terça-feira, 1 de novembro de 2016

Optical Faze: Novo álbum a caminho!



É chegada a hora! Após 4 anos de silêncio, é o momento de um novo opus! Com o bem-sucedido lançamento de “The Pendulum Burns” e a ótima recepção da mídia especializada, a base de fãs do Optical Faze não parou de crescer desde então. Depois de explorar o Brasil através de grandes shows, é hora de descer do palco e entrar em estúdio. A parte mais legal disso tudo é que você pode fazer parte desse novo e grandioso projeto chamado "Unconquered Self", o novo álbum da banda, previsto para 2017.

O grupo está lançando um crowdfunding para arrecadar a verba de toda essa produção do disco e sua ajuda será de extrema importância! Agora é tudo ou nada! A ação já conta com profissionais renomados para a gravação das novas composições, um incrível artista gráfico, ações beneficentes e, é claro, prêmios aos participantes!

Conheça tudo sobre o projeto e participe desse momento histórico para a banda, construindo mais um pedaço desse gigante que é o Metal Nacional!

Acesse: https://www.kickante.com.br/campanhas/optical-faze-unconquered-self

domingo, 30 de outubro de 2016

Review: Perc3ption - Once And For All


Por Pedro Humangous


Mesmo com todas as adversidades, rochas no caminho, o Metal brasileiro felizmente insiste em permanecer vivo, lutando pela vida. A banda paulista Perc3ption é um desses representantes do que de melhor temos no cenário nacional. Após o bom “Reason And Faith”, lançado há três anos, a banda retorna renovada e com um novo trabalho no mercado, estamos falando de “Once And For All”. Logo de cara, gostei muito da escolha das cores escolhidas para a arte da capa, tons de branco e azul, bem diferentes do comum – méritos para o baixista Wellington Consoli. Assim como o disco anterior, a banda resolveu contar com a ajuda de Edu Falaschi, que aqui atuou na pré-produção (a produção final ficou a cargo do próprio guitarrista da banda, Glauco Barros). Dois fatores que me chamaram bastante a atenção foram a excelente qualidade da gravação e as orquestrações usadas. O som está cristalino, potente e com todos os instrumentos muito bem timbrados, bem mixados. Os teclados são usados de forma inteligente e sutis, mas fazem toda a diferença. Outro ponto positivo são as linhas de baixo, fugindo do ponto comum e estalando alto na gravação, deixando o som ainda mais impactante. As guitarras ditam o ritmo do álbum e estão com o peso na medida certa, abusando de técnica e feeling, sem esquecer o senso melódico que o estilo pede. Aliás, o estilo escolhido aqui foi super acertado, uma mistura saudável de Melodic/Power/Heavy/Prog, lembrando bandas como Evergrey, Almah, Mob Rules e um pouco de Orden Ogan. As composições soam maduras, viciantes e bem construídas, segundo a segundo, com refrões grudentos – parece mesmo como uma banda veterana e internacional. Um trabalho atual, cheio de personalidade, unindo o peso e a melodia de forma ímpar, cativando o ouvinte do começo ao fim! Não deixe de ouvir, essa pode ser sua nova banda brasileira favorita!


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Review: Hard:On - Hard:On


Por Pedro Humangous


Estilo pouco explorado por bandas brasileiras, o Hard Rock mais voltado pro Glam (vulgarmente chamado de Metal Farofa), possui uma base fiel de fãs mundo afora. E a verdade é que ele diverte mesmo, um som empolgante, de fácil acesso e sem muita firula, as bandas que seguiram essa fórmula obtiveram muito sucesso na década de oitenta. Agora, quase quarenta anos depois, estamos revivendo essa fase glamorosa, com bandas resgatando a sonoridade pervertida e divertida, trazendo o cheiro de bebidas alcóolicas, gasolina e mulheres! A banda Hard:On manda muito bem no som que fazem, tudo bem composto, bem encaixadinho e devem tocar o terror ao vivo. A gravação aqui não ajudou muito, pois ficou um pouco abafada, enterrando as guitarras, dando uma pequena embolada nos demais instrumentos – mas calma, isso não tirou o brilho das músicas. Outro ponto que poderiam ter dado mais atenção foi a parte gráfica, a capa e o encarte são muito simplórios – hoje em dia, com tanta banda no mercado brigando pela atenção do ouvinte, esses são pontos essenciais. No mais, todas as músicas são boas, velozes, ótimas para colocar no carro e pegar a estrada ou animar uma noite agitada e cheia de bebida. Com um belo mix de Hard/Glam/AOR, o grupo transita entre um Guns e Motley Crue, com bastante personalidade e energia própria. Melhorando os pontos supracitados, a banda tem grandes chances de alcançar um público maior e se tornar referência no estilo. Por enquanto, um bom e divertido trabalho!


