domingo, 30 de julho de 2017

Review: Havok – Conformicide


Por Pedro Humangous

Engraçado... um dia desses estávamos falando exatamente sobre bandas que praticam Thrash Metal hoje em dia e da dificuldade que elas tem de se reinventar – resenha da banda Warbringer publicada aqui no blog. Chega então ao mercado brasileiro o mais novo trabalho da banda americana Havok, “Conformicide”, o quinto disco na carreira. E não é que os caras deram um “up” no seu som? Parece que colocaram tudo o que existe de melhor no estilo, colocaram em um caldeirão e deixaram o caldo engrossar! Aqui você irá ouvir um pouco de Exodus, Megadeth, Testament, Revocation, Annihilator, além de inserções de Groove Metal, umas pitadas de Prog, enfim, modernidades e inovações inesperadas para o estilo. Muita gente acha que “Time is Up”, de 2011, é o melhor deles, mas após ouvir o novo álbum fica difícil decidir, acredito que este seja o “masterpiece” da banda! As letras estão mais ácidas, mais diretas ao ponto e não poupam quando o assunto é alfinetar e enfiar a faca na ferida. As letras falam sobre a realidade do mundo atual, política, guerras e religião. A arte da capa é simples, porém, tem muito a dizer, mostrando claramente que é necessário que as pessoas abram suas mentes, se livrem de pensamentos pré-determinados, que fujam do controle imposto pelos governantes e pela mídia. Ainda falando da arte, o encarte está simplesmente incrível, repleto de desenhos insanos que acompanham as letras. Com a entrada do baixista Nick Schendzielos (que também toca no Cephalic Carnage e Job For ACowboy), as músicas ganharam mais dinâmica, ficou com mais groove, mais técnica e mais divertido de ouvir. A mixagem deu um espaço extra e deixou as linhas do baixo bastante audível, fazendo toda a diferença nas composições e consequentemente no resultado final. Os vocais de David Sanchez também merecem destaque, estão raivosos, ensandecidos, rasgados na medida certa, misturando aquele Thrash com um toque de Black Metal – lembrando um pouco do Skeletonwitch. Gostei muito da criatividade do baterista Pete Webber e dos solos do guitarrista Reece Scruggs, ambos trouxeram bastante dinamismo às composições. O disco todo está incrível, com uma produção animal, destaque para as faixas “Hang ‘Em High”, “Intention To Deceive” e “Peace Is In Pieces”. Um álbum bem acima da média, altamente recomendado para os amantes do estilo em busca de novidades sem abrir mão da essência!


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