete ano após ano, mas ainda funciona muito bem. Achei que a banda aqui está mais à vontade, mais entrosada, as músicas fluem com naturalidade e são todas muito boas, você ouve o disco completo sem aquela vontade de pular uma faixa ou outra. Os pontos fracos ficam por conta das letras, bobinhas e sem inspiração, trazendo mais do mesmo, além dos refrãos parecerem iguais a outras músicas deles mesmos, aquela sensação constante de déjà vu. O ponto forte fica para o peso extra que colocaram nas músicas, estão mais agressivas, flertando com o Prog e o Thrash – ouçam uma passagem em “Judgment Day” (quase Dream Theater) e a pancadaria em “War!”, gratas surpresas e inovações inesperadas. Destaques para “Ashes Of The Dawn” que me lembrou da fase inicial da banda e “Land Of Shattered Dreams” por sua velocidade e duelos de tirar o fôlego entre guitarras e teclados. Um ponto que vale mencionar é que a maioria das músicas foi composta pelo baixista Frédéric Leclercq, talvez por isso tenhamos sentido essa evolução no som da banda nos últimos anos. Nessa edição brasileira, temos um lançamento em digipack, lindíssimo, contendo duas faixas bônus e um DVD extra com três faixas gravadas ao vivo na Polônia no Woodstock Festival em 2016. Eles estão conseguindo se manter atrativos após tantos anos de estrada e com tanta concorrência pela atenção do ouvinte. Estão no rumo certo, me fazem querer ouvir mais e mais. Resumindo esse novo álbum, eu diria que é o trabalho mais homogêneo e maduro do Dragonforce, trazendo tudo aquilo que os fãs mais gostam e elementos novos que ninguém esperava!


Review: Heaven Shall Burn – Wanderer


Por Pedro Humangous

Quando bati o olho nessa capa, jamais imaginava que se tratava de um novo disco do Heaven Shall Burn, totalmente diferente do padrão que vinham apresentando em sua discografia. Fiquei intrigado, será que mudaram também o direcionamento de seu som? Após tantos anos juntos e sem mudanças na formação, é difícil esperar algo muito diferente do seu tradicional Melodic Death Metal (vi alguns loucos chamando a banda de Metalcore e Deathcore, mas esses dois estilos não fazem o menor sentido quando se fala do som do HSB). Uma coisa que sempre me incomodou nos álbuns deles foi a produção, o timbre das guitarras é sempre muito estridente, como se tivesse “treble demais”, fica aquele som artificial, atmosférico e espacial, tornando-se cansativo da metade pro fim. E aqui, infelizmente, nada mudou. “The Loss Of Fury” serve como uma “intro de luxo”, soturna e arrastada, alimenta-se de elementos do Black Metal, fator que podiam ter aproveitado melhor ao longo do disco. “Bring The War Home” vem na sequência com uma bateria forte, com um ar eletrônico, acompanhada de um baixo encorpado, descambando em um vocal poderoso e angustiado, embalado por guitarras secas e melódicas – gostei muito dessa composição, mas a mixagem deixou tudo meio estranho e desconfortável. Dá pra notar logo de cara que o Heaven Shall Burn ficou mais obscuro e mais moderno, as músicas estão mais carregadas e sinistras, mas ainda assim com sintetizadores e batidas de bateria mais modernosas e as criações da dupla de guitarras estão ainda mais acessíveis e melódicas (principalmente quando chegamos nos refrãos). O que mais gosto nesses caras é a ferocidade com que apresentam suas músicas, principalmente nos vocais, dando aquela sensação de urgência e ódio, tão apreciados pelos headbangers – essas músicas devem soar animais ao vivo! “They Shall Not Pass” volta a misturar o som eletrônico da bateria com muita melodia nas guitarras, soando como um filho entre o Arch Enemy e o Rammstein. “Downshifter” faz o nível subir e traz lembranças dos bons tempos de “Colony” do In Flames. “Prey To God” é extremamente agressiva graças à participação especial de George Fischer (vocalista do Cannibal Corpse) que deu mais diversidade e vida à música. O álbum segue na mesma linha, sem mexer muito no time que está ganhando, mas é nítida a perda de fôlego da metade pro fim, mesmo assim garantem a vitória e os três pontos. Destaque para o cover inusitado de “The Cry Of Mankind” do My Dying Bride, mostrando a diversidade do Heaven Shall Burn e suas influências. Poderiam, daqui pra frente, abusar mais dessas sonoridades (Black, Doom) e incorporar às suas composições, saindo um pouco da zona de conforto e, quem sabe, conquistar novos ouvintes. Um bom lançamento, entregando aquilo que os fãs esperam, sem variar muito daquilo que vem fazendo nos últimos anos. Pra quem curte e segue a banda, vale bastante a audição e aquisição!