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domingo, 16 de outubro de 2016

Review: Soilwork - Death Resonance


Por Pedro Humangous

A máquina sueca chamada Soilwork simplesmente não fica parada! Após o bem sucedido “The Ride Majestic”, lançado no começo desse ano, temos mais um belíssimo produto em mãos, “Death Resonance”. E se você leitor ficou tão confuso quanto eu, se perguntando: “ué, mais um álbum tão cedo”? Pois trago-lhes a resposta caros amigos, trata-se de uma coleção especial de raridades, material nunca lançado antes, além de duas novas composições! Apesar de parecer o bom e velho caça níqueis para fãs, confesso que gostei muito dessa ideia dos caras, lançar todas as faixas extras e exclusivas que saíram em outros lançamentos (principalmente no Japão) e juntar tudo em um disco, foi uma bela sacada. Basicamente temos material dos discos lançados de 2005 pra cá, incluindo faixas dos álbuns “The Ride Majestic”, “The Panic Broadcast”, “Sworn To A Great Divide”, “Stabbing The Drama” e do EP “Beyond The Infinite”. As duas primeiras faixas são novas composições, “Helsinki” é simplesmente fantástica, com um riff viciante, algumas camadas discretas de teclado, uma bateria veloz e um vocal absurdo! As partes mais extremas lembraram bastante as coisas mais novas do Devildriver, mas quando entra o refrão limpo e os solos melódicos, sabemos bem que se trata do Soilwork. “Death Resonance”, segunda faixa, mostra que a fase atual da banda está incrível, o talento e a competência em criar músicas marcantes estão em seu auge – abusaram inclusive em uma passagem mais lenta e atmosférica, lembrando os trabalhos atuais do Opeth (sim, podem acreditar!). Diferentemente dos seus conterrâneos do In Flames, que vem soando cada vez mais estranhos e com músicas mais leves, o Soilwork mete o pé no acelerador, injetando sempre mais agressividade. Se você pensou que as faixas bônus dos discos servem como “encheção de linguiça”, se enganou. Estamos diante de músicas excelentes, melhores que muitas que estiveram presentes no track list oficial dos discos lançados. Precisamos falar do EP “Beyond The Infinite”, lançado em 2014 e que infelizmente nunca chegou no Brasil. São cinco das melhores músicas já compostas pela banda, um som cativante, impactante e ultra bem balanceado! Fiquei feliz de terem colocado esse material aqui. Isso aqui é material para colecionador, para qualquer amante do Melodic Death Metal e, obviamente, indispensável para qualquer fã do Soilwork!



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Track list:
01. Helsinki (new song)
02. Death Resonance (new song)
03. The End Begins Below The Surface ("The Ride Majestic" Japan bonus track)
04. My Nerves, Your Everyday Tool ("Beyond The Inifite" Japan-only EP)
05. These Absent Eyes ("Beyond The Inifite" Japan-only EP)
06. Resisting The Current ("Beyond The Inifite" Japan-only EP)
07. When Sound Collides ("Beyond The Inifite" Japan-only EP)
08. Forever Lost In Vain ("Beyond The Inifite" Japan-only EP)
09. Sweet Demise ("The Panic Broadcast" Japan bonus track)
10. Sadistic Lullabye (re-recorded, "The Panic Broadcast" Japan bonus track)
11. Overclocked (2016 mix, "Sworn A Great Divide" Japan bonus track)
12. Martyr (2016 mix, "Sworn A Great Divide" Japan bonus track)
13. Sovereign (2016 mix, "Sworn A Great Divide" Japan bonus track)
14. Wherever Thorns May Grow (2016 mix, "Stabbing The Drama" Japan bonus track)
15. Killed By Ignition (2016 mix, "Stabbing The Drama" Japan bonus track) 