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domingo, 4 de junho de 2017

Review: Dimmu Borgir – Forces Of The Northern Night


Por Pedro Humangous

Um dos mais esperados registros ao vivo de todos os tempos finalmente está disponível, de forma oficial, original e física! “Forces Of The Northern Night” circulou pela internet há alguns anos registrando a banda norueguesa Dimmu Borgir em uma apresentação magistral (aparentemente para um canal de TV), contendo um coral e orquestra completos, o que deu um clima soturno e uma dinâmica incrível ao show. Desde o álbum “In Sorte Diaboli” que o Dimmu vem investindo cada vez mais em uma sonoridade mais cinematográfica, mais orquestrada e cada vez menos Black Metal, apesar dele estar sempre presente. “Abrahadabra”, de 2010, foi o ápice dessa evolução, dessa transformação que a banda fez. Muita gente (e eu me incluo nesse grupo) passou a gostar mais da banda nessa nova fase, os fãs mais antigos não gostaram tanto do novo direcionamento. Mas o fato é que a banda continua ativa, experimentando sempre, inovando e se mantendo com grande exposição e renome mundial – na minha opinião, uma jogada inteligente, arriscada e certeira. Nesse lançamento, temos dois discos, sendo o primeiro quase que exclusivamente dedicado ao seu álbum mais recente – com exceção de “Eradication Instincts Defined” do “Death Cult Armageddon”, que ganhou uma brilhante versão orquestrada. As músicas, que já impressionavam no estúdio, agora, acompanhadas de 53 instrumentistas e 30 vocais de coral, ganham uma dimensão inimaginável, com uma produção impecável e surreal, tornando a apresentação bombástica e lendária. O som aqui está cristalino, super bem produzido, focando nos mínimos detalhes dessas marcantes composições. É claro que todas as músicas são fantásticas, mas fica impossível não elogiar e destacar as faixas em que somente a orquestra e o coral chamam os holofotes e tomam conta do show, são elas “Xibir” (que lindamente abre o disco 1) e “Dimmu Borgir” (uma versão sensacional de tirar o fôlego – eu gostaria de ter tocado isso na entrada do meu casamento). Já no segundo disco temos vários clássicos que percorrem boa parte de sua discografia, com destaques absolutos para “Progenies Of The Great Apocalypse” e a arrepiante “The Serpentine Offering” – uma das minhas favoritas, mas confesso que o ICS Vortex fez falta aqui, sua parte foi substituída pelo coral. “Forces Of The Northern Night” é uma experiência sonora e visual incrível (aguardem, pois o DVD contendo essa apresentação também será lançado em breve no Brasil!), traz o melhor do Dimmu Borgir, uma banda em seu auge, podendo mesclar sua fase mais antiga e tradicional com esses novos elementos que fazem com que a banda se torne única! Um trabalho altamente aguardado, impecável e obrigatório! Garanta o seu, somente 500 cópias foram feitas!


CD1
1. Xibir (Orchestra)
2. Born Treacherous
3. Gateways
4. Dimmu Borgir (Orchestra)
5. Dimmu Borgir
6. Chess With The Abyss
7. Ritualist
8. A Jewel Traced Through Coal
9. Eradication Instincts Defined (Orchestra)

CD2
1. Vredesbyrd
2. Progenies Of The Great Apocalypse
3. The Serpentine Offering
4. Fear And Wonder(Orchestra)
5. Kings Of The Carnival Creation
6. Puritania
7. Mourning Palace
8. Perfection Or Vanity (Orchestra)


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Review: Warbringer - Woe To The Vanquished


Por Pedro Humangous

Bom, precisamos começar falando dessas bandas de Thrash Metal moderno – ou da atualidade, como preferirem. As bandas que criaram o estilo, e são os grandes medalhões, ainda estão por aí, na ativa e lançando discos. Surgiu então a onda das “revival bands”, que tentaram emular a sonoridade dos anos 80, criando novos álbuns baseados em bandas que fizeram sucesso nessa década – e convenhamos, funcionou muito bem. Não preciso citar nomes, vocês conhecem todos na ponta da língua. Como se não bastasse, surgiu então a onda das bandas que fazem Thrash mais moderno, mais atual, abusando da tecnologia à nossa disposição para criarem discos incríveis, impactantes e nervosos, mas ainda assim mordendo no calcanhar de seus ídolos, criadores do estilo. Então fica a pergunta no ar: o Thrash Metal está estagnado? Está fadado a se autocopiar para sempre em um loop infinito? Quais bandas atuais vêm à sua mente quando falamos de Thrash hoje em dia? Havok, Evile, Angelus Apatrida, Municipal Waste, Toxic Holocaust, Vektor, etc. Obviamente cada uma tem seu tempero, mas todas soam quase que iguais, sempre calcadas em outras como Exodus, Kreator, Sodom, Destruction, Testament, entre outras. E isso é ruim? Não necessariamente, mas quis deixar esse texto introdutório como reflexão.


“Woe To The Vanquished” é o quinto álbum dos americanos do Warbringer, trazendo uma temática interessante (porém clichê – Guerra Mundial) e uma maravilhosa arte para capa, feita pelo renomadíssimo Andreas Marshall. Talvez por terem nascido em terras norte americanas, suas maiores influências estejam na Bay Area, sentimos o cheiro de Exodus (principalmente na estrutura dos vocais) e Testament (vários momentos do instrumental) por toda a parte. Mesmo assim, consigo notar grandes similaridades com o Destruction e Kreator, mostrando que a escola alemã também teve sua força na formação desses jovens. Interessante como conseguiram imprimir um ritmo variado ao disco, fazendo transições imperceptíveis entre a velocidade extrema e momentos mais cadenciados, sem perder impacto (“Spectal Asylum” é um belo exemplo disso). A primeira parte do álbum é mais porrada, mais rápida e direta, reservando a técnica e riffs mais intricados para a segunda parte, temos inclusive a última faixa com mais de 11 minutos (isso mesmo, uma faixa de Thrash com mais de 11 minutos de duração!), uma jogada ousada e desafiadora, mas que funcionou muito bem. “When The Guns Fell Silent” traz de tudo um pouco, introdução lenta com narrações, passagens de baixo isolado, riffs com guitarras gêmeas, solos, dedilhados de guitarra, enfim, uma música bastante variada e surpreendente. E isso responde muita coisa que mencionei acima, sobre inovar e trazer novos sabores ao surrado Thrash Metal – pontos extras ao Warbringer. “Divinity Of Flesh” é uma das minhas favoritas, abusando das guitarras dobradas, seu riff inicial é matador e viciante, flertando abertamente com o Melodic Death Metal, técnica apurada (que me lembrou um pouco de Trivium com Revocation), tudo isso fez com que esse fosse o ponto alto do disco, uma das melhores da banda até o momento. “Woe To The Vanquished” sai da zona de conforto, experimenta um pouco mais e ganha meu respeito exatamente por essa ousadia, pela necessidade de mostrar algo novo, mesmo que não seja nada espetacularmente fora da curva, mas trouxe de volta minha vontade de ouvir o bom e velho Thrash Metal. Olhos e ouvidos abertos ao que o Warbringer ainda pode nos trazer no futuro. 


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domingo, 21 de maio de 2017

Review: Ex Deo – The Immortal Wars


Por Pedro Humangous

Não vou negar, eu gosto desses projetos paralelos, formação de supergrupos. Em sua maioria, são criados novos e grandiosos trabalhos que vão além da sonoridade usual das bandas, digamos, tradicionais. “The Immortal Wars” é o terceiro lançamento do projeto paralelo dos membros da banda Kataklysm, capitaneado por Maurizio Iacono (vocalista). A temática escolhida dessa vez foi a história de Hannibal, um jovem destemido, conhecido por desafiar a supremacia romana utilizando-se de gigantes elefantes africanos. O Death Metal sinfônico ganhou aqui ainda mais potência e está ainda mais pomposo, cinematográfico e grandioso! Tudo soa mais épico, agressivo e super melódico. O veneno foi concentrado em apenas oito faixas (sendo “Suavetaurilia” uma vinheta) não chegando a quarenta minutos de música. Pra mim, isso foi um ponto positivo, pois torna o álbum mais conciso, mais impactante e menos cansativo. “The Rise Of Hannibal” já mostra rapidamente o cartão de visitas, com um riff atmosférico e um andamento mais lento, a faixa soa como um exército antigo marchando para a batalha. As partes orquestrais dão um clima fantástico, com destaque para as trombetas e camadas de teclados que preenchem todos os espaços possíveis e dão mais dinâmica às composições. Maurizio dá um show à parte, uma performance inspirada em todas as músicas, seja com suas narrações no meio das músicas (feito um grito de guerra ou discurso de um líder para seu povo), seja com seus incríveis vocais guturais rasgados tão característicos. “Hispania (Siege Of Saguntum)” se utiliza de mais velocidade e riffs beirando o Black Metal, mais no estilão do atual Dimmu Borgir, e de passagens lindas de teclado que lembram construções do Borknagar. “Crossing The Alps” também possui linhas de guitarras muito interessantes e extremamente viciantes, vocais variados e um solo fantástico, tornando-se uma das minhas favoritas. “Cato Major: Carthago Delenda Est!” vem na sequência com bastante impacto e poder de fogo, lembrando um pouco o som do Septicflesh, assumindo um lado mais sombrio sem deixar de lado a beleza das orquestrações, sempre muito bem encaixadas. As três últimas seguem a mesma fórmula, cada uma com sua essência, mas todas bombásticas, exacerbando suas grandiosidades. O encarte é maravilhoso, repleto de figuras que exemplificam o que as letras retratam, além da belíssima arte da capa, feita pelo experiente Eliran Kantor (trabalhou com bandas como Kreator, Testament, Soulfly, etc). “The Immortal Wars” se mostra um álbum muito bem trabalhado, surpreendente e muito superior a muita coisa que é lançada atualmente – quase superando sua banda principal, o Kataklysm. Um dos destaques do ano quando o assunto é música extrema e de qualidade, não deixe de ouvir!