Review: Sinsaenum - Echoes Of The Tortured


Por Pedro Humangous

Após o surgimento e consolidação da internet, uma enxurrada de novas bandas surgiu. Com isso, tornou-se cada vez mais difícil ganhar destaque e relevância com tantas bandas fazendo simplesmente “mais do mesmo”. O Sinsaenum surgiu simplesmente “do nada” e conseguiu ser diferente de tudo o que esperávamos. Vamos começar pela inusitada união de Frédéric Leclercq (baixista do Dragonforce) e de Joey Jordison (ex-baterista do Slipknot), o que poderíamos esperar desses dois caras tocando juntos? A dupla resolveu chamar ainda Attila Csihar (Mayhem) e Sean Zatorsky (Daath) para os vocais, Stéphane Buriez (Loudblast) para as guitarras e Heimoth (Seth) para o baixo. E nesse caldeirão de influências temos um dos melhores discos de Metal Extremo dos últimos anos! Apesar de não soar nada inovador, a banda conseguiu trazer sangue novo para o estilo, dando uma repaginada no Death Metal (fio condutor do som praticado pela banda), inserindo uns toques de Black Metal muito bem vindos. A variação entre os dois vocalistas deu uma dinâmica bem legal às músicas, prendendo a atenção do ouvinte, apesar de ambos serem extremos e violentos, é possível notar com clareza quando cada um canta. As guitarras estão absurdamente insanas, criativas, afiadas e abusando dos duelos, das guitarras gêmeas, da sujeira e da beleza melódica. Parece que a saída do Slipknot fez muito bem ao Joey, pois ele está fazendo um som incrível, abusando de sua técnica e encaixando muito bem seu estilo nessas composições mais velozes e mais extremas – parece que finalmente se encontrou. Ao olhar o track list, estranhei quando vi que existiam 21 músicas. Metade delas são vinhetas e passagens de transição entre uma música e outra, o que deixou tudo ainda mais interessante e interligado, achei fantástico. Não tenho dúvidas da minha faixa preferida, “Final Curse” é de tirar o fôlego, viciante, frenética e com guitarras belíssimas! Gostei bastante da arte da capa feita por Costin Chioreanu (já trabalhou com bandas como Grave, Krow, Arch Enemy, Arcturus, Sigh), remetendo às clássicas bandas de Death Metal dos anos 90. A participação de Schimer (Destruction) na faixa “Army Of Chaos” e a mixagem e masterização por Jens Bogren, são a cereja do bolo, o toque de mestre que faltava para finalizar essa obra de arte. “Echoes Of The Tortured” é surpreendente em todos os sentidos, uma das melhores coisas que ouvi dentro do Metal nos últimos anos!


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domingo, 9 de outubro de 2016

Review: Equilibrium – Armageddon


Por Pedro Humangous


Dificilmente você irá encontrar alguém que escute Metal e não goste de Folk. É sempre um som pra cima, animado, empolgante e de certa forma revigorante. Quem consegue ouvir um disco desses e não ter vontade de sair de casa vestido de Bardo, com um machado nas mãos, em direção à floresta e desbravar territórios inexplorados? O Equilibrium é uma das bandas de Folk Metal que mais vem se destacando nos últimos anos, desenvolvendo seu som álbum após álbum, ganhando reconhecimento mundial – prova disso é vermos esse novo trabalho sendo lançado em terras tupiniquins. “Armageddon” é o quinto álbum do grupo alemão, mas pra quem ainda está um pouco perdido e nunca ouviu falar da banda, tente imaginar algo na linha do Ensiferum, Eluveitie e Fintroll. A belíssima arte da capa já me conquistou logo de cara, trazendo ansiedade em ouvir o que eles trariam de novidade nesse novo disco. E realmente eles nos surpreenderam, trouxeram uma roupagem mais “dark”, mais introspectiva – apesar de todo o clima alegre que os instrumentos propõem. Além de cantarem várias músicas em seu idioma natal, o alemão, resolveram experimentar algumas canções em inglês – e funcionaram muito bem! Os vocais guturais contrastam muito bem com o instrumental melódico e sinfônico, lembrando algumas coisas do que o Children Of Bodom costuma fazer. As faixas são, em sua maioria, menos aceleradas, prezando pelos momentos mais marcantes, focando bastante na temática e nas letras. Os teclados assumem um papel importante nas músicas, quase que ditando o ritmo do álbum, abusando de passagens orquestrais e também eletrônicas - gostei muito do que fizeram em “Born To Be Epic” e principalmente em “Helden”, parecendo trilha sonora de games antigos (Master System, Megadrive, SNES). “Armageddon” se mostra uma belíssima adição na discografia do Equilibrium, um álbum maduro, divertido de ouvir do começo ao fim!


Track List:
1. Sehnsucht 
2. Erwachen 
3. Katharsis 
4. Heimat 
5. Born to Be Epic 
6. Zum Horizont 
7. Rise Again 
8. Prey 
9. Helden 
10. Koyaaniskatsi 
11. Eternal Destination

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Review: Carnifex – Slow Death


Por Pedro Humangous


Quanta alegria irmãos! Sim, temos o lançamento de um disco do Carnifex no Brasil! “Slow Death” é o sexto álbum da banda americana formada por Scott Ian Lewis (vocais), Shawn Cameron (bateria), Jordan Lockrey (guitarras), Cory Arford (guitarras) e Fred Calderon (baixo). O estilo Deathcore assolou o mundo inteiro, se espalhando feito uma doença contagiosa – e realmente contagiou uma pancada de fãs em pouco tempo. Assim como toda nova moda, surgiram inúmeras bandas praticando o mesmo estilo, lançando trabalhos medianos, fazendo com que o público mais purista se afastasse dessas bandas no geral. O que realmente importa é que surgiram grandes nomes desse segmento, muitas sumiram pelo caminho, deixando somente as mais fortes ainda vivas e gerando bons frutos – o Carnifex é uma delas. E como está esse novo disco? Está bastante evoluído, diversificado, mais maduro e cheio de novidades – sonoramente falando. A banda resolveu deixar aquele Deathcore, digamos, tradicional e resolveu investir em outras ramificações do Metal, agregando novos elementos que deram mais personalidade ao seu som. Temos aqui características do Brutal, Death e Symphonic Black Metal, tudo envolto em uma camada espessa de melodia, com fortes traços de sintetizadores e orquestrações – ambientando o clima infernal das composições. Resumindo, o álbum está um arregaço! Tá extremamente pesado, maléfico, técnico, melódico, bem gravado, bem mixado e viciante! As guitarras devem pesar uma tonelada, afinações baixíssimas, aliadas ao baixo encorpado e a nervosa bateria. Aliás, precisamos falar dessas linhas de bateria. Um dos grandes destaques desse álbum são as linhas inteligentes de batera, sempre bem encaixadas, criativas, repletas de bumbo duplo, pratos pra todo lado e viradas de tirar o fôlego! Não nos esqueçamos dos tradicionalíssimos breakdowns, presentes aqui e ali, surpreendendo sempre o ouvinte. Destaco as faixas “Drown Me In Blood” e “Six Feet Closer To Hell” que lembraram bastante a insanidade dos discos mais recentes do Anaal Nathrakh. Talvez essas mudanças todas na sonoridade da banda afastem um pouco a base de fãs das antigas, mas certamente irá abrir novas portas e conquistarem uma legião de novos seguidores! O melhor trabalho da banda até o momento!

Track List:
1. Dark Heart Ceremony 
2. Slow Death 
3. Drown Me In Blood 
4. Pale Ghost 
5. Black Candles Burning 
6. Six Feet Closer To Hell 
7. Necrotoxic 
8. Life Fades To A Funeral 
9. Countess Of The Crescent Moon 
10. Servants To The Horde



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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Review: Screams Of Hate – Neorganic


Por Pedro Humangous

Meu primeiro contato com o Screams Of Hate foi em meados de 2012, quando eu ainda gerenciava a versão digital da revista Hell Divine. De lá pra cá muita coisa mudou, ficamos amigos, a revista deu uma pausa nas atividades e a banda deu uma sumida. Eis que, navegando à toa no Facebook, recebo uma mensagem do vocalista Clayton Bartalo, contendo um link. Quando abro, disco novo da banda! Fiquei extremamente surpreso e feliz com essa notícia, pois há quatro anos eu já dizia que essa banda tinha futuro e ainda cresceria bastante. O resultado está aqui, “Neorganic”, o primeiro álbum de inéditas do grupo atualmente formado por Alexandre Bovo nas guitarras, Vicente Moreno no baixo e Marcelo Toselli na bateria – além, é claro, do Clayton nos vocais. Quando bati o olho na impactante arte da capa, já sabia que se tratava do trabalho do Marcus Zerma, da Black Plague Design – ele chegou a desenhar uma camiseta animal para a Hell Divine, mas infelizmente ainda não mandamos produzir. Falando do som desse novo play do Screams Of Hate, fiquei abismado com a evolução dos caras, um som mais polido, ultra agressivo, bem construído e empolgante! O timbre de todos os instrumentos está incrível, as guitarras estão sujas na medida certa, dá pra ouvir bem o baixo e gostei bastante do som da bateria, bem vivo e orgânico – você se sente ali, do lado da banda enquanto tocam, com aquela pegada de som ao vivo, saca? Pra você que ainda não conhece a banda, eu diria que é uma mutação genética entre o Devildriver e o Lamb Of God, sem soar como uma mera cópia. Fizeram uma mistura muito precisa entre o Death Metal e o Thrash mais moderno, aplicando golpes certeiros de Groove, principalmente na estrutura dos riffs de guitarra, sempre criativos e viciantes. Os solos também são um destaque à parte, um senso melódico que contrasta lindamente com a agressividade proposta no decorrer das músicas. Clayton também está um monstro nos vocais, um gutural/rasgado de tirar o fôlego (dele ao cantar e nosso ao ouvir). Não ousarei apontar as melhores faixas, tudo está muito coeso, todas muito boas! De bônus, temos a faixa “Revenge”, uma regravação da mesma faixa que saiu no EP, a diferença é que ela era cantada em português. Um excelente trabalho lançado pelo Screams Of Hate, muito legal ver a maturidade e evolução que tiveram ao longo dos anos. Se antes eu já previa que seriam grandes, agora tenho a certeza e a confirmação disso! Ouçam e se surpreendam também!


domingo, 2 de outubro de 2016

Review: Twilight Force – Heroes Of Mighty Magic


Por Pedro Humangous

Quase caí da cadeira quando li a notícia de que o novo álbum da banda Twilight Force seria lançado no Brasil! Sim, eu sei, o Melodic Power Metal está enfraquecido há anos, perdeu seu brilho e grande parte do seu público, mas, e daí? O que realmente importa é que ainda existe uma base fiel de fãs do estilo (me incluo nessa lista), além de bandas lançando ótimos discos até hoje. Temos visto um certo tipo de “revival” com bandas como Gloryhammer, Orden Ogan, Thaurorod, Unleash The Archers, Powerwolf, entre outras. O Twilight Force surgiu na Suécia e é atualmente formado por Chrileon (vocais), Lynd (guitarra, violão e alaúde), Born (baixo), Blackwald (teclado, piano, violino e cravo), Aerendir (guitarra) e De’Azsh (bateria). A banda procura fazer um som pomposo, ultra melódico, épico, sinfônico – e todos aqueles adjetivos que todos já conhecemos quando se trata de uma banda desse porte. Sim, estamos falando de reis, dragões e castelos. O encarte inclusive traz o desenho dos músicos como personagens de RPG, com status de força, destreza, etc, muito legal. Aliás, a arte da capa e todo o conceito visual da banda são muito interessantes, forte candidata a mais bela do ano. Voltando à sonoridade da banda, tudo aqui é bastante grandioso, repleto de orquestrações, tudo muito bem encaixado e bem composto, impressionante mesmo. Me lembrou uma mistura da fase mais atual do Rhapsody Of Fire com a fase mais antiga do Freedom Call. O grande foco deles está no senso melódico das músicas e nos refrãos encorpados e marcantes – infelizmente deixaram as guitarras um pouco de lado, soando como um mero coadjuvante. O vocalista, apesar de competente, não passa da média, não faz feio, porém também não se destaca muito. Ou talvez eu não tenha percebido seu verdadeiro potencial escondido nas milhares camadas de vozes que colocaram para acompanha-lo. Fiquei verdadeiramente impressionado com a qualidade das composições, todas as músicas são interessantes e empolgantes, principalmente quando se acompanha as letras. A cereja do bolo vem em forma de duas grandes participações, Fabio Lione na faixa “There And Back Again” (uma das melhores do álbum, parece trilha sonora de filme) e de Joakim Brodén (vocalista do Sabaton) na faixa “Heroes Of Mighty Magic”. Para os amantes de Warcraft, RPG, Tolkien e principalmente aos saudosos da fase de ouro do Melodic Power Metal, esse disco é um presente a você! 


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Review: Gamma Ray – Insanity And Genius


Por Pedro Humangous

Ah... como esperei por esse dia! Em um daqueles lapsos, vacilos da vida, resolvi vender meu “Insanity And Genius”, aquela primeira versão de 93. Depois disso, nunca mais achei pra comprar de novo. Chateado por muitos anos, finalmente pude ter esse trabalho em mãos e de volta à coleção, lugar de onde nunca deveria ter saído! Agora, renovado e remasterizado, o trabalho ganhou nova roupagem e um disco bônus – pensando bem, acho que foi uma boa ter vendido na época (risos). Brincadeiras à parte, esse é mais um dos relançamentos do Gamma Ray para a comemoração dos 25 anos de carreira. Já fiz algumas resenhas referentes a esses trabalhos e esse parece ser o último pedaço do quebra-cabeça que faltava, o último lançamento dessa fase comemorativa. “Insanity And Genious”, em minha opinião, é o melhor álbum da fase mais antiga da banda, tem músicas mais marcantes, construções mais memoráveis e equilibradas. Acredito que o entrosamento da banda estava em seu ápice, bem como a criatividade de Mr. Hansen nas seis cordas. A trinca que abre o álbum é simplesmente matadora e de tirar o fôlego, velozes, empolgantes e contando com um Ralph Scheepers enfurecido, cantando como nunca! O ritmo dá uma amenizada em “The Cave Principle” e dá espaço aos experimentalismos em “Future Madhouse”, remetendo aos primeiros discos. A faixa “Gamma Ray” é esquisita demais para meu gosto, tem a cara dos anos 80, lembra uma mistura de música de videogame com algo do Queensryche. O título do disco define bem o que foi o começo da carreira da banda, uma mistura de insanidade e genialidade impressionantes. Algumas músicas são incríveis e perfeitas, outras, totalmente descartáveis e complexas demais para a época. O CD bônus, como de costume, traz versões demo nunca antes lançadas, versões alternativas, instrumentais e ao vivo – destaque para o cover de “Exciter” do Judas Priest. “Insanity And Genius” é um disco inesquecível, importante para a história do Heavy Metal mundial e essa versão de aniversário deixa qualquer coleção mais completa e mais atraente! Compre sem pestanejar!

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Hora da Leitura! Hellraiser


Vamos falar de coisa boa? Não, não estou falando de TekPix. Coisa boa é unir as mais diversas artes: cinema, leitura e música. Lembro como se fosse ontem, a equipe da Darkside Books me ligando no celular dizendo que admiravam o trabalho da Hell Divine. Foi muito importante saber que meu trabalho estava sendo reconhecido, principalmente por outra empresa/projeto que admiro tanto! E o fruto dessa parceria está em minhas mãos, dois livros incríveis do autor Clive Barker, nada mais, nada menos, do que HELLRAISER! Nasci no começo da década de 80, portanto, tenho uma vaga lembrança desse filme macabro quando passava na televisão de tubo. O tempo passou e acabei esquecendo essa pérola, nunca mais voltei a ver a sequência dos filmes lançados – ponto positivo, pois ler os livros sem ter que ficar associando aos filmes é muito melhor. 


Clive Barker, escritor inglês, é um gênio na arte do terror, ele ambienta o inferno como ninguém. O primeiro livro, “Renascido do Inferno”, com uma linda capa que parece couro de verdade, é curto, porém ultra intenso! A continuação, com “Evangelho de Sangue”, acaba de ser lançada e dá um fim a essa incrível saga. Para não estragar a surpresa – ou dar spoilers – irei apenas colocar trechos liberados pela própria editora para o leitor ter uma ideia do que esperar:

Escrito em 1986, HELLRAISER - RENASCIDO DO INFERNO apresentou ao público os demoníacos Cenobitas, personagens criados por Clive Barker que hoje figuram no seleto grupo de vilões ícones da cultura pop como Jason, Leatherface ou Darth Vader. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que estimulam a imaginação dos leitores e superam, de longe, o horror do cinema. Clive Barker escreveu o romance HELLRAISER - RENASCIDO DO INFERNO (The Hellbound Heart, no original) já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker: “A única maneira foi escrever o romance com a intenção específica de filmá-lo. Foi a primeira e única vez que fiz assim, e deu resultado”.


EVANGELHO DE SANGUE oferece uma junção clara dentro do universo de Barker. Os leitores mais atentos já perceberam que as histórias dele se passam em um mesmo universo, mas, agora, o mundo de Hellraiser é explicitamente unido ao do detetive Harry D’Amour – que aparece em outras histórias do autor, como o conto “The Last Illusion”, presente no sexto volume dos Livros de Sangue, e no romance Everville. D’Amour, que se dedica a investigar casos sobrenaturais, mágicos e malignos, vem encarando seus demônios pessoais há anos. Quando ele se depara com uma Caixa das Lamentações – neste livro, Barker expande a mitologia da Caixa de Lemarchand, e conta que ela é só uma das muitas Caixa das Lamentações que existem por aí –, seus demônios internos são substituídos por demônios de verdade, conforme ele se vê enredado em um terrível jogo de gato e rato, absolutamente complexo, sangrento e perturbador.