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Review: Wael Daou – Sand Crusader


Por Pedro Humangous

Os tempos de revista digital Hell Divine me trouxeram grandes presentes ao longo dos cinco anos em que mantivemos a publicação ativa. Uma delas foi ter conhecido o trabalho do Wael Daou. Não me esqueço do dia em que uma pessoa entrou em contato comigo através da página da revista no Facebook perguntando se podia enviar um CD de um amigo seu, que morava em Belém do Pará. Achei aquilo incrível e como nunca negamos material de ninguém, fiquei na expectativa aguardando chegar o tal álbum, sem sequer saber do que se tratava. Para a minha surpresa, me deparei com o, até então, desconhecido “Ancient Conquerors”. Um trabalho com seis músicas, todas voltadas para as guitarras e para o instrumental, já demonstrando um músico diferenciado, com boas ideias e um bom gosto enorme quando se tratava de música, tanto na parte estética/visual, quanto o cuidado com a qualidade sonora. Alguns anos se passaram e mantive um contato próximo com o Wael, acompanhando de perto todas as fases de composição do novo material, dando dicas, acompanhando as demos em primeira mão, a seleção dos músicos, a escolha das artes, enfim, estive imerso em “Sand Crusader” desde seu embrião. E me dá um orgulho enorme ter esse disco em mãos, um digipack triplo maravilhoso, luxuoso, feito com o maior carinho e dedicação do mundo. No primeiro CD temos sete músicas novas – iremos falar delas a seguir – no segundo CD temos novas e melhoradas versões das músicas lançadas no “Ancient Conquerors” e o terceiro disco é um DVD contendo as versões animadas de todas as faixas além de três playthroughs animalescos! Todas das músicas ganharam uma arte exclusiva; todo o material gráfico foi feito pelo renomado Gustavo Sazes, que deu um brilho a mais nesse lançamento. Pra quem ainda não conhece o Wael Daou, estamos falando de um guitarrista experiente, ultra técnico, com um senso de melodia apurado, navega com facilidade pela música extrema, pelo prog, abusando de fortes características da música Libanesa (sua descendência). As oito cordas usadas por ele dão o peso necessário às composições, trazendo bastante agressividade, sem deixar de lado as lindas partes mais leves e trabalhadas. Sim, seu foco principal são obviamente as guitarras, dando bastante destaque ao instrumental, mas não se engane achando que é só isso, “Sand Crusader” traz várias faixas com vocais extremos, como são os casos de “Scourge Of Humanity” e “Thorns Of Joy”, além de vocais limpos em “Sand Crusader”. A estrutura das músicas me remeteu a várias coisas bem interessantes como The Haarp Machine, The Faceless, Jeff Loomis, Dream Theater. A grande sacada do Wael foi misturar diversos momentos e essências dentro de suas composições, dando mais dinâmica e empolgação a cada nova audição. São tantos elementos, tantas notas, camadas de teclado, que são necessárias várias audições para assimilar a proposta. Mesmo assim, trata-se de um álbum de fácil digestão, é extremamente viciante e convidativo. Como explicar, por exemplo, o clima tenso criado pelos sintetizadores e trompetes na faixa “The Awakening I”? Uma energia sombria lembrando momentos de Dimmu Borgir, Septicflesh e Behemoth, com uns solos inspiradíssimos lembrando a linha de compor de John Petrucci – coisa de outro mundo! Wael Daou é nível internacional, é fora do comum, é algo que todos precisam ouvir. Definitivamente é esse tipo de maturidade que quero ver crescer no cenário da música pesada no Brasil, é o tipo de som que buscava e finalmente tenho em mãos. Certamente um dos maiores destaques do ano, top 5 fácil!


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domingo, 14 de maio de 2017

Review: Suicide Silence – Suicide Silence


Por Pedro Humangous

Eu esperei bastante para ouvir e escrever sobre esse disco. Sempre fui criticado por curtir Deathcore, pois aparentemente era um estilo da moda. E realmente ele teve seu momento, onde bandas do mundo inteiro embarcaram nessa onda, infestando e desgastando o gênero. Parece que ultimamente ninguém mais quer ser taxado de Deathcore, as bandas mais tradicionais, que praticamente criaram o estilo, resolveram seguir rumos diferentes e simplesmente fugirem do rótulo. Algumas se deram bem, criaram coisas interessantes, outras – talvez – foram longe demais e se afastaram do propósito. Após a trágica morte de seu vocalista, Mitch Lucker, o Suicide Silence recrutou o vocalista da banda All Shall Perish, Eddie Hermida. Até então, achei a ideia genial, afinal sua banda anterior era muito boa e sua competência vocal é indiscutível. Acontece que, com esse novo álbum autointitulado, as coisas mudaram drasticamente, não estamos sequer falando da mesma banda que lançou pedradas como “No Time To Bleed” e “The Black Crown”. Esse trabalho mais recente se liberta das correntes e se mostra como uma nova criatura, geneticamente modificada, disposta a devastar tudo o que estiver pelo seu caminho – mesmo que isso signifique sua própria reputação. Sinceramente é até difícil digerir e entender o que a banda pretendeu ao compor e lançar essas novas músicas. Temos um misto de esquisitices de Korn com Deftones, um Nu Metal modernoso, viajante, melancólico e em alguns momentos agressivo. Acontece que essa transição sonora não foi suave, muito pelo contrário, foi repentina, sem aviso e até assustadora. Fãs de carteirinha não esperavam por isso e não à toa o disco foi massacrado pela crítica especializada e pelo público. Eu ouvi esse disco diversas vezes e até agora não me decidi se gostei ou odiei, os sentimentos estão confusos e misturados. Talvez se fossem uma banda nova, lançando seu primeiro trabalho, tivéssemos aceitado melhor. Mas vindo do Suicide Silence, com toda sua história por trás? Acho que não. Julgar e apontar o dedo exclusivamente para o Eddie possa ser exagerado demais, afinal, temos ainda quatro membros da formação original que também decidiram seguir por esse caminho. Algumas coisas são interessantes como as caóticas “Hold Me Up Hold Me Down” e “Don’t Be Careful You Might Hurt Yourself”. Os riffs de “Doris” também são incríveis, os vocais limpos no meio que deixam a desejar. Dá pra curtir alguma coisa aqui afinal? Sim, tem bastante coisa interessante, desde que não se compare com os trabalhos anteriores. Simplificando as coisas, o jeito é fingir que esse álbum não aconteceu na carreira do Suicide Silence e esperar que voltem aos trilhos no próximo lançamento. 


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Review: Stratovarius – Visions Of Europe – Live


Por Pedro Humangous

Sempre que coloco algum disco do Stratovarius pra tocar, o saudosismo bate a minha porta. Uma das primeiras bandas que ouvi quando comecei a gostar de Heavy Metal. Discos como “Episode” e “Visions” simplesmente faziam minha cabeça pirar na época. Em 96 e 97, quando esses álbuns foram lançados, ainda não tínhamos uma internet consolidada no país, não tínhamos acesso a praticamente nada e quando surgiu o “Visions Of Europe”, em 98, foi a primeira oportunidade que tivemos de ouvir os finlandeses ao vivo. E que registro magistral! A qualidade sonora desse material é incrível, você realmente se sente como se estivesse grudado na grade, com o baixo e a bateria batendo no seu peito, escutando cada palhetada das guitarras e o fôlego do vocalista se esvaindo a cada agudo desferido. Os teclados somados ao som cristalino do público nos faz imaginar um ginásio lotado de fãs, afinal, estamos falando da época de ouro do Stratovarius – e que atmosfera incrível podemos sentir! Esse relançamento comemora os 30 anos de sucesso da banda e conta com dois CD’s trazendo simplesmente o melhor que já fizeram, clássico atrás de clássico, executados com maestria, totalizando 16 faixas gravadas em duas inesquecíveis noites, uma na Grécia, outra na Itália. Esse álbum ganhou uma maravilhosa remasterização e uma nova arte para a capa – ambas as melhorias deram ainda mais poder ao trabalho (convenhamos, a arte anterior era uma bela porcaria). A banda na época estava em seu auge, executando suas músicas com extrema perfeição, com potência e técnica apurada, sem soarem mecânicos demais, aliás, um ponto positivo desse álbum é a energia orgânica que ele transmite. E o track list? Precisamos mesmo falar dele? Simplesmente perfeito, com absolutos destaques para “Forever Free”, “Father Time”, “Speed Of Light” e “Black Diamond”. A linda mixagem deixou tudo absurdamente audível, ainda fico embasbacado com a precisão de Jörg Michael na bateria, a sutileza notável de Jens Johansson nos teclados, o baixo pulsante de Jari Kainulainen, as cortantes guitarras de Timo Tolkki e os vocais insanos de Timo Kotipelto – que formação! O encarte vem com notas adicionais, todas as letras e fotos da época, tudo muito legal! Não há mais o que dizer de um relançamento desse nível, é simplesmente imperdível e imprescindível em qualquer coleção! É um disco para ouvir para sempre e mostrar para os netos como as músicas de verdade eram feitas! 


TRACK LIST 

CD1 
1. Intro 
2. Forever Free 
3. Kiss Of Judas 
4. Father Time 
5. Distant Skies 
6. Season Of Change 
7. Speed Of Light 
8. Twilight Symphony 
9. Holy Solos 

CD2 
1. Visions 
2. Will The Sun Rise? 
3. Forever 
4. Black Diamond 
5. Against The Wind 
6. Paradise 
7. Legions

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domingo, 16 de abril de 2017

Review: Immolation – Atonement


Por Pedro Humangous

É interessante ver como a Nuclear Blast tem apostado suas fichas no mercado da música mundial. A variedade de lançamentos da gravadora impressiona pela diversidade de estilos, investindo em nomes consolidados e em nomes ainda pouco conhecidos. E aqui no Brasil nós temos o privilégio de ter a Shinigami Records que surfa na mesma onda, trazendo material inesperado e de qualidade às prateleiras brasileiras – quem ganha com isso são os headbangers colecionadores de material físico, que mantém esse mercado vivo. O Immolation, desde seu surgimento com “Dawn Of Possession”, em 1991, pouco mudou em sua sonoridade e dificilmente desapontou em algum lançamento. Uma banda muito linear, coesa e precisa, entregando aquilo que se propôs a fazer e certamente aquilo que seus fãs desejam ouvir. Em um mundo cheio de inovações, o Immolation prefere se manter na tradição, sem grandes invenções ou modismos. É claro que, após 25 anos de estrada, os caras deram uma mexida aqui e ali, evoluíram como músicos e se utilizaram das novas tecnologias que foram surgindo – e o exemplo disso é a excelente qualidade de produção e gravação desse material. Mesmo sendo um Death Metal brutal, é incrível como podemos ouvir com clareza cada instrumento, tudo muito bem equalizado e mixado à perfeição. A maravilhosa arte da capa, feita pelo experiente Par Olofsson, deu ainda mais impacto e destaque à “Atonement”, esse que é o décimo disco na carreira dos americanos – detalhe para o velho logotipo que finalmente retorna às capas da banda após ter sido utilizado somente nos dois primeiros álbuns. Formada por Ross Dolan (vocais e baixo), Robert Vigna (guitarras), Alex Bouks (guitarras) e Steve Shalaty (bateria), cada membro desempenha absurdamente bem seu papel na banda, extremamente técnicos e criativos, juntos compuseram onze faixas do mais puro e avassalador Metal da Morte. É legal, pois souberam dosar muito bem as partes mais velozes, repleta de blast beats e riffs de entortar o pescoço, com momentos mais obscuros, arrastados, quase Doom. Essa alternância deu mais dinâmica ao disco, deixando a audição menos cansativa e mais interessante após seus quase quarenta e cinco minutos de duração no total. Destaque para os vocais, ultra cavernosos, mas ainda assim totalmente compreensíveis, que lembraram bastante o personagem da banda Dethklok (Nathan Explosion). Mesmo se tratando de músicas agressivas, as composições do Immolation conseguem ser facilmente digeridas e se tornam acessíveis aos ouvidos em poucas audições – como pode ser notado na faixa “Lower”, por exemplo. Os solos e os riffs também merecem nota, pois estão todos inspiradíssimos e de tirarem o fôlego, dá pra notar que foram muito bem pensados e trabalhados. Minhas favoritas nesse álbum são “The Distorting Light”, “Thrown To The Fire” e “Destructive Currents”, uma trinca surrealmente assustadora e viciante! Em vários momentos sentimos a energia do Death Metal clássico dos anos 90, mas ao mesmo tempo é possível notar o lado mais moderno da banda, tudo passeando com naturalidade dentro da mesma música. Obviamente, com uma história fantástica dentro do Heavy Metal, seria injusto comparar “Atonement” com seus primórdios, porém, é justo dizer que se trata de um dos melhores discos da carreira do Immolation! Obra prima do estilo com imprescindível audição!


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domingo, 9 de abril de 2017

Review: Overkill – The Grinding Wheel


Por Pedro Humangous

Com uma discografia extensa e uma carreira sólida, fica complicado avaliar o lançamento de uma banda com mais de 30 anos de estrada e 18 discos gravados. O que mais o Overkill precisa provar? É fato que pouco experimentaram em seus álbuns, mantendo praticamente a mesma fórmula durante todos esses anos – o que pra muitos é um bom sinal. Apesar de gostar muito deles, confesso que dei uma distanciada do seu som nos últimos dez anos, deixei de ouvir o “Ironbound”, “The Electric Age” e o “White Devil Armory”, só passando o ouvido uma ou duas vezes em cada, assim que foram lançados, mas foi só.  Não que sejam discos ruins, muito pelo contrário, são excelentes trabalhos, só não me chamaram a atenção como antes – afinal, são tantas bandas lançando material legal que fica difícil acompanhar tudo. Falando finalmente do “The Grinding Wheel”, lançado agora em 2017, ele já apresenta um incrível cartão de visitas, a linda arte da capa feita pelo renomado Travis Smith (fez capas para o Opeth, Nevermore, Death, etc). Sobre o som, uma paulada certeira atrás da outra, um Thrashão nervoso, classudo, pesado e veloz! Incrível como a voz do Bobby continua a mesma, intacta – eu diria inclusive que está melhor do que antes, em sua melhor fase. Gostei bastante do timbre do baixo, dos insanos e viciantes riffs de guitarra e principalmente da técnica e rápida bateria - a mixagem do experiente Andy Sneap deixou tudo perfeito, dando pra ouvir cada detalhe, principalmente dos pratos e bumbo. Em termos gerais, o Overkill continua o mesmo, mas adicionando detalhes novos aqui e ali, como a dose extra de melodia em “Our Finest Hour”, o lado mais cadenciado e Doom em “Shine On” e a última, que leva o mesmo nome do álbum, com seus quase oito minutos de duração. Um ótimo disco de ponta a ponta, sem surpresas, sem grandes altos e baixos, um trabalho bastante homogêneo, repleto de boas e honestas composições. Podem não ser os mais inovadores, mas são os poucos que ainda mantém a bandeira do verdadeiro Thrash Metal levantada, flamulando com orgulho o estilo que tanto amamos! 


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Review: Once Human – Evolution


Por Pedro Humangous


O tempo passa e a tendência é que as coisas evoluam, é inevitável, é normal. E esse fator vem acontecendo – quer você goste ou não – com o Heavy Metal. As bandas estão em constante mudança, se aprimorando, experimentando coisas novas e criando sonoridades distintas. É claro, sempre teremos espaço para o clássico, as bandas consagradas continuam existindo e até outras novas surgem fazendo um som calcado no tradicional de anos atrás. Porém, não podemos fechar os olhos e ouvidos para a enxurrada de novas formações trazendo um som totalmente moderno, com guitarras lotadas de cordas, afinações baixas e aquela inconfundível camada de sintetizadores que geram um clima sombrio e atmosférico às composições. O Once Human é uma banda formada nos Estados Unidos, formada em 2014 por Logan Mader, ex-guitarrista das bandas Soulfly e Machine Head, e “Evolution” é o segundo disco na carreira. Como mencionado acima, o grupo pratica um som ultra moderno, um Melodic Death Metal que flerta com o Djent, passeando pelo Thrash, Death e Groove Metal. O “Core” dá as caras nos breakdowns e nas paradinhas mortais no meio das músicas, aliado ao clima obscuro criado pelos teclados e guitarras dissonantes. O timbre das guitarras está absurdamente pesado, somado ao baixo cavalar, os inteligentes e criativos riffs ganham ainda mais força e o headbanging é completamente inevitável. Os solos também ganharam espaço e agregaram bastante às músicas, deixando-as ainda mais completas e diversificadas. A bateria nervosa empolga bastante, principalmente pelos tempos quebrados, utilização incessante dos pratos e dos impressionantes pedais duplos que fuzilam seus ouvidos. Os vocais da bela Lauren Hart são, ao mesmo tempo, o ingrediente principal da receita e a cereja do bolo. Um gutural cavernoso, potente e muito bem encaixado ao instrumental, a moça simplesmente detona, dando muita personalidade ao som do Once Human. Ao ouvi-la, duas bandas me vieram à mente: Heaven Shall Burn e Arch Enemy. A maravilhosa arte que estampa a capa foi feita pelo famoso Seth Siro Anton e a masterização ficou a cargo do Jens Bogren, no Fascination Street Studios, ou seja, a banda se preocupou em entregar o melhor trabalho possível ao acirrado e cada vez mais exigente mercado da música pesada. Tente sair um pouco da sua zona de conforto e tente ouvir coisas novas, bandas como essa podem te surpreender!


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Review: Skinlepsy - Dissolved


Por Augusto Hunter

Os paulistanos do Skinlepsy retornam, depois de um hiato de 4 anos do lançamento de “Condemning The Empty Souls”, a banda nos presenteia com esse petardo que é “Dissolved”. Eles apostaram em um Thrash Metal completamente brutal, pesadíssimo, com passagens maravilhosas e melodias muito bem estruturadas. As músicas estão com uma agressividade incomparável. Os instrumentos do disco foram gravados, mixados e masterizados no Estúdio 44 em São Paulo e a gravação do vocal foi no Estúdio Dual Noise, também em São Paulo. Na parte técnica da gravação, mix e masterização, nada a reclamar, todos os instrumentos soam perfeitos em sua audição, conseguimos captar todos eles com tranquilidade, deixando as músicas ainda mais ricas e de fácil discernimento. Falando das músicas, o disco abre com “Perfect Plan”, um som no mínimo estúpido, uma porrada sem limites, o riff principal da música é grudenta, denota aquele Thrash clássicão que estamos acostumados a ouvir, mas ao começar a música, a brutalidade do vocal de André Grubber muda tudo, mostrando ainda mais violência e grosseria na banda, passagens cadenciadas nos refrãos e porrada comendo solta na música inteira, com direito a uma passagem de blast beat (“gravity style”) e tudo pelo baterista Evandro Junior, coisa linda, e as guitarras de André e Leonardo Melgaço destruindo tudo, muito bom! Essa música dá o tom do que você poderá ouvir durante todo o disco, pancadaria geral, tudo com um bom gosto incrível, o baixo foi gravado pelo próprio André Grubber e como ele tem essa escola de guitarra, temos um baixo cobrindo todo o som e deixando a cozinha muito mais bonita. Vale citar que as nove faixas inéditas do disco falam sobre temas bem atuais, como terrorismo, guerras, a insanidade humana e mesmo a deterioração do ser pelas drogas (esse tema abordado na faixa título do disco “Dissolved”). A décima faixa é uma regravação de “Murder”, música do Siegrid Ingrid, banda de Thrash Metal em que André Grubber (guitarra e vocal) e Evandro Junior (bateria) ainda faziam parte. No mais, o que eu tenho a dizer sobre esse disco é que ele mostra e prova que o Metal Nacional tem representantes incríveis correndo atrás e lançando material de qualidade, como sempre, sem deixar a dever em nada para qualquer grande banda de fora do país, então corram atrás e adquiram a sua cópia, pois vale a pena ter esse petardo em casa.


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Precisamos falar sobre o Fabio Lione


Já tive a oportunidade de comentar isso antes em outras matérias e resenhas, mas volto a dizer, o Melodic/Power Metal foi minha porta de entrada para o Heavy Metal - e acredito que tenha sido a de muita gente também. Ainda no fim da adolescência, eu pirava com as bandas do estilo - hoje são os verdadeiros medalhões, bandas consagradas (Blind Guardian, Hammerfall, Rhapsody, etc).

Sim, sabemos que o estilo teve seu ápice e acabou enjoando de tanta banda nova que surgia fazendo o mesmo som. E então houve a queda, a falta de credibilidade e por fim os fãs meio que deixaram o estilo de lado um pouco. Eu sempre gostei e nunca deixei de ouvir, sempre procurando bandas novas dentro do estilo. Eis que navegando pelo youtube, vendo vídeos aleatoriamente, fui clicando nos vídeos relacionados (aqueles sugeridos do canto direito) e percebi uma coisa incrível: o Fabio Lione está POR TODA PARTE! 

Pra não dizer que estou mentindo, separei "alguns" vídeos de bandas que contam com sua participação nos vocais. E tudo é recente, trabalhos lançados há no máximo 6 anos. Muita coisa boa, muita coisa ruim. Mas o que mais impressiona é a quantidade de trabalho que esse cara tem participado nos últimos anos! Seu talento é indiscutível. Só tenho medo de no meu aniversário, quando cantarmos o "parabéns", ele aparecer para uma participação especial. Já até visualizei o logotipo "Happy Birthday Of Fire".