E o que o Hellraiser tem a ver com o Heavy Metal? Muita coisa! Além do ocultismo e do terror, típicos de várias bandas do estilo, temos aqui vestimentas negras e de couro – lembrando bandas de Black Metal e Gothic. O próprio Clive dirigiu o clipe de “Hellraiser” do Motorhead, além do ator do filme que interpreta o Pinhead, Doug Bradley, ter participado em diversas músicas do Craddle Of Filth. No filme “Hellraiser 3 – Inferno na Terra”, a banda Armored Saint faz uma participação, interpretando ela mesma.


A Darkside Books é minha biblioteca do terror. Sem sombra de dúvidas, a melhor e mais competente editora em atividades no Brasil. É levantar, aplaudir e torcer para que mais lançamentos como estes continuem a encher nossas prateleiras.

domingo, 4 de setembro de 2016

Review: Gamma Ray – Sigh No More

(Gravadora: Ear Music / Shinigami Records)

Por Pedro Humangous

Estou gostando muito dessa série de relançamentos do Gamma Ray em comemoração aos 25 anos de carreira. Essa é minha terceira resenha dessa edição de aniversário e reviver os clássicos da banda tem sido um grande prazer! Momento de relembrar algumas coisas e descobrir outras. Lançado em 91, “Sigh No More” é o segundo álbum de estúdio da banda, trazendo a forte formação composta por Ralph Scheepers nos vocais, Kai Hansen e Dirk Schlachter nas guitarras, Uwe Wessel no baixo e Uli Kusch na bateria. Levando em consideração o som que o Helloween fazia na época, esse disco causou certa estranheza por parte do público e principalmente da crítica especializada. Convenhamos, esse álbum é bastante incomum, com uma sonoridade única e diferente do Melodic Power Metal esperado – “(We Won’t Stop) The War” não me deixa mentir. “Changes” abre o disco de forma madura, lembrando o Prog praticado pelo Queensryche da época. “Rich And Famous”, por sua vez, traz letras divertidas e um som mais próximo do típico Gamma Ray, riffs velozes e melodias marcantes. Ralph é um monstro nos vocais, ele tem a capacidade de transformar qualquer música em um hino. Diferentemente do Sansão, ele não perdeu seus poderes depois que perdeu suas encaracoladas madeixas. A semiacústica “Father And Son” também traz novos e inesperados elementos, com um refrão meio esquisito. “One With The World” volta a descer a porrada contando com solos incríveis. Minhas favoritas aqui são “Start Running” e “The Spirit”, ambas têm mais a cara do que o Gamma Ray se tornou, a sonoridade que ganhou fama mundial. A horrenda capa que ilustrava o lançamento original ganhou uma nova e bela roupagem – méritos para Hervé Monjeaud, que trabalhou em diversos projetos do Iron Maiden. Esse relançamento conta com um disco bônus, contendo diversas músicas ao vivo, versões nunca lançadas e demos, tudo muito legal! Pra quem curte conhecer a história das bandas e mergulhar a fundo em suas essências, essa série de aniversário está sendo perfeita e fantástica!

Track List:

CD1:
1. Changes 
2. Rich & Famous 
3. As Time Goes By 
4. (We Won't) Stop the War 
5. Father and Son 
6. One With the World 
7. Start Running 
8. Countdown 
9. Dream Healer 
10. The Spirit 
11. Sail On (Live) 
12. Changes (Live) 

CD2: 
1. One With the World (Live at Wacken 2011) 
2. Dream Healer (Live in Montreal 2006) 
3. Changes (Blast from the Past version) 
4. Rich and Famous (Blast from the Past version) 
5. One With the World (Blast from the Past version) 
6. Dream Healer (Blast from the Past version) 
7. Heroes (Preproduction) 
8. Dream Healer (Preproduction) 
9. As Times Goes By (Preproduction) 
10. (We Won’t) Stop the War (Preproduction) 
11. Dream Healer (Demo) 
12. Rich and Famous (Demo)

Contatos: 

Review: Rage – The Devil Strikes Again

(Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records)


Por Pedro Humangous

O Rage já passou por tanta coisa… Diversas mudanças de formação, de direcionamento, e após inúmeros lançamentos na carreira (passam de 20) eles retornam com “The Devil Strikes Again”. Apesar do nítido sucesso e reconhecimento mundial, nunca foram considerados uma “grande banda”, daquelas que estão na ponta da língua do headbanger sabe? Obviamente a entrada de Victor Smolsky deu uma boa mudada na sonoridade do grupo alemão, trazendo elementos de música clássica e ainda mais peso às composições. Porém, após anos de parceria, o guitarrista deu adeus ao Rage (e formou o excelente projeto chamado Almanac). Para seu lugar, o eterno líder Peavy Wagner, chamou Marcos Rodriguez – o cara é um bom guitarrista, mas nesse trabalho podemos ver que ele é apenas mediano se comparado ao seu antecessor. As mudanças na formação trouxeram nítidas transformações no som, está tudo mais simples e direto, flertando com o Power Metal de bandas como Stratovarius e Grave Digger. As duas primeiras faixas são matadoras, ultra pesadas, com refrãos grudentos e viciantes. Acontece que na terceira música, “Back On Track” – ironicamente – eles perdem o rumo das coisas e apresentam uma música bobinha e chata, um refrão meio pop punk totalmente dispensável. Na sequência emendam com “The Final Curtain”, um Hard’N’Heavy muito bom, mas ainda causa certa estranheza, pois diverge muito do início do álbum – e provavelmente do que esperamos do Rage. A galopante “War” traz de volta o peso e velocidade ao disco, sendo seguida pela ótima “Ocean Full Of Tears”, igualmente empolgante. O restante do trabalho permanece coeso, com ótimas composições, seguindo a mesma fórmula durante todo o álbum – de certa forma funciona e diverte o ouvinte sem grandes surpresas. O pacote ainda traz um disco extra contendo seis faixas, sendo três delas covers das bandas Y&T, Rush e Skid Row. O título do álbum e a arte da capa são demasiadamente clichês, porém o quesito inovação prende o ouvinte e agrada por suas sinceras e viscerais composições. Resumindo a obra, “The Devil Strikes Again” é um disco difícil de decidir se gostamos ou não. Ele tem pontos fortes e outros nem tanto. Traz um Rage renovado, com sangue novo e uma nítida vontade de fazer aquilo que o coração manda. 


Track List: 

CD 1: 
1. The Devil Strikes Again
2. My Way
3. Back on Track
4. The Final Curtain
5. War
6. Ocean Full of Tears
7. Deaf, Dumb and Blind
8. Spirits of the Night
9. Times of Darkness
10. The Dark Side of the Sun

CD 2: 
1. Bring Me Down
2. Requiem
3. Into the Fire
4. Slave to the Grind (Skid Row cover)
5. Bravado (Rush cover)

Contatos: 
www.rage-official.com | facebook.com/RageOfficialBand

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A CAVEIRA E O MANGÁ


Nascidos das sombras Algo milenar se ergueu nas sombras do teatro japonês, caminhou por entre feudos e plantações de arroz e ganhou espaço no rolos de tecidos e papéis. Histórias sequenciadas ganharam voz e, como em um balé perfeito entre imagens e palavras, algo grandioso começou a ganhar vida. Os primeiros filhotes dessa união ganharam o mundo na década de 20 e reconhecimento próximo à década de 40, mas o silêncio se instaurou – a Guerra Fria estancou seu crescimento. Deste momento em diante, a criança seguiu seu destino. Naquele sombrio e estranho momento de guerra, entre ruínas e poeira, os desenhos continuaram a florescer, ganharam olhos grandes e expressivos para se comunicarem com o mundo de uma forma única. O traço marcante de Osamu Tezuka ajudou a dar um estilo nunca antes visto. Crescemos entre godzillas, tokusatsus e animes, entre guerras atômicas e avanços tecnológico diários – e o mangá cresceu, amadureceu e ganhou o coração dos jovens que erguem e transformam o novo mundo. Entre personagens mágicos e assustadores, nos tornamos adultos repletos de sonhos. 

Nasce aqui o novo selo da primeira editora do Brasil inteiramente dedicada ao terror e à fantasia. TOKYO TERROR® é a linha editorial da DarkSide® Books que promete tocar o terror no mundo do mangá e trazer o que há de mais tenebroso na literatura do sol nascente. E este é só o começo - afinal de contas, dentro de nós é sempre meia-noite.

Em breve mais novidades dos nossos parceiros da editora Darkside Books